Governo eleva socorro e crédito a empresas

Da Folha de S.Paulo

A ampliação do prazo de pagamento de cinco tributos federais, anunciada ontem pelo governo, vai deixar R$ 21 bilhões no caixa das empresas por dez dias, segundo os cálculos do ministro Guido Mantega (Fazenda).
A mudança, antecipada pela Folha, é parte de um pacote com mais cinco medidas apresentado em reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, no Palácio do Planalto, com participação do presidente Lula.
Para a platéia de empresários, sindicalistas e representantes da sociedade civil, o governo procurou mostrar sua preocupação em reduzir o impacto da crise financeira na economia e reforçar o discurso otimista de que as dificuldades serão menores no Brasil.
Para isso, incluiu entre as medidas R$ 10 bilhões do BNDES para financiar empresas, R$ 5 bilhões do Banco do Brasil para pequenas e médias empresas e R$ 4 bilhões para garantir os financiamentos de automóveis até o fim do ano.
De tudo o que foi anunciado, no entanto, apenas a liberação de dinheiro para os bancos das montadoras já está em vigor.
“O desafio agora é impedir que haja uma interrupção no crescimento da economia. Temos que manter o ritmo da atividade, porque depois é difícil retomar”, disse Mantega.
Desde a piora da crise, em meados de setembro, o governo já anunciou redução dos depósitos compulsórios para dar liquidez ao sistema financeiro, linhas de crédito à construção civil e ajuda aos agricultores para a safra 2008/2009.
O alongamento do prazo dos tributos ainda precisa ser regulamentado por medida provisória para entrar em vigor. O impacto também só ocorrerá no primeiro mês em que a mudança de datas for colocada em prática, o que ainda não foi divulgado pelo governo. A partir do segundo mês, o período para quitar os impostos será igual ao do mês anterior, sem benefício ao fluxo de caixa da empresa.
O governo deu mais dez dias para o recolhimento do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), o Imposto de Renda retido na fonte e a contribuição previdenciária, tanto a patronal quanto a recolhida do empregado. O pagamento de PIS e Cofins será esticado em cinco dias.

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