Para Meirelles, problema de liquidez está normalizado

Da Folha de S.Paulo

FOLHA – O que foi discutido sobre concentração bancária, que se acentua no mundo? O que pode ser feito para fomentar bancos menores?
HENRIQUE MEIRELLES
– É uma discussão muito preliminar. Os bancos de comunidade e de varejo que tenham bases de depósitos estáveis certamente continuarão a ter um lugar assegurado. É muito diferente a situação do Brasil, em que bancos -grandes e pequenos- não têm problema. Uma tendência que existiu nos últimos cinco anos -de os grandes bancos americanos deixarem as operações internacionais e se concentrarem no mercado doméstico, na suposição de que teriam mais segurança- revelou ter vulnerabilidades. Alguns bancos de presença global passaram a ter vantagem comparativa por não estarem sujeitos a um mercado só.
Existe, por outro lado, um movimento contrário, uma pressão para que os bancos diminuam de tamanho, de desalavancagem. Ao mesmo tempo, há uma pressão dos governos para que os bancos não parem de emprestar.
A maneira de o banco resolver só tem uma saída: diminuir os empréstimos internacionais para não parar de emprestar no país de origem, o que afeta todos os emergentes.

FOLHA – Que tipo de estímulo pode ser dado para que bancos grandes emprestem para bancos menores?
MEIRELLES
– Depende de cada país. O Canadá é muito mais concentrado que os EUA; o Reino Unido é muito concentrado. A Alemanha tem mais bancos regionais e do governo; é menos concentrada.

FOLHA – O Brasil está sentindo esse problema…
MEIRELLES
– O Brasil tem mais problema de futuro [do negócio] para bancos médios e pequenos. Não há mais problema de liquidez, o processo de liquidez está normalizado.

FOLHA – Normalizado?
MEIRELLES
– A questão da liquidez está, na maior parte, normalizada.

FOLHA – O senhor considera normalizado em relação a que período?
MEIRELLES
– Em relação ao que se viveu em final de setembro e outubro, quando houve um problema importante de liquidez. Normalizado, usando a liberação do compulsório, de R$ 33 bilhões, para empréstimos a bancos menores.

FOLHA – Ainda há queixas de que os grandes bancos não emprestam tanto para os menores…
MEIRELLES
– Existem as linhas dos compulsórios, que estão sendo emprestadas para os menores. Então, o que se discute é o crescimento futuro.

FOLHA – A tendência é a concentração…
MEIRELLES
– Acho prematuro saber porque estamos vivendo um momento de transição.
Precisamos saber até que ponto vai existir uma normalização dos mercados. Esse mundo de grande expansão [de bancos pequenos] ficou para trás.

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