De novo, Villa Lobos

O que eu disse? Não demoraria para que alguns ufanistas começassem a se manifestar com relação a Villa Lobos.

Vamos a um clássico ping pong.

O leitor – Luiz Martins – em azul; eu, em vermelho.

ahauhaua….
ahauhuahuah…
ahuahuahuahua….
ao que parece nunca fez análise nenhuma das obras do MESTRE VILLA-LOBOS…nunca tocou…nunca cantou…Nunca sentiu nada do mestre..nunca teve contato com alguém que conviveu com o mestre…. vc analisa música de notas..

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK.

MESTRE?

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

Repito:  MESTRE?

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

Que mestre é esse que nem consegue escrever uma sinfonia que preste? E as suas horrendas óperas? Lembro: suas sinfonias não têm escritas para um padrão orquestral e, as óperas, se analisadas friamente, são uma brincadeira de mau gosto.

Villa Lobos mal sabia elaborar um glissando decente para cordas. E aquela composiçãozinha para folha de zinco, hein? Até Krzysztof Penderecki conseguiu mais êxito ao escrever partituras para percussão; como em Os sete portões de Jerusalém, diga-se de passagem.

Engana-se quando fala que nunca senti nada ao ouvir Villa Lobos. Seu Choro n.10 me faz sentir em um centro de macumba, por exemplo. Ah sim, com relação a tocar algo dele, bem, já tive o desprazer de executar o “Trenzinho Caipira”, tocando meu humilde trombone de vara.
E cá prá nós…wisnik que nos brinde ao comentar o lixo musical e a pseudociência da música dos europeus…Erudito em termos aurelianos significa boa elaboração. Ainda bem que a internet é livre para estes posts. Mas sinceramente procure conhecer antes de falar.

Estudo música clássica há mais de 10 anos e posso afirmar: Miguel Wisnik é uma figura emblemática. O cara é professor de Teoria Literária na USP e tem  título de doutorado em Literatura e Música. Apesar de toda essa bagagem, no auge de sua sapiência poética, Wisnik escreveu: “Uma vez amanheceu/ Meu pai mostrou o céu/ Onde nasceu redondo o sol”. Oh, quão profundo, não? É deixar Konstantinos Kafávis no chinelo.

E Wisnik tem razão: a música européia é um lixo. Se pegarmos desde a época da música polifônica, passando por Adam de la Halle; indo para o Renascimento (Orlando de Lassus); depois para o Barroco (Tomaso Albinoni), em seguida para o Classicismo (Haydn), indo para o Romantismo (Beethoven – aquele, da mísera nona sinfonia) e, finalmente, chegando ao Modernismo (Shostakovish), veremos que os europeus só produziram coisas descartáveis. Foi um europeu que teve a ridícula idéia de escrever uma sinfonia para mil pessoas a executarem. Foi outro europeu que ficou conhecido como o maior compositor de óperas de todos os tempos. Os europeus, vocês sabem, têm as piores orquestras do mundo, inclusive a de Berlim…

Esse tal de Wisnik é tão bom, mas tão bom, mas tão bom; que tem parcerias com músicos excepcionalíssimos, entre eles Tom Zé (de fazer inveja a Jacques Offenbach) e Alice Ruiz (Clara Schumann quer reencarnar como Alice Ruiz).

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