Bom final de semana!

Sei que o leitor deste blog tem bom gosto. E para passar este fim semana, sugiro que assistam um filme que, para mim, é de um primor absoluto: O Segredo de Beethoven.

A trama traz um lado do compositor que é desconhecido do grande público: o lado agressivo, arrogante, antipático, autoritário; mas ao mesmo tempo terno, sereno, desamparado e intimamente ligado a Deus.

Assistindo o filme, você vai saber como nasceu o Quarteto para cordas n.15. É um hino de ação de graças a Deus. Também saberá que a Grande Fuga, na época, foi duramente criticada.

Enfim, façam bom proveito.

Bom final de semana!

Bom final de semana!

Rapsódia húngara nº2 – Franz Liszt

Rapsódias húngaras é um conjunto de 19 composições de Franz Liszt. Abaixo, postei a rapsódia nº2. Ela poderá lhe parecer familiar em alguns momentos pois é muito utilizada em trilhas sonoras de desenhos animados e filmes em geral.

Liszt nasceu na Hungria, Boêmia, em outubro de 1811. Ficou famoso pela genialidade e seu virtuosismo ao compor para piano. Também ficou registrado na história como um dos maiores pianistas de todos os tempos devido à alta técnica desenvolvida por ele ao executar o instrumento.

Leia mais sobre Liszt.

Rapsódia húngara nº2 – Franz Liszt

Ainda há juízes no Brasil

Na Prússia, em meados de 1745, um moleiro tinha seu moinho nos arredores do palácio do rei Frederico II, tirano confesso e amigo da elite. Certa vez, um dos serviçais palacianos foi até o moleiro dizer-lhe para sair dali porque o moinho atrapalhava a vista do palácio. No entanto, o humilde moleiro ofereceu resistência, fazendo com que o fâmulo levasse o fato ao conhecimento de Frederico II.

Não deu outra. O rei, com toda a sua prepotência e arrogância, quis tirar satisfações com o dono do moinho. Daí, então, o moleiro proferiu a seguinte frase: “Ainda há juízes em Berlim”.

O que isso quer dizer? Simples. Que a Justiça não haveria de fazer qualquer tipo de acepção de pessoas por méritos de poder e influência e sim, pela causa em si e seu verdadeiro sentido jurídico.

Caros e caras leitores e leitoras, permitam-me tomar o lugar do humilde moleiro e fazer um trocadilho: Ainda há juízes no Brasil!

Não poderia deixar de externar meu contentamento com o resultado do julgamento no Supremo Tribunal Federal, que declarou improcedente a Ação Direta de Inconstitucionalidade nº3510, que trata do artigo 5º da Lei de Biossegurança.

Pessoas com deficiências degenerativas, neuromusculares e diversas outras enfermidades podem ter a esperança de terem seus achaques contemplados. As pesquisas foram liberadas! Não poderia deixar de recorrer à expressão usada pelos levitas em tempos antigos: Hosana nas Alturas!

Com essa decisão, o STF provou que interesses de grupos religiosos não estão acima da lei nem do interesse da vida e da esperança de milhares de pessoas que dependiam dessa deliberação. Sim senhores, o Estado é laico. Os ministros do Supremo ratificaram essa afirmação.

Destaque para as atuações de Ayres Brito, Celso Melo, Marco Aurélio, Carmen Lúcia, Gilmar Mendes e Ellen Gracie.

Dá alacridade em saber que no Poder Judiciário, antagônico dos poderes Executivo e Legislativo, ainda se pode acreditar.

Ainda há juízes no Brasil

Dólares poderão ser comprados em padaria.

De O Correio Brasiliense

Os brasileiros não estão mais reféns apenas dos bancos e das casas de câmbio para remeter recursos para o exterior ou adquirir dólares. Ontem, o Conselho Monetário Nacional aprovou uma série de medidas para possibilitar a entrada de novos agentes no mercado de câmbio em operações de baixo valor, até US$ 3 mil. Um dos objetivos é baratear o custo da operação.

