O horror!

Assista ao vídeo acima somente quem tiver estômago forte. É o horror filmado e documentado. Trata-se de uma cerimônia de apedrejamento de duas mulheres acusadas de adultério. O fato ocorre no Oriente Médio e a ação é executada sob a égide dos preceitos islâmicos. De acordo com os ritos do processo, as pedras a serem atacadas contra as duas mulheres não podem ser grandes demais – para que não morram depressa – nem minúsculas – para que a dor não seja pequena; as adúlteras precisam morrer de forma lenta, sofrida. De acordo com a BBC Brasil, desde o início do apedrejamento, a vítima dessa tortura pode demorar quinze minutos até que morra em decorrência de gravíssimos e irreversíveis traumatismos.

Aos olhos do Ocidente, essa prática é considerada demais inumana por causa de toda a crueldade peculiar do ato. Aos olhos do Oriente, isso não passa de uma extensão das determinações de Alá ao ser taxativo no que concerne aos pecados inerentes à libido; tanto que, ao fim da cerimônia, nota-se a alacridade com que os justiceiros comemoram o massacre ocorrido.

Extremismos religiosos continuam a fazer vítimas em muitos lugares do planeta e usar o nome de um ser supremo a fim de promover um sistema onde costumes devem ser limitados ao que se entende como justo.

A mulher no islamismo

Devido a uma crença arcaica e cheia de despropósitos (explico mais adiante), a mulher islã sofre os horrores mais bárbaros; seja no círculo de convivência familiar ou social. Mas, uma coisa é certa: tudo deriva de  um sistema de imposições religiosas repleto de aforismos.

São várias as imposições sofridas pelas mulheres: há crianças proibidas de ir à escola – por conseqüência, rumam ao analfabetismo –, mulheres impedidas de transitar sozinhas nas ruas, outras que, abandonadas pelo marido, ganham a vida com o que arrecadam nas ruas pedindo esmolas (lá, elas são proibidas de trabalhar), mulheres que têm os dedos das mãos e dos pés decepados por pintar as unhas… E segue a coleção de atrocidades, dia após dia, compondo o cotidiano dessas mulheres que, não raras as vezes, também são torturadas e espancadas – ou apedrejadas.

Tudo é a conseqüência de um fundamentalismo trágico, que liquida de forma impiedosa as vítimas de uma sociedade mergulhada em conflitos étnicos e religiosos.

Os despropósitos e um pouco da história de Maomé

Por que afirmei que as mulheres sofrem as conseqüências de um sistema de crença desproposital? Simples: há, nisso tudo, uma enorme dose de tristes ironias.

A inferioridade feminina não está presente nas fundações do islamismo, mas, sim, no processo histórico de evolução do Islã. A contradição nisso tudo é tão grande que lê-se no Corão – lei para os mulçumanos – versículos inteiros dedicados a deixar claro que, perante Alá, homens e mulheres não têm diferenças, são iguais; e espera de ambos a mesma crença e fidelidade. Isso é o Corão que diz, ou seja, é Deus – Alá, para eles.

A explicação para que idéias tão avançadas tenham se perdido está na própria história do Islã.

Maomé, aos 25 anos, casou-se com Khadidja, uma viúva rica de 40 anos de idade. Na época, Khadidja e Maomé tiveram sua noite de núpcias de uma forma que não era considerada tão infreqüente. A Arábia era uma das poucas regiões do Ocidente e que casamento chefiado pelo homem ainda convivia com outros tipos de união. Há registro até mesmo de mulheres que tinham vários maridos.

Passados alguns anos de seu casamento, Maomé começou a ter algumas visões que, segundo ele, eram revelações de Alá. Considerando-se louco, procurou o conselho de Khadidja, que dirimiu suas dúvidas e também aderiu – eliminando, assim, a suspeita de loucura – às revelações tidas por ele. Mais tarde, isso tudo viraria uma religião.

Entenderam? A primeira pessoa a se converter ao islamismo foi justamente…uma mulher!!!

Com a morte de Khadidja, Maomé casou-se simultaneamente com várias outras mulheres. A mais famosa delas foi Aisha, de apenas 9 anos – figura importantíssima para o Islã.

