Em seu depoimento no Senado, Dilma Rousseff disse ser a maior vítima no episódio do vazamento de gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Ela, realmente, pode até não saber de nada. Se assim for, não resta outra alternativa a não ser crer que o dossiê é fruto de um fogo amigo da oposição dentro do PT.
Raciocinando: O “banco de dados” foi vazado por José Aparecido Nuno Pires, um ex-aliado de José Dirceu e que foi mantido na Casa Civil por Dilma Rousseff. A ministra substituiu José Dirceu, que saiu do Planalto por motivos que vocês já sabem. Desde então, ela caiu nas graças do presidente Lula, que por sua vez, parece ter se esquecido da companheirada mensaleira comandada por José Dirceu, segundo denúncia oferecida ao STF por Antônio Fernando de Souza – Procurador Geral da República.
A ascensão relâmpago de Dilma, de certa forma, incomoda alas dentro do Partido dos Trabalhadores. Ela é uma potencial candidata às próximas eleições presidenciais mesmo sendo marinheira de primeira viagem em um processo eleitoral.
Se de fato o dossiê foi montado para constranger não a oposição, e sim à própria ministra, isso demonstra como está a animosidade nos intestinos do PT.
Para ter-se um remate concreto do verdadeiro propósito de confecção desse “banco de dados”, faz-se necessária uma apuração rigorosa na CPMI. Como já disse aqui no blog, a PF, que também investiga o caso, não tem foco nessa tipificação.
Em tempo: Funcionários da Casa Civil envolvidos no processo de confecção do dossiê já declararam que se forem prejudicados nessa história, colocarão a boca no trombone e revelarão o topo do comando dessa operação. Será que é por isso que a base do governo veta qualquer convocação de funcionários da Casa Civil para prestarem esclarecimentos na CPMI?