Entre as iniciativas aprovadas, está a possibilidade de os bancos fecharem contratos com empresas que funcionem como correspondentes bancários para realizarem operações de remessas de recursos para o exterior. Ou seja, se for de conveniência da instituição financeira, ela poderá acertar acordos com cooperativas de crédito, agências de fomento, sociedades de crédito e corretoras de câmbio ou ainda padarias, supermercados e lojas para atender os brasileiros interessados em enviar baixos valores ao exterior. Nessas operações, não é exigida a apresentação de passaporte e passagem aérea, mas apenas um documento de identificação.

Bancos estrangeiros também poderão fazer esse tipo de parceria com os correspondentes bancários para aumentar a capilaridade na entrega do recurso no país. “A idéia é despertar o interesse de outros agentes para atuarem no mercado de transferência de valores mais baixos”, explicou a diretora de Assuntos Internacionais do Banco Central (BC), Maria Celina Arraes. Ela informou ainda que o CMN aprovou o aumento do limite de remessas — de US$ 10 mil para US$ 50 mil — para empresas já autorizadas pelo BC a atuarem com moeda estrangeira.

Além disso, todas as empresas cadastradas no Ministério do Turismo — agências de turismo, hotéis, pousadas e outros — poderão vender dólares. O montante é de no máximo US$ 3 mil. Atualmente, 240 empresas estão credenciadas no BC. Esse número pode crescer porque estão listadas no ministério 11 mil agências de viagens, 5,2 mil pousadas e hotéis e 9,8 mil outras empresas.

Assinante do Correio, leia mais aqui.

Dólares poderão ser comprados em padaria.

Alimentos seguirão caros por ao menos 10 anos, alerta ONU

Da Folha de S.Paulo

A FAO (Agência das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) e a OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) publicaram ontem, em Paris, um relatório conjunto sobre as Perspectivas Agrícolas Mundiais para os próximos dez anos. Segundo o documento, os preços dos alimentos vão cair em relação aos níveis recordes atuais, mas, apesar disso, continuarão mais altos do que os registrados na última década.
Em relação à média observada entre 1998 e 2007, as projeções agrícolas da OCDE e da FAO indicam aumentos que variam de 20%, para a carne bovina e suína, de 40% a 60%, para cereais como milho e trigo, a mais de 80%, para os óleos vegetais. “Apesar de prevermos uma queda nos preços, eles vão continuar claramente superiores aos dos últimos dez anos. E há o risco de que a inflação de alimentos, que hoje é bastante elevada, possa aumentar ainda mais a curto prazo. Segundo nossas estimativas, os estoques mundiais devem continuar baixos, o que quer dizer que, no futuro, qualquer choque na oferta vai gerar o risco de fortes e novas altas de preços”, disse o diretor-geral da FAO, Jacques Diouf, ao apresentar o estudo.
Apesar da pressão nos preços dos alimentos, o relatório trabalha com um cenário otimista para a inflação dos países da OCDE nos próximos dez anos. Segundo o texto, a inflação deve ficar pouco acima dos 2% ao ano. O aumento dos preços será, entretanto, maior nos países emergentes, onde a inflação global é mais sensível à alta dos preços dos alimentos. O relatório cita a Rússia e a China, que devem registrar índices médios anuais superiores a 5%.

Assinante da Folha, leia mais aqui

Alimentos seguirão caros por ao menos 10 anos, alerta ONU

Fitch eleva grau de investimento do Brasil.

