Menos um “gigante” no jornalismo. JÁ VAI TARDE

Em um post intitulado A Despedida, Mino Carta – verdadeiro “gigante” do jornalismo (sim, estou sendo irônico) – anunciou seu afastamento do blog e da revista Carta Capital. E, claro, um evento desses não pode passar despercebido.

Na terceira semana do mês de outubro de 2006, a revista dirigida por esse “gigante” estampava, na capa, a seguinte manchete: “A trama que levou ao segundo turno”. No texto, percebia-se um viés totalmente truanesco: a suposta colaboração da Rede Globo para viabilizar a ida de Alckmin ao segundo turno contra Lula. E, se analisada mais minuciosamente, à luz da, digamos, semiótica de leitura, veremos que a revista conjeturava, inclusive