Investment grade não é motivo para conformismo.

A notícia do dia fica por conta da elevação do investment grade do Brasil pela agência de rating S&P. As razões para a conquista dessa classificação são inúmeras: compromisso com dívidas internas e externas, mini reformas feitas em setores específicos, atuação independente do Banco Central, mercado financeiro sólidoe forte, câmbio flutuante, maturidade das instituições e da política monetária, entre outras.

Os benefícios dessa classificação, de BB+ para BBB-, também são inúmeros. O país ganha respeito dos maiores investidores internacionais, o risco-país cai, empresários brasileiros passarão a tomar empréstimos em instituições internacionais com taxas de juros menores e maiores prazos para pagamento, a ameaça inflacionária não é mais tão preocupante, e assim por diante, um fato positivo puxando outro.

Se o governo realizar todas as reformas pendentes, investir maciçamente em infra-estrutura, estabelecer marcos regulatórios, reduzir gastos públicos, enfim; nosso investment grade pode ser elevado novamente em um tempo não muito lontano.

Vale lembrar que, com essa nova classificação, o país passará a ser mais vigiado do que era antes. Manter-se no stato quo, portanto, não é a melhor opção para um país que ainda tem muito espaço a conquistar no cenário internacional.

Investment grade não é motivo para conformismo.

Finalmente, Brasil ganha o “investment grade”.

Da Agência Estado

A principal agência de classificação de risco Standard & Poor’s elevou a classificação de risco do Brasil para investmant grade. Isso significa que os títulos da dívida do Brasil agora são considerados com baixo risco de crédito.

A decisão ofuscou a decisão de corte de juros nos Estados Unidos para o mercado financeiro doméstico. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) disparou depois da notícia, recuperando rapidamente 65 mil pontos e já operando aos 66 mil pontos. Dólar e juros despencam.
Entre outras coisas, a S&P elevou o rating do Brasil para “BBB-” (investment grade), elevou o rating da dívida/moeda estrangeira de “BB+” para “BBB-“, o rating dívida em moeda local de longo prazo de BBB p/BBB+; e manteve a perspectiva dos ratings de longo prazo do Brasil em estável.
Por volta das 16 horas, o Ibovespa operava em alta de 3,68%, aos 66.113 pontos, depois de atingir a máxima de 3,77%, aos 66.234 pontos. No mercado de câmbio, o dólar no balcão passou a renovar as mínimas e, há instantes, estava no piso de R$ 1,6650, baixa de 2,40%; e na roda da BM&F recuava 1,06%, a R$ 1,686.
Já perto do término da sessão na BM&F, o mercado de juros, ampliou fortemente a queda após a notícia de que a S&P elevou a classificação do Brasil à investment grade. O DI janeiro de 2010, que oscilava a 13,74% antes do anúncio, bateu a mínima de 13,65%, de 13,85% ontem.

 

Finalmente, Brasil ganha o “investment grade”.

Orestes Quércia é a “noiva” destas eleições.

Bobo é quem acredita em política aposentada. Bobo é quem acredita: “aquele ali está morto”, porque não está não.

Veja Orestes Quércia. Está bonito feito um pavão. É a noiva mais requisitada, é o dote mais rico desta campanha eleitoral.

O que ele tem para ser tão badalado? Ora, o PMDB.

Ouça o comentário de Lúcia Hipólito no Jornal da CBN.

Orestes Quércia é a “noiva” destas eleições.

Adagio for Strings – Samuel Barber

Adagio for Strings é uma obra do compositor americano Samuel Barber.

Adagio for Strings – Samuel Barber

ONU anuncia força-tarefa contra fome mundial.

De O Correio Braziliense

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, anunciou ontem a criação de uma força-tarefa na tentativa de encontrar soluções para a crise internacional de alimentos. A prioridade imediata, para Ban, é a de “nutrir os famintos”. Ele pediu que os países financiem “de forma urgente e cabal” o Programa Mundial de Alimentos (PAM). “Sem um financiamento total destas demandas de emergência, corremos outra vez o risco de uma fome generalizada, desnutrição e distúrbios sociais em uma escala sem precedentes”, alertou o secretário da ONU. A força-tarefa será coordenada pelo subsecretário adjunto John Holmes.
Segundo a ONU, o mundo enfrenta o risco de fome generalizada, problemas relacionados à má nutrição e distúrbios sociais. O anúncio foi feito após uma reunião, na Suíça, com representantes do Programa Mundial de Alimentos da ONU (WFP), do Fundo das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), além dos presidentes do Banco Mundial, Robert Zoellick, e da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy.
“Nossas necessidades para 2008 são de US$ 3,1 bilhões, faltando-nos mais US$ 755 milhões para enfrentar os recentes aumentos dos preços”, informou Josette Sheeran, diretora executiva do Programa Mundial de Alimentos (PAM). E acrescentou: “Dispomos atualmente de apenas US$18 milhões”.
Já a Organização para a Agricultura e Alimentação (FAO) pede US$ 1,7 bilhão para reforçar a produção agrícola de países atingidos pela crise, num momento em que os estoques de alimentos mundiais estão no nível mais baixo desde 1980.
Na avaliação do presidente do Banco Mundial, as próximas semanas serão críticas: “Para dois bilhões de pessoas, os preços dos alimentos elevados são agora uma questão de combate cotidiano, de sacrifício e até de sobrevivência”, advertiu Robert Zoellick.
Ban também fez um apelo ao Brasil e Egito, que adotaram restrições à exportação de alguns produtos alimentícios, para que abandonem essas medidas, já que reduziram a oferta e contribuíram para a escalada dos preços. Lamy também disse que as restrições às exportações não são “boas soluções econômicas a curto prazo”. O secretário-geral das Nações Unidas também pediu a revisão dos subsídios aos biocombustíveis, considerados uma das causas da escalada dos preços dos alimentos.

