Criação da CSS preocupa governistas.

De O Correio Brasiliense

Os líderes governistas negam, mas estão preocupados com a votação do projeto que cria a Contribuição Social para a Saúde (CSS). A avaliação é que o governo tem os votos necessários para criar o tributo, mas que qualquer erro tático pode levar a uma surpresa desagradável. Não por acaso, os governistas adiaram para a próxima terça-feira a votação, que deveria ter acontecido na última quarta. O plenário relativamente vazio em uma sessão que se arrastava depois das 23h fez com que os governistas optassem pela cautela.
A negociação da CSS foi muito atropelada. Os líderes do governo fecharam a proposta em um almoço na terça e planejavam aprová-la na sessão do dia seguinte. Subestimaram as resistências políticas. Foram necessárias tantas negociações de bastidor que o texto da proposta não ficou pronto. A Câmara já estava em processo de discussão e ninguém havia visto a proposta. Ao longo dos dias, os governistas cederam: adiaram o início da cobrança da CSS para 2009 e aumentaram os limites de isenção.
A negociação fechou um acordo com as bancadas, mas não garante a fidelidade dentro delas. Controlar as dissidências é o maior problema. Na quarta-feira, o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), tentou controlar sua bancada e impor o voto a favor da CSS. Não deu resultado e ele mudou de tática. Passou a recolher entre os deputados peemedebistas os pedidos na área da Saúde. Levou a lista ao ministro José Gomes Temporão e conseguiu a inclusão entre as prioridades do governo.

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