Aisha tinha 18 anos quando Maomé morreu. Nos anos seguintes desse episódio, ela foi sondada inúmeras vezes em pontos cruciais inerente à religião, à política e também à conduta de Maomé. Os mulçumanos criam que as pessoas mais próximas do profeta eram as mais habilitadas a transferir tudo o que ele pensava e ensinava. Quando era vivo, Maomé podia ser consultado a qualquer momento; depois de sua morte, só ficou o Corão, o conjunto de ditados Hadith e a família.

A verdade nua e crua é que tanto o Hadith quanto o Corão não tiveram todos os seus princípios regulamentados. Maomé morreu antes de os fazer. Mas, ao longo do processo de sucessão do profeta, os Hadith eram freqüentemente consultados para resolver qualquer impasse que surgisse. E, obviamente, não demorou muito para que esses documentos fossem alterados ao bel-prazer para atender a interesses particulares. Tanto que, mais de 200 anos depois da morte de Maomé, um conceituadíssimo historiador do islamismo, Al-Bukhari, contou 7.275 Hadiths originais, contra quase, pasmem!: 600.000 inventados.

Fátima Mernissi, estudiosa marroquina, buscou, nos Hadiths, os fundamentos para se justificar a inferioridade feminina através da História. A estudiosa encontrou um dos ditados mais polêmicos, que compara a mulher aos cães e jumentos. Maomé disse isso? Não, não disse. Esse foi um Hadith inventado por Abu Hurayra – um homem com sérios problemas de identidade sexual e ferrenho opositor de Aisha, segundo conclusões do estudo.

Como esse Hadith, outros tantos também foram inventados ou alterados.

Sim, a manipulação de textos de Maomé é um dos motivos para o massacre atual de mulheres. Há também as implicações sociais e étnicas. Mas, aqui, me atenho somente ao que concerne à religião.

A religião tem costas largas

Que Alá é esse?

Que Deus é esse, tão cruel?

Impiedoso?

Simples: é o Deus criado, inventado ao longo da história de um grupo religioso marcado por barbáries. A falência do islamismo como norte religioso espelha-se justamente em toda a sua ignorância para com a mulher – criatura feita por Deus com um objetivo sublime e magnífico. Disse Deus: não é bom que o homem viva só!

Ignorar Cristo como filho de Deus, como vemos, custa alto até hoje para o Oriente Médio. A região vive em um eterno conflito político, e o pior: o fazem em nome de Alá.

Uma prova pura de Cristo veio para redimir e mudar a história daqueles que o seguem é encontrada justamente nos países que se declaram cristãos. Neles, não há conflito nem mortes em nome de uma divindade suprema, muito pelo contrário: as divergências religiosas não beiram o extremismo e, de fato, a vivência é mais, como direi?, cívica, humana.

O cristianismo jamais pregaria a opressão contra a mulher. Como poderia Cristo estimular violência contra uma criatura do próprio Pai?

Nunca é demais lembrar que o ato de apedrejar mulheres adúlteras foi repudiado pelo próprio Cristo – apresentado, aqui, mais uma prova de que certos costumes registrados no Velho Testamento, principalmente nas leis de Moisés, já não são mais aplicáveis. Está registrado na Bíblia, no capítulo 8 do evangelho de João:

Jesus, porém, foi para o Monte das Oliveiras. E pela manhã cedo tornou para o templo, e todo o povo vinha ter com ele, e, assentando-se, os ensinava.  E os escribas e fariseus trouxeram-lhe uma mulher apanhada em adultério; e, pondo-a no meio, disseram-lhe: Mestre, esta mulher foi apanhada, no próprio ato, adulterando. E na lei nos mandou Moisés que as tais sejam apedrejadas. Tu, pois, que dizes? Isto diziam eles, tentando-o, para que tivessem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia com o dedo na terra. E, como insistissem, perguntando-lhe, endireitou-se, e disse-lhes: Aquele que de entre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela. E, tornando a inclinar-se, escrevia na terra. Quando ouviram isto, redarguidos da consciência, saíram um a um, a começar pelos mais velhos até aos últimos; ficou só Jesus e a mulher que estava no meio. E, endireitando-se Jesus, e não vendo ninguém mais do que a mulher, disse-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? E ela disse: Ninguém, Senhor. E disse-lhe Jesus: Nem eu também te condeno; vai-te, e não peques mais. 

