”Poder armado” não pode fazer greve

De O Estado de S.Paulo

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, mandou ontem um duro recado aos policiais civis de São Paulo, em greve há 50 dias. “Um poder armado não pode fazer greve”, alertou Mendes, que participou do seminário Democracia e Estado de Direito: o Judiciário em foco, na sede do Instituto dos Advogados de São Paulo.
O ministro recomendou aos grevistas que deponham suas armas imediatamente. Sobre a saída para neutralizar movimentos desse tipo, com a polícia, disse que “é uma questão que terá de ser discutida no Congresso”. “E o Judiciário terá de se pronunciar oportunamente. Enquanto não houver lei, é preciso saber se de fato é legítima a greve de um poder armado.”
Mendes afirmou não se referir só à polícia, mas também a outras classes, como a dos juízes. “Uma vez discuti em Portugal a greve do Judiciário, que também é um poder, embora não armado, mas um poder soberano. É possível um poder com manifesta soberania fazer greve? Os senhores imaginam a greve do Poder Legislativo?” Mendes advertiu que a Constituição não permite greve de poder armado. “Temos de pensar em novas formas de protesto.”

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