PMDB pressiona Lula para “rifar” Tião Viana

De O Estado de S.Paulo

Pressionado pelo PMDB, que reivindica o comando da Câmara e do Senado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou ontem um movimento para impedir o confronto entre o PT e o principal parceiro da coalizão governista. Após um dia repleto de conversas políticas, Lula recebeu à noite, no Palácio do Planalto, o presidente do PMDB, deputado Michel Temer (SP). Foi direto ao assunto: garantiu a ele que manterá o PT unido em torno de sua candidatura à presidência da Câmara, na eleição marcada para 2 de fevereiro.

Lula disse a Temer que vai conversar com o senador José Sarney (PMDB-AP), possivelmente ainda hoje, para saber se ele realmente deseja concorrer à presidência do Senado. Na prática, a ala do PMDB ligada a Sarney e a Renan Calheiros (AL) quer que o governo “rife” o senador Tião Viana (PT-AC), candidato à sucessão do presidente do Congresso, Garibaldi Alves (PMDB-RN). O argumento do grupo é que somente dessa forma, com Sarney ungido como nome de consenso, o governo evitaria o racha na aliança.

Temer pediu ao presidente que tome as rédeas do processo.

Apesar do discurso entusiasmado, o deputado tem receio de ser traído pelo PT na eleição para o comando da Câmara, se os petistas sentirem que estão levando uma rasteira do PMDB no Senado. Lula mostrou contrariedade com o andamento das negociações até agora e disse que não permitirá mais uma divisão da base.

“O quadro ideal era o combinado no início: Tião Viana, do PT, para a presidência do Senado, e Michel Temer, do PMDB, para o comando da Câmara. Qualquer movimento mexe no equilíbrio de forças e é necessário um jogo combinado para que ninguém se sinta diminuído, traído ou excluído do processo”, afirmou o ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro. Coube a Múcio dar o tom do nível de preocupação do governo após a primeira reunião do ano do núcleo de coordenação política.

Nos bastidores do Planalto, o comentário é de que Lula será obrigado a esvaziar a candidatura de Viana porque o grupo de Sarney tornou a situação “muito complicada”. Na tentativa de apagar o incêndio e evitar mais problemas com o PT, Lula vai chamar para um tête-à-tête o presidente do partido, deputado Ricardo Berzoini (SP). E só depois do encontro com Sarney ele se reunirá com os líderes do PMDB.

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