Eu já disse aqui no blog que o Obama não me engana. Para variar, recebi vários e-mails. Fui tachado de “inimigo das novas promessas políticas que podem mudar o mundo”. Vejam só.
Pois bem. O New York Times publicou uma reportagem – mencionada abaixo pela edição da Folha de hoje – que tira uma das máscaras de Obama. Vou publicar um post sobre isso mais tarde.
Por hora, leiam abaixo.
Da Folha de S.Paulo
A posição do candidato democrata à Presidência dos EUA, Barack Obama, de ampliar subsídios para a produção local de álcool de milho foi colocada ontem em xeque com o relato de que dois dos principais assessores de sua campanha têm relações muito próximas com essa indústria.
Reportagem do jornal “The New York Times” citou os nomes do ex-senador Tom Daschle, que viaja constantemente ao lado do candidato, e de Jason Grumet, principal assessor sobre energia e ambiente da campanha de Obama pela Presidência dos Estados Unidos.
Daschle integra a direção de três companhias produtoras de álcool de milho e trabalha para um escritório de advocacia de Washington no qual, segundo o site oficial da empresa, “passa uma quantidade substancial de seu tempo provendo estratégia e aconselhamento político para clientes em energia renovável”.
Já Grumet se tornou alvo por ter integrado a Comissão Nacional de Política Energética, ao lado do republicano Bob Dole, que o jornal afirma estar atrelado à empresa alcooleira Archer Daniels Middland.
A reportagem relaciona tais ligações ao apoio de Obama ao álcool de milho e sua resistência a importar o álcool de cana-de-açúcar do Brasil -posição oposta à do republicano John McCain, que defende derrubar tarifas de importação para o produto brasileiro e critica subsídios para o álcool de milho americano, por este ter rendimento quatro vezes menor.
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