Sim, queridos, a truculência habitual contra mulheres no Islã é conseqüência de um processo de manipulação ideológica e religiosa.

Deus não tem nada com isso!

Sou da opinião de que se o Islã se convertesse ao Cristianismo (utopia, eu sei), tudo seria muito melhor, ou, pelo menos, menos pior. 

Anúncios
O horror!

4 pensamentos sobre “O horror!

  1. Mauro Paz diz:

    Caro Leandro, mas acho que você como cristão que é deveria estudar mais a história do cristianismo e das brutalidades que a religião tem feito com a mulher e com o homem, o islã nasceu do velho testamento assim como o cristianismo, durante a era de trevas da igreja católica que iniciou em 400 dc milhares de mulheres e crianças foram mortas pelo mesmo clerico que hoje forma o vaticano e as religiões católicas, A idade em que o cristianismo imperou é assinalada nos livros de história como a mais cruel e mais desumana de todos os tempos, somente com o ilumismo e o avança da ciencia e da razão, e principalmente a secularização do estado, isso foi a menos de 200 anos, exatamente a um pouco mais de duzentos anos mulheres eram mortas a pedradas, crianças eram arrancadas dos ventres de suas mães na base da espada, o cristianismo matou a civilização maia e sua cultura, só para saber, quando os espanhois chegaram onde hoje é o chile, eles sucumbiram os mais, os espanhois embanhavam a cruz do cristianismo dizendo que estariam salvando as almas dos indios, as crianças que nasciam eram batizadas e depois mortas a pedradas, ou mesmo suas cabeças eram pizadas até sua morte, isso era feito por bispos ou padres trazidos da europa, eram especializados nisso, O islá é um reflexo do que era o cristianismo, o isla nasceu na separação por constantino da igreja católica apostólica romana da judia, alguns judeus ficaram esperando um messias e afirmavam que jesus não era esse messiais, ai vem o maome dizendo que fala com deus e traça a nova religião o islã, nasce o islã e os muçulmanos os adotam como religião.

    A igreja católica matava mais de 500 pessoas por dia por heresia, por bruxaria, por blasfemia, apedrejadas, crussificadas, torturadas, queimadas vivas, isso tudo vem da sua igreja, de sua igreja católica.

    Então meu amigo, jesus é uma invenção de constantino, o isla é uma aberração do cristianismo, o judaismo é o resto que sobrou disso tudo, se o mundo fosse ainda totalmente cristão nos ainda morariamos em casebres e ainda matariamos bruxas em fogueiras.

    A unica saida para a nossa civilização e acabar com todas as religiões esquecer o passado em que o ser humano foi sucumbido por suas crenças e pela ignorâcia divina.

    1. Bruno Torres diz:

      Eu ouvi ah muito tempo uma frase
      de uma pessoa sabia o mesmo de
      origem árabe havia abandonado o islã
      A religião cega o homem…

  2. Marfat diz:

    Os homens usaram por todos os tempos,inclusive hoje, a religião como uma forma de oprimir e humilhar a mulher. A maioria do que existe nas bíblias de todas as religiões,foi escrita e manipulada
    segundo os interesses machistas e sofremos até hoje em todas as religiões a violência e o desrespeito contra a mulher.E o Brasil é um dos países mais religiosos do mundo,e também um dos países que mais agride suas mulheres. A nossa sociedade é hipócrita.

    1. Bruno Torres diz:

      E o Brasil é um dos países que mais agride suas mulheres. A nossa sociedade é hipócrita.
      ta brincando né? o ” Brasil ” é um dos países onde
      existe a maior liberdade religiosa no mundo
      onde se convive varias religiões sem brigas ou mortes
      ao contrario de outros países…

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s