Crise e juros em alta elevam indimplência em 5%

Da Folha de S.Paulo

A crise financeira já começa a ter impacto na inadimplência da pessoa física no Brasil. O índice calculado pela Serasa de inadimplência da pessoa física aumentou 4,9% em outubro em relação ao mês anterior.
Em comparação a outubro do ano passado, a alta foi de 6,9%. Já no acumulado dos dez primeiros meses deste ano, o indicador subiu 7,5%. No ano passado, a inadimplência tinha subido apenas 0,3% no período de janeiro a outubro em relação a mesmo período de 2006.
Segundo o assessor econômico da Serasa, Carlos Henrique de Almeida, o aumento da inadimplência em outubro já pode ser atribuído, em grande parte, à crise econômica que se agravou em meados de setembro.
“As incertezas geradas pela crise fizeram com que o crédito se tornasse mais caro e mais seletivo, e isso gera essa alta da inadimplência”, diz Almeida.
Já era previsto para este ano um aumento da inadimplência, em razão de uma série de fatores. No início do ano, o governo aumentou o imposto sobre o crédito (IOF), o Banco Central iniciou em abril um novo ciclo de alta dos juros e as pessoas tinham se endividado mais nos últimos anos. O crédito subiu 20,8% até setembro, depois de uma alta sólida de 33% em 2006.

Antecipação
Na opinião de Erivelto Rodrigues, presidente da Austin Rating, o que a crise financeira fez foi antecipar o aumento da inadimplência para o final deste ano. Sua expectativa era de que ela só começasse a subir no início de 2009, mas a crise acelerou o processo.
Hoje, a inadimplência para pessoa física corresponde a 7,2% do total do crédito no Brasil, mas, segundo Rodrigues, pode atingir uma taxa de 8,5% a 9% no início do ano que vem. A inadimplência vai continuar subindo neste ano, apesar do 13º salário, avalia o economista.
Rodrigues atribuiu essa alta da inadimplência aos problemas gerados pela restrição ao crédito e aos efeitos das demissões que já começam a ocorrer em alguns setores da economia.
“O crédito sumiu, e as empresas já começam a demitir”, afirma Rodrigues.
A dúvida é se as medidas tomadas pelo governo até agora com o objetivo de destravar o crédito irão fazer efeito. O objetivo da equipe econômica é evitar que a crise faça com que a atividade produtiva caia muito.
“As medidas já começam a fazer efeito, mas ainda num ritmo lento”, diz Rodrigues

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