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ONU anuncia força-tarefa contra fome mundial.

Paraguai sobe o tom sobre Itaipu.

De O Correio Braziliense

Na rápida visita que fez ontem a Brasília, o vice-presidente eleito do Paraguai, Federico Franco, deixou claro que o novo governo de Assunção vai jogar duro para aumentar a tarifa que o Brasil paga ao vizinho pela eletricidade da unsina binacional de Itaipu. “Não vamos nos submeter, não vamos trair a vontade do povo”, disse Franco ao final de uma reunião com o vice-presidente José Alencar. O visitante, que se reuniu mais tarde com o chanceler Celso Amorim, reafirmou a determinação do presidente eleito Fernando Lugo de obter “o preço justo” pela energia, sem definir qual ele seria. “Se os seus filhos passam fome, você pode permitir que o leite, o arroz e o feijão fiquem com o vizinho?”
Reforçando o tom das declarações de Franco, o jornal paraguaio ABC Color confirmou que a coalizão centro-esquerdista Aliança Popular para a Mudança, que elegeu Lugo, articula com os demais partidos uma resolução do Parlamento — se possível unânime — em apoio à renegociação do tratado que criou Itaipu. O texto, firmado em 1973, estabelece que metade da eletricidade cabe a cada um dos países, mas excedentes podem ser revendidos ao parceiro “pelo preço de custo”.
Desde a vitória eleitoral de Lugo, que visitou Lula na semana passada, o governo brasileiro tem sinalizado que aceita estudar “compensações” ao Paraguai, inclusive uma revisão do valor da tarifa, mas em nenhuma hipótese uma alteração do tratado. Alencar reiterou que “o acordo é intocável” e insistiu em que “o Brasil sempre foi generoso com o Paraguai”.
“Em 1973, o barril de petróleo estava em US$ 3, e hoje está em US 110”, argumentou Franco em declarações à imprensa. “Vocês acham justo que o preço da energia que o Brasil compra (do Paraguai) continue o mesmo?”, questionou. “É isso que viemos reclamar.” O futuro vice paraguaio afirmou o compromisso do novo governo com programas sociais — “temos um projeto similar ao Fome Zero” — e se disse convencido de que, “por meio do bom relacionamento vamos conseguir o preço justo” para o Paraguai. “Este é apenas o começo das conversas. Quando o Brasil vir que a autoridade paraguaia não se rende, vai mudar seu temperamento.”
É com a idéia de reforçar sua posição na mesa de negociações que o novo governo paraguaio iniciou contatos com parlamentares da oposição para que apóiem a iniciativa de forçar a revisão do tratado de 1973. Segundo o ABC Color, já há sinais de apoio por parte do partido Unace, do ex-general Lino Oviedo, candidato derrotado à Presidência, e com setores do Partido Colorado, que governa o país há mais de 60 anos e deixará o poder em 15 de agosto, com a posse de Lugo.

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Paraguai sobe o tom sobre Itaipu.

Obama reage à declaração de pastor.

De O Estado de S.Paulo

O senador Barack Obama, pré-candidato democrata à Casa Branca, fez ontem seu mais duro discurso sobre a polêmica envolvendo seu ex-pastor, o reverendo Jeremiah Wright. Obama não escondeu sua irritação com as últimas declarações de Wright e com o seu “espetáculo midiático” nos últimos três dias, quando o reverendo recolocou a questão racial na campanha presidencial.
“Estou indignado pelos comentários feitos por ele”, disse Obama. “Estou entristecido com o que vimos durante uma entrevista concedida em Washington por Jeremiah Wright. Essas observações são apavorantes e contradizem tudo o que sou.”
Depois de ficar cerca de um mês em silêncio, o reverendo Wright apareceu em vários programas de TV no fim de semana para dizer que as recentes críticas a seus polêmicos sermões foram um ataque à “igreja negra” dos EUA. “Não foi um ataque a Jeremiah Wright. Não tem nada a ver com o senador Obama. É um ataque à igreja negra por gente que não sabe nada sobre os negros.”

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Obama reage à declaração de pastor.