Perigo iminente.

O pedido de demissão da ministra Marina Silva do Ministério do Meio Ambiente tem motivo. Ela era ignorada por Lula. Simples assim.

Marina representava para o governo um verdadeiro entrave para o desenvolvimento dos projetos do PAC. Várias obras do programa dependem de licença ambiental, licenças estas que Marina negava em conceder e, quando o fazia, era sob pressão e contrariada.

A questão, agora, é quem a sucederá. Dois nomes já surgem em meio às especulatções: Carlos Minc, secretário de Meio Ambiente do Rio de Janeiro; e Jorge Viana, ex-governador do Acre.

Viana, em meados de 1999, se auto proclamava o verdadeiro protetor do meio ambiente. No entanto, com o passar dos tempos, esse título caiu por água abaixo. O motivo é fácil de explicar.

O ex-governador esteve a frente do estado do Acre por dois mandatos. Nos seis primeiros anos de seu governo, o ritmo de desmatamento da floresta sob sua gestão territorial triplicou, chegando a atingir 995 quilômetros quadrados no ano de 2004. É como se uma área equivalente a catorze campos de futebol fosse derrubada a cada hora.

Belos números para alguém pode chefiar o Ministério do Meio Ambiente, não?

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