De O Estado de S.Paulo

A agência de classificação de risco de crédito Fitch, a terceira maior do mundo, elevou ontem o Brasil ao chamado grau de investimento. A empresa é a segunda do ramo a conceder ao País o conceito, exatamente um mês depois da concorrente Standard & Poor’s (S&P). Das três grandes da área, apenas a Moody’s ainda não considera o Brasil um lugar seguro para os investidores internacionais.
A Fitch mudou a nota (rating) brasileira de BB+ para BBB-, o primeiro degrau do grupo de países considerado grau de investimento . “A melhora impressionante nas finanças externas, resultante, em parte, de preços mais altos de commodities, mas também de boa gestão política, ao lado do status de credor soberano líquido, tornou o Brasil bem mais resistente a choques financeiros globais”, afirmou a diretora sênior do grupo de ratings soberanos da Fitch, Shelly Shetty.
Os mercados financeiros reagiram de formas distintas à informação. O dólar comercial recuou 1,09%, para R$ 1,637, o menor valor desde o dia 20 de janeiro de 1999, uma semana depois da desvalorização do real. O risco Brasil, medido pelo banco JP Morgan Chase, despencou 7,2%, para 192 pontos. O Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) perdeu 1,85%. Os contratos de juros negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) também caíram.
Segundo analistas, o dólar caiu por conta da perspectiva de que o grau de investimento reforce a entrada de capitais no País. “Na prática, a promoção pela segunda agência permite que mais investidores adquiram ativos brasileiros”, disse o economista-chefe do Banco WestLB, Roberto Padovani.
Isso ocorre porque muitos fundos internacionais – sejam eles de investimento, de pensão ou institucionais – só permitem a aplicação de seus recursos em ativos que sejam chancelados por ao menos duas das três principais agências do mercado.
No caso da bolsa, a queda de ontem deveu-se a dois fatores. O primeiro foi o recuo das commodities no mercado internacional. O barril do petróleo para entrega em julho, por exemplo, perdeu 3,37% (a US$ 126,62) na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês). A notícia do grau de investimento pela Fitch reverteu por alguns minutos o mau humor, mas a recuperação foi breve e não se sustentou até o fim dos negócios.

Assinante do Estadão, leia mais aqui.

Fitch eleva grau de investimento do Brasil.

Comunidade internacional vê melhoras no Iraque

De O Correio Brasiliense

A comunidade internacional reconheceu os avanços registrados no Iraque — em termos de segurança, política e economia — e prometeu ampliar a ajuda ao país durante a primeira conferência internacional de acompanhamento da situação. O encontro propôs uma declaração conjunta para o perdão da dívida externa, mas não firmou nenhum compromisso com os principais credores. Mais de 500 delegados de cerca de 100 países e organizações internacionais estiveram em Estocolmo para a reunião.

Além do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, compareceram a secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice; o ministro iraniano das Relações Internacionais, Manouchehr Mottaki; e o primeiro-ministro iraquiano, Nuri Al-Maliki. “Foram realizados notáveis avanços nesses três campos-chave, apesar das dificuldades”, comemorou Ban.

Rice afirmou a repórteres, antes da conferência, que o país ocupado precisa mais de assistência técnica e suporte que de grandes somas de dinheiro, e incentivou os vizinhos a abrirem embaixadas em Bagdá. A reunião avaliou o progresso de um plano qüinqüenal adotado em maio de 2007, em Sharm El-Sheikh (Egito), para reforçar a segurança e relançar a economia. Al-Maliki pediu que os vizinhos perdoem os débitos e lembrou que resta um longo caminho para a reconstrução, apesar da redução da violência.

A dívida externa do Iraque pode ultrapassar US$ 67 bilhões, e se compõe na maior parte de empréstimos contraídos pelo ex-ditador Saddam Hussein com Arábia Saudita, Kuweit, Emirados Árabes Unidos e Catar. Além disso, o Iraque deve US$ 28 bilhões ao Kuweit como reparo pela invasão ordenada por Saddam em 1990. O Iraque destina 5% da receita do petróleo para amortizar o débito.

No ano passado, a Arábia Saudita anunciou que perdoaria as dívidas, mas não implementou a decisão. A posição do Kuweit também ficou explícita em declaração do subsecretário Mansur Al-Otaibi: “A compensação foi imposta ao Estado, não ao regime anterior. Eles ainda são obrigados a pagar.”

Al-Maliki observou que a inflação anual foi reduzida de 65% em 2006 para 22% em 2007, e que o desemprego deve cair de 28% em 2003 para 17% até o final de 2008. O primeiro-ministro destacou ainda que, segundo estimativas do Fundo Monetário Internacional, a economia crescerá nos próximos dois anos à taxa de 8%. “Pela primeira vez na história, o Iraque busca plena integração na economia regional e global”, disse. “Mais do que nunca, o mundo necessita dos recursos do Iraque, especialmente petróleo e gás”, acrescentou. O governo do Iraque sustenta que não deveria ser obrigado a pagar débitos da ditadura de Saddam Hussein, que “negava direitos básicos para seus próprios cidadãos”.

Assinante do Correio, leia mais aqui.

Comunidade internacional vê melhoras no Iraque