De O Correio Brasiliense
Os brasileiros não estão mais reféns apenas dos bancos e das casas de câmbio para remeter recursos para o exterior ou adquirir dólares. Ontem, o Conselho Monetário Nacional aprovou uma série de medidas para possibilitar a entrada de novos agentes no mercado de câmbio em operações de baixo valor, até US$ 3 mil. Um dos objetivos é baratear o custo da operação.
Entre as iniciativas aprovadas, está a possibilidade de os bancos fecharem contratos com empresas que funcionem como correspondentes bancários para realizarem operações de remessas de recursos para o exterior. Ou seja, se for de conveniência da instituição financeira, ela poderá acertar acordos com cooperativas de crédito, agências de fomento, sociedades de crédito e corretoras de câmbio ou ainda padarias, supermercados e lojas para atender os brasileiros interessados em enviar baixos valores ao exterior. Nessas operações, não é exigida a apresentação de passaporte e passagem aérea, mas apenas um documento de identificação.
Bancos estrangeiros também poderão fazer esse tipo de parceria com os correspondentes bancários para aumentar a capilaridade na entrega do recurso no país. “A idéia é despertar o interesse de outros agentes para atuarem no mercado de transferência de valores mais baixos”, explicou a diretora de Assuntos Internacionais do Banco Central (BC), Maria Celina Arraes. Ela informou ainda que o CMN aprovou o aumento do limite de remessas — de US$ 10 mil para US$ 50 mil — para empresas já autorizadas pelo BC a atuarem com moeda estrangeira.
Além disso, todas as empresas cadastradas no Ministério do Turismo — agências de turismo, hotéis, pousadas e outros — poderão vender dólares. O montante é de no máximo US$ 3 mil. Atualmente, 240 empresas estão credenciadas no BC. Esse número pode crescer porque estão listadas no ministério 11 mil agências de viagens, 5,2 mil pousadas e hotéis e 9,8 mil outras empresas.
Assinante do Correio, leia mais aqui.
Arquivado em: Economia