Ex-dirigentes dizem que PDT cobrou para oferecer legenda.

Da Folha de S.Paulo

A cúpula do PDT paulista vem destituindo de forma sistemática vários políticos ligados ao deputado estadual Geraldo Vinholi (PDT-SP) dos comandos regionais do partido. Alguns dos afastados estão no PDT há quase 30 anos.
As destituições, diz Vinholi, atingiram cerca de 40 comissões provisórias do PDT no Estado e a legenda acabou sendo negociada com outros políticos mediante pagamentos a pessoas ligadas ao presidente do partido em São Paulo, o deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho.
João Farias, ex-integrante do PDT em Araraquara, diz em documento enviado à secretaria geral da sigla que lidava com “verdadeiros batedores de carteira”, que exigiam dinheiro para que ele e outros políticos locais permanecessem à frente do partido. Ele cita especificamente Cristóvão da Silveira, ligado ao PDT, como o “encarregado de finanças” que apresentou uma conta “ilegítima” de R$ 72 mil que teria de ser paga para que pudesse continuar à frente da legenda na cidade.
Localizado por meio do gabinete de Paulinho em Brasília, Silveira disse que não poderia falar sobre o assunto e que não havia advogados do PDT disponíveis para fazê-lo.
Além de Silveira, políticos do interior apontam José Gaspar, vice-presidente estadual do PDT, como um dos responsáveis pelas negociações em torno do comando do partido.
“Fui convidado pelo presidente do PDT de Araraquara para ingressar no partido. Uma semana depois, foi extinta a comissão estadual e apresentaram essa conta de R$ 72 mil para que ela continuasse funcionando”, diz Farias.

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