Celibato e pedofilia

Nesta tarde, resolvi aproveitar um naco do meu tempo para dar uma vasculhada no “L’Osservatore Romano”, o jornal oficial do Vaticano.  

Cláudio Humes, antigo bispo de São Paulo e atual prefeito da Congregação para Clero na Cúria Romana, propôs uma saída no mínimo curiosa para a solução dos problemas dos padres pedófilos: oração a nível mundial.  

Se quiserem o perdão divino, realmente devem fazer “adoração eucarística”. Deus verdadeiramente perdoa e pune. Mas só oração não é o suficiente.   

Cláudio Humes define como prioridade estimular a criação de um grande movimento espiritual de orações por todos os sacerdotes que se envolveram em escândalos sexuais. “São muitas coisas a fazer para o bem do clero e a fecundidade do ministério pastoral no mundo de hoje”, afirmou Humes.  

Pois bem. Prioridade seria a Igreja Católica deixar de demagogia e dar início à uma verdadeira operação “tolerância zero” dentro de suas estruturas no que se refere à pedofilia. Rezar não serve para nada no mundo material. Se adiantasse, o Bush já teria convocado um verdadeiro movimento de orações mundiais pelo Bin Laden para que ele fosse remido e santificado.   

Nos Estados Unidos, estima-se que as indenizações pagas pela Igreja Católica por acusação de pedofilia já ultrapassaram a casa do um bilhão de dólares. Vemos esse tipo de punição porque a Justiça dos países age. Geralmente, o que se percebe é uma certa omissão por parte da Igreja. Há boatos que existem padres pedófilos que fugiram da Justiça dos países em que estavam e foram buscar asilo no Vaticano.  

Por que há padres pedófilos?  

Ninguém sabe. Mas eu, Leandro Vieira, tenho uma teoria.  

Na Antiguidade, quando a Igreja constituía um verdadeiro poder, os padres podiam casar e formar família. Mas um dia, eles morriam, e o terreno que fora cedido a ele pela Igreja ficava para a sua família como herança. Resultado? A Igreja, que sempre buscava a concentração de riqueza, começava a perdê-la.   

Vendo que os terrenos da Igreja estavam indo para as mãos de legatários de padres, o papa Inocêncio II instituiu o celibato a seus clérigos. Ou seja, todo esse debate de que o solteirismo dos padres deve-se à dedicação de corpo e alma às igrejas não passa de demagogia. Desculpem-me os católicos, mas isso não tem nada do dogmático.  

Concluindo, padres também são humanos, portanto, estão sujeitos às mesmas tentações a que os demais também estão. Daí, nem preciso dizer mais nada.

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Celibato e pedofilia

Acórdão do TCU contradiz versão de Dilma Rousseff

Do Blog do Josias de Souza

DA FOLHA ON LINE  

De passagem por Curitiba (PR), neste sábado (29), Dilma Rousseff foi espremida por repórteres. Crivaram-na, de novo, de perguntas sobre o dossiê que coleciona despesas palacianas atribuídas ao ex-presidente Fernando Henrique e à ex-primeira-dama Ruth Cardoso. Além das negativas de praxe, a chefe da Casa Civil mencionou um documento: o acórdão 230/2006, do Tribunal de Contas da União.

Em vez de desfazer as suspeitas, o documento que a presidenciável de Lula trouxe à baila tonificou-as. O texto do TCU não condiz com o que Dilma afirmou. Bem ao contrário. Anota o oposto. Deu-se o seguinte:

  1. Na entrevista, Dilma repisou a versão segundo a qual o Planalto organizou um “banco de dados”, não um dossiê. Chama-se Suprim (Sistema de Controle de Suprimento de Fundos). Registra, eletronicamente, as despesas feitas com cartões de crédito corporativos e com verbas destinadas a suprir pequenos gastos da presidência da República;

 2. Segundo a ministra, a base de dados do Suprim começou a ser alimentada em 2005, “por recomendação do TCU”. No ano seguinte, o tribunal teria pedido, por meio do acórdão 230, que o arquivo eletrônico retroagisse ao período FHC. “O TCU aprovou o banco de dados e pediu um recuo para 2002”, disse Dilma;

