Onde está o problema do PSDB?

Depois de lutar contra tudo e contra quase todos, Geraldo Alckmin (PSDB-SP) conseguiu oficializar sua candidatura à Prefeitura de São Paulo. A sessão deliberativa tucana foi tensa. Houve vaia, protestos, xingamentos e muita hostilidade.

Mas, afinal, qual é a de Alckmin? O ex-governador é conhecido dentro do partido como uma oposição à oposição.

Na campanha presidencial de 2.006, não faltaram companheiros tucanos alertando a Alckmin que sua estratégia de “paz e amor” não lhe renderia muitos votos. Até então, o tucano era uma figura desconhecida do povo nordestino e pobre, mass media do presidente Lula.

Mesmo tendo uma corrente contra seu posicionamento, inclusive o DEM – na época, PFL –Alckmin ignorou as sugestões feitas e seguiu sua campanha rumo ao Planalto com um tom exageradamente amigável para com o presidente Lula. Os petistas rotularam-lhe de privatista e ele não reagiu contundentemente. Carregou essa fama até o fim das eleições e a perdeu.

Na verdade, o problema seria Alckmin ou o PSDB?

O partido, de uma forma geral, é muito frágil no tange em defender sua ideologia e feitos do passado. Um exemplo claro foi a reação à conquista do investment grade, na semana passada. Ao invés de os tucanos usarem esse fato para mostrar a todos que tal certificação deve-se às políticas econômicas que começaram a ser implantadas e praticadas na era FHC, simplesmente permitiram que os petistas comemorassem como se o mérito fosse resultado única e exclusivamente da gestão lulista.

 O PSDB precisa se cuidar. Se já há um verdadeiro racha dentro do partido na esfera municipal, imagine como será a conjuntura quando a discussão for para a esfera federal, com Aécio, Serra e até mesmo Alckmin – afinal, nunca se sabe como pensam os tucanos – disputando o Palácio do Planalto.

P.S – Saudades do PSDB de Mário Covas.

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