Ontem, o sempre impecável Jornal da Globo exibiu uma reportagem que reforça ainda mais a tese da polícia suíça: Paula não estava grávida pinóia nenhuma.
Não sei por que motivo o WordPress não reproduz vídeos da Globo.com. Sendo assim, transcrevo a reportagem abaixo e deixo o link para quem quiser assistir ao vídeo. Volto depois.
Uma semana de internação e de silêncio absoluto… Paula saiu nesta terça-feira do Hospital Universitário de Zurique pela porta dos fundos.
Segundo o pai, Paulo Oliveira, ela teria pedido para não ser exposta aos jornalistas.
“Ela não tem nada a esconder, ela continua abalada emocionalmente e hoje ela teve o impacto do choque com a realidade”, declara Paulo Oliveira, pai de Paula.
A advogada está sujeita a um processo penal por fraude. No dia nove deste mês, Paula disse ter sido agredida por neonazistas.
Em seu depoimento, alegou que estava grávida e que havia abortado em consequência da agressão, versão contrariada por laudo pericial apresentado pela polícia Suíça.
A revista “Época” divulgou que Paula teria enviado a colegas um ultrassom pra anunciar a suposta gravidez, mas a foto do suposto exame teria sido obtida na internet.
Uma colega revelou à revista o conteúdo de um e-mail enviado pela brasileira a mais de 30 pessoas no escritório da empresa em que Paula trabalha, em Zurique.
A mensagem é de 16 de janeiro. Em inglês, Paula diz que queria ligar para todos, mas que eles entenderiam por que a partir daquele momento ela passaria a economizar cada centavo.
“Aí vai, a imagem fala por si, própria, vocês não acham?”, pergunta Paula.
No fim do texto, ela diz: “estou tão feliz quanto poderia estar!”.
Há um arquivo anexado à mensagem: “twins 6 weeks”, gêmeos seis semanas.
Ao digitar essas palavras numa ferramenta de busca, chega-se ao “About.com”, um guia de informações vinculado ao jornal The New York Times.
No site está disponível uma ultrassonografia idêntica à que teria sido enviada por Paula a seus colegas.
Imagens mostram um quadro a esquerda, que é da ultrassonografia anexada ao e-mail de Paula. No da direita, aparece a imagem disponível na internet.
Depois de sair do hospital, Paula seguiu para o apartamento onde mora com o noivo, numa cidadezinha a seis quilômetros de Zurique.
Ela apareceu de relance na janela, mas só até perceber que estava sendo filmada.
Clique aqui e assista à reportagem.
Diante de incontestáveis fatos, o Brasil, como sempre, se recusa, agora, a, se quer, se retratar com o embaixador da Suíça no Brasil. Celso Amorim ameaçou chamá-lo para lhe solicitar explicações oficiais sobre o ocorrido. Com a mesma intransigência, ousou ameaçar recorrer à ONU. Enfim, fez tudo o que a cautela diplomática não recomenda fazer.
A retratação com a Suíça – afoito-me em ir mais longe: com a Europa – deveria também partir de parte da imprensa brasileira; um imprensa que, vez por outra, parece ter lassidão para apurar fatos e prefere dar valor à versão dos [ditos] desfavorecidos, como se a hipotética condição de oprimido fosse fato soberano a ponto de se descartar a versão do hipotético opressor. R-I-D-Í-C-U-L-O.
Brasileiro é tão acostumado e fixado ao seu próprio meio de convivência que tende a criar uma mistificação sobre o comportamento europeu. Na onda Paula Oliveira, não faltaram textos, aqui e acolá, recheados de críticas improcedentes contra londrinos, franceses, espanhóis, suíços etc e tal. “Povo frio”. “Povo estúpido”. “Povo seco”. E assim vai… E, queiram ou não, parte justamente daí – desses argumentos esdrúxulos – muitos mitos sobre maus tratos a estrangeiros em solo europeu. Qualquer resposta formal ao extremo por parte de um londrino, por exemplo, já é motivo suficiente para interpretá-la como descaso, humilhação.
Brasileiro tende a achar que o resto do mundo deva ser semelhante ao Homem Cordial, pensado e explicado por Sérgio Buarque de Holanda. E não me refiro ao famoso “jeitinho brasileiro”, mas sim à típica forma de se portar com o próximo: com uma intimidade quase familiar, chegando, inclusive, a abolir de seu roteiro de normas certas formalidades. Como sabemos, protocolos, na Europa, é educação e respeito; atributos dos quais não se desassociam espontaneamente.
E na Europa não há o Homem Cordial, essa figura é patrimônio genuinamente brasileiro. Por isso, às vezes, governo e imprensa preferiram crer em Paula-Cordial e menosprezar a, va lá, formalidade européia.
Às vezes, dá no que deu.
Leia também: Uma xenofobia inventada
Arquivado em: Brasil, Colunas, Cotidiano, Internacional
PAULA-CORDIAL (?)
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
É UMA DAS EXPRESSÕES MAIS ENGRAÇADAS QUE OUVIU NOS ÚLTIMOS MINUTOS.
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
PAULA-CODIAL
KKKKKKKKKKKKK
paula ikaw bayan lol saan kana tago hahah