3. Diante da suposta determinação, Dilma diz ter ordenado à sua secretária-executiva, Erenice Alves Guerra, que cumprisse “tudo o que Tribunal de Contas pedir”. Por isso não vê razões para demitir Erenice, apontada como autora da ordem que resultou na elaboração do dossiê. É nesse ponto que a versão da ministra começa a fazer água;

 4. O signatário do blog obteve cópia do acórdão 230, citada por Dilma. Pode-se lê-lo clicando aqui. É datado de 22 de fevereiro de 2006, dia em que foi aprovado pelos ministros do TCU. Traz o resultado de uma auditoria nos cartões de crédito da presidência da República. Cobre o período de setembro de 2002, quando os cartões começaram a ser usados, ainda sob FHC, a julho de 2005, já sob Lula;

 5. Percorrendo-se o texto, descobre-se que o Suprim é festejado pelos auditores do TCU não como o atendimento a uma exigência do tribunal, mas como uma “iniciativa do próprio gestor”, a Secretaria de Administração da Casa Civil. “Houve um nítido aprimoramento dos controles internos sobre a gestão dos cartões de pagamento”, anota o relatório;

 6. Não há no documento do TCU uma mísera menção à necessidade de recuar os arquivos eletrônicos à gestão FHC. Na parte em que relaciona as recomendações que julgou conveniente fazer ao Planalto, o relator do processo, ministro Ubiratan Aguiar, escreveu: “Há que salientar que algumas questões abordadas no relatório dispensaram a formulação de proposta de encaminhamento, tendo em vista as providências já adotadas” pela Casa Civil. “Com destaque para o desenvolvimento do Sistema de Suprimento de Fundos, o Suprim”, fez questão de realçar o ministro;

  7. Ou seja, diferentemente do que afirma Dilma Rousseff, a criação do “banco de dados” não foi determinada pelo TCU. Tampouco partiu do tribunal qualquer pedido para que os dados da era FHC fossem adicionados ao “banco de dados” da Casa Civil. Deve-se o par de providências à exclusiva deliberação da pasta gerida por Dilma;

8. A equipe de auditores do TCU encontrou um Suprim já em franca implantação. A coisa já estava automatizada. Os auditores descreveram a novidade em seu relatório: “A alimentação do sistema é descentralizada, iniciando-se pelo próprio portador do cartão e complementado com informações específicas pelos setores competentes da Secretaria de Administração” da Casa Civil. Já estavam cadastrados, àquela altura, todos os gastos de 2004 e as despesas relativas aos meses de janeiro a julho de 2005. Fez-se menção à coleta retroativa de dados. Mas o o Planalto pretendia recuar recuar só até o primeiro ano da administração Lula: “Relativamente a 2003”, informa o relatório do TCU, “os processos estavam sendo primeiramente desmembrados por portador, para que, então, pudessem ser lançados segundo o padrão adotado pelo sistema.”

 9. A ausência de menções ao período FHC deixa evidente que, até a conclusão do trabalho do TCU, dois anos e três meses atrás, a Casa Civil de Dilma não esboçara a menor intenção de levar ao novo “banco de dados” as despesas realizadas na gestão do antecessor de Lula. Uma idéia que só ocorreu ao Planalto nos primeiros dias de fevereiro de 2008, uma fase em que a proposta de criação da CPI dos Cartões já estava pendurada nas manchetes dos jornais;

 10. Resta a bruma de mistério. Há na praça uma planilha de computador que contém, esparramadas em 13 folhas, 295 despesas atribuídas a FHC, a Ruth Cardoso e a funcionários que passaram pelo Planalto na gestão tucana. Dilma reconhece que os apontamentos foram extraídos dos arquivos mantidos pela Casa Civil. O dossiê chegou ao Congresso, ganhou as páginas de Veja e tomou conta do noticiário. Como documento com pernas é algo que não existe, ficam no ar as perguntas: como os dados saltaram para fora do “banco de dados” da Casa Civil? Quem vazou as informações? Por ordem de Dilma, abriu-se, em 22 de março, uma sindicância para tentar responder às perguntas.

 11. Há, porém, uma outra indagação que a ministra pode responder sem a necessidade de esperar pela sindicância: Por que a Casa Civil decidiu remexer a papelada da era FHC?

  12. A pedido do TCU, como já restou demonstrado, não foi. Os auditores foram cavar os dados relativos a 2002, o último ano de FHC, nos computadores do Siafi, sistema eletrônico que armazena todos os gastos do governo. A propósito, o TCU informa em seu relatório que, no período coberto pela auditoria –2002 a 2005— “não se constatou a aquisição de bens ou o fornecimento de serviços de caráter estritamente pessoal”. Ressalva, porém, que não foram analisados os “gastos com alimentação, higiene, cerimonial e outros empregados em eventos sociais.”  

Leia o Blog do Josias de Souza.

Acórdão do TCU contradiz versão de Dilma Rousseff

Classe C empurra o crescimento.

Em dois anos, 20 milhões de brasileiros saíram da pobreza e emergiram para a classe C. Esse fenômeno catapultou o consumo e expandiu a classe média, deixando o país
a um salto do desenvolvimento

JÚLIA DUAILIBI E CINTIA BORSATO

DA VEJA DESTE FIM DE SEMANA

A história de sucesso das nações hoje desenvolvidas possui um traço comum e inequívoco: a ascensão política e econômica da classe média. Essa evolução foi primeiro observada na Europa, onde sociedades estratificadas e sem mobilidade deram lugar a países dinâmicos após a irrupção do capitalismo. Esse fenômeno chegou tardiamente ao Brasil e nunca fincou raízes sólidas e duradouras. Houve fases de rápido crescimento, como na industrialização do início do século passado ou no milagre econômico dos anos 70. Mais recentemente, o país chegou a vislumbrar um salto rumo ao desenvolvimento com o Plano Cruzado. Mas, em todos esses casos, o aumento no padrão de vida dos mais pobres foi transitório e abortado pouco depois por crises econômicas.   

Agora, com a retomada do crescimento econômico, o país volta a se ver diante da oportunidade de romper, de maneira definitiva, com o subdesenvolvimento. Nos dois últimos anos, mais de 20 milhões de brasileiros saíram das camadas sociais mais baixas – as chamadas classes D e E – e alcançaram a classe C, a porta de entrada para a sociedade de consumo.  
As conclusões acima fazem parte do estudo Observador 2008, feito pelo instituto de pesquisas Ipsos sob encomenda da financeira Cetelem, pertencente ao banco francês BNP Paribas. Trata-se da mais recente evidência de que o país tem conseguido, enfim, reduzir sua população de miseráveis, ao mesmo tempo em que começa a formar uma sociedade de consumo de massa. 
  
Outras pesquisas e estudos, com metodologias distintas, já haviam detectado esse avanço (veja quadro), que nada mais é senão a recompensa ao ciclo de reformas e ajustes econômicos feitos pelo país desde o Plano Real, sobretudo o combate à inflação. Comparado ao meio bilhão de novos consumidores que China e Índia produziram na última década, o fenômeno brasileiro pode não impressionar. Mas é notável. É como se, nesse curto espaço de tempo, dois Portugais inteiros tivessem saído da pobreza no Brasil. O resultado disso é que, em um fato inédito na história recente, a classe C é hoje o estrato social mais numeroso do país.
Segundo o estudo Observador 2008, são 86,2 milhões de pessoas, o equivalente a 46% da população brasileira (em 2005, a participação delas era de 34%). Já as faixas D e E, que representavam 51% da população em 2005, agora tiveram sua fatia diminuída para 39%. 
É sempre uma boa notícia a ascensão econômica de pessoas, especialmente a caminho da classe média, notório colchão social entre os estratos mais ricos e mais pobres, capaz de reduzir as tensões sociais e conter a demagogia anacrônica da luta de classes, muito em voga na América Latina. Se a emergência da classe C é um processo sustentável, só o tempo dirá. O que se pode atestar com certeza é que essa transformação deu novo ânimo à economia, despertando o surgimento de negócios, criando empregos e aproximando o Brasil de uma verdadeira economia de mercado. Diz o filósofo Roberto Romano, da Unicamp: “Um país em que a classe média diminua está fadado à estagnação social e econômica. O desafio agora será integrar essa massa populacional à produção de bens e serviços mais elaborados, com investimento em educação técnica, para que esse fenômeno não seja passageiro”. O cientista político Fábio Wanderley Reis, professor emérito da Universidade Federal de Minas   Gerais, concorda: “O aumento do poder de consumo nas classes mais baixas, associado à estabilidade da economia, trouxe uma nova dinâmica social e resultou numa situação inédita de redistribuição de renda”. Trata-se, segundo ele, de um marco na história do país, que o coloca no limiar do desenvolvimento.   
Existe uma relação direta entre o progresso de um país e a força de seus consumidores. Também há uma conexão direta entre a sociedade de consumo e o crédito. “Não existe crescimento econômico sem crédito, e não há crédito sem estabilidade”, afirma Franck Rosez, diretor de marketing da Cetelem. Em 2001, o total de crédito disponível na economia brasileira representava 22% do PIB (produto interno bruto). Em 2007, o porcentual chegou a 35% e, de acordo com projeções do Banco Central, no fim deste ano ele deverá atingir 40%. Esse avanço beneficiou mais as classes baixas, para as quais crédito era, até pouco tempo, atrás, artigo de luxo. “Os mais pobres tinham financiamento curto, com parcelas muito altas. Hoje, os prazos se ampliaram, as parcelas são menores e a classe C consegue comprar mais produtos e administrar a renda disponível”, diz Henrique Frayha, presidente da financeira Losango, do banco HSBC. Há ainda o estímulo dos programas sociais, como o Bolsa Família e as aposentadorias rurais. Essa receita de ingredientes positivos faz com que os mais pobres tenham mais dinheiro no bolso e acesso facilitado a financiamentos de longo prazo, elevando o seu padrão de consumo. 
 A boa notícia é que, desta vez, tudo leva a crer que não se trata de mais uma bolha como as do passado. Nem de um vôo de galinha. Um sinal disso é que, mesmo com a crise financeira nos Estados Unidos, o Brasil deverá registrar em 2008 mais um ano de crescimento econômico acelerado. Para o economista Marcelo Neri, diretor do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas do Rio de Janeiro, um aspecto essencial que ajuda a entender essa ascensão social é o aumento no número de empregos formais. “Uma firma que contrata alguém formalmente não pensa em demiti-lo logo depois”, diz Neri. Isso é positivo porque, com carteira assinada e emprego estável, o trabalhador consegue planejar melhor seu futuro e investir em seu bem-estar.   
O economista, no entanto, preocupa-se com outro aspecto: milhares de pessoas foram favorecidas pela política do governo de dar reajustes acima da inflação para o salário mínimo, o que beneficiou fortemente os aposentados do setor rural, principalmente no Nordeste. “O problema é que essa política tem um custo fiscal muito grande. Não dá para sustentá-la eternamente”, alerta Neri. “Não é interessante promover a ascensão dessa faixa da população com dinheiro público. Os programas sociais do governo devem ser dirigidos à população de indigentes.”   
Assinante da Veja, leia matéria completa aqui.

Classe C empurra o crescimento.

Primavera – Vivaldi

Primavera é o primeiro movimento de As Quatro Estações, de autoria do compositor italiano Antônio Vivaldi. Trata-se de uma festa da natureza. Nos solos individuais dos violinistas, Vivaldi reproduziu o canto dos passarinhos, alegres com a chegada da nova estação. 

Essa obra foi composta originalmente para quinteto de cordas, mas ao passar do tempo, orquestras de câmara começaram a executa-la. Particularmente, a obra fica bem mais interessante do que com cinco instrumentos de cordas mais um cravo. 

Neste vídeo, a música é executada pela orquestra de câmara da Orquestra Filarmônica de Berlim, com a condução de Herbert Karajan. A violinista principal é Anne-Sophie Mutter.

Primavera – Vivaldi

Marta sobe no índice de intenções de voto em SP.

Da Folha On Line  

A ministra do Turismo, Marta Suplicy (PT), subiu quatro pontos percentuais e divide a liderança com o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) na corrida à Prefeitura de São Paulo. É o que revela a nova pesquisa Datafolha. 

Segundo o Datafolha, Marta aparece com 29%, em empate técnico com o tucano, que tem 28%, um ponto percentual abaixo do registrado no levantamento anterior (fevereiro). Até então, o tucano tinha “leve vantagem”, diz o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino. “Hoje, não existe mais”, diz. Mas a simulação de segundo turno continua dando vitória de Alckmin sobre Marta (53% a 41%).   

prefeito Gilberto Kassab (DEM) está com 13% da preferência –na pesquisa de fevereiro, aparecia com 12%. Na próxima segunda-feira (31), ele completa dois anos no cargo e registra a maior taxa de aprovação de sua administração (38%). A pesquisa mostra ainda Paulo Maluf (PP) com 8% (dois pontos a menos) e Luiza Erundina (PSB) com 7% (um ponto a menos).   

O instituto ouviu 1.089 pessoas nos dias 25 e 26 de março. A margem de erro do levantamento é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

Marta sobe no índice de intenções de voto em SP.

Planalto investiga responsáveis por vazamento de informações.

Do Correio Braziliense  

Enquanto responde à oposição em público, o governo age nos bastidores para revelar o nome do funcionário que teria vazado informações sigilosas sobre gastos realizados pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e dona Ruth. Quer anunciar, o mais rapidamente possível, o autor do suposto dossiê que seria usado para chantagear o PSDB na CPI dos Cartões, a fim de tirar a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, do centro de uma crise política que se anuncia.  

A caça ao culpado dividiu os servidores da Presidência da República em dois grupos. De um lado, estão os servidores de terceiro escalão, que temem ser sacrificados em nome da preservação do prestígio de Dilma e de suas auxiliares mais próximas. Do outro, figuram as duas principais assessoras da ministra, que estão no olho do furacão. Braço direito de Dilma, a secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra, é acusada de dar a ordem para a montagem do dossiê para constranger os tucanos.  

Sua chefe de gabinete, Maria de La Soledad Castrillo, conhecida como Marisol, é apontada como a coordenadora de um grupo formado por servidores da Presidência da República para elaborar um minucioso levantamento sobre os gastos com as contas de tipo b, usadas antes da existência dos cartões corporativos, para suprimento de fundos. Por conta disso, a Casa Civil terá de apresentar esclarecimentos. 

Em nota, a Casa Civil negou que tenha havido reuniões coordenadas por Erenice Guerra para levantar informações relevantes relacionadas à administração de FHC. Por conta da confusão, funcionários da Casa Civil começaram nesta semana a buscar um culpado, uma espécie de bode expiatório que tire o foco da ministra Dilma. Um dos alvos seria a Secretaria de Controle Interno da Presidência da República. A Casa Civil abriu uma sindicância para apurar as responsabilidades pelo vazamento de informações sigilosas do governo anterior, entre as quais a de despesas da ex-primeira-dama Ruth Cardoso. 

Desde 2000, por força de um decreto assinado pelo então presidente Fernando Henrique, por orientação do então ministro da Fazenda, Pedro Malan, os gastos com suprimentos de fundos estão sob o controle da Secretaria de Administração da Presidência da República. Técnicos do Palácio do Planalto contaram ao Correio que as informações levantadas para o “banco de dados” eram concentradas nos computadores da chefia de Gabinete da Casa Civil, comandada por Marissol. 

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Planalto investiga responsáveis por vazamento de informações.

A inflação, segundo o BC.

De O Estado de S.Paulo  

O Relatório de inflação do primeiro trimestre do ano, divulgado anteontem pelo Banco Central (BC), confirma e até reforça a possibilidade de um reajuste para cima da taxa Selic. A análise do BC se baseia nos resultados de 2007 em relação a 2006 e nos primeiros resultados alcançados neste ano. De um modo resumido, pode-se dizer que o inimigo da estabilidade dos preços é o crescimento do consumo impulsionado, no ano passado, por fatores que continuarão a impulsioná-lo neste ano.O BC reviu sua previsão para o crescimento do PIB de 4,5% para 4,8% e para a inflação medida pelo IPCA de 4,3% para 4,6%, valor superior ao centro da meta de 4,5%.

Os fatores que em 2007 contribuíram para elevar o consumo das famílias de 6,5% (aumento da massa salarial, expansão de crédito e dos alongamento dos seus prazos) deverão subsistir em 2008.Ao aumento do consumo outros impulsos inflacionários se somarão: aumento do preço das commodities, aversão ao risco, elevação do preço dos bens importados, etc.

Neste contexto, o BC considera inevitável uma elevação da taxa Selic, acentuando a diferença de visão em relação à da equipe econômica e colocando Lula em situação desconfortável, na medida em que este deu prioridade ao consumo como mola de crescimento, porém com controle da inflação, o que contribuiu muito para a sua popularidade.  

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A inflação, segundo o BC.