São 19h44. Estou cá, ocupado em ler incontáveis sites e a assistir ao Domingo Espetacular com o insuportável Paulo Henrique Amorim.
E ninguém merece ser surpreendido com cenas de sexo explícito nesse horário.
As cenas falam por si.
Ele a pega de um jeito forte, por trás.
E ela adora.
Mordiscadas na nuca e leves passadas de língua no corpo dela.
A face de ambos, sutilmente, exprime a sensação do prazer.
E começa a cena conhecida de todos nós.
O vai-e-vem peculiar desses atos reservados a maiores de 18 anos.
Finalizada a cena de amor, cada cervo para seu lado. O macho pra um. A fêmea pra outro.
Essas cenas inesperadas na TV me irritam.
Lembro-me de um comercial de um produto que perfumava banheiros.
O moleque insuportável falava para sua mamãe: “OH MÃE, QUERO FAZER COCÔ!”.
“MAS QUERO FAZER COCÔ NA CASA DO PEDRRRINHO”
Tal fala, além de ter um viés estranho (que história é essa de querer fazer necessidades fisiológicas somente na casa do amiguinho), é nojenta. Foram várias as vezes em que esse comercial me surpreendeu na hora do jantar.
Eu ouvia: “QUERO FAZER COCÔ NA CASA DO PEDRRRRINHO”, e já não me era mais possível comer as batatas do meu prato.
Às vezes, é melhor permanecer com a TV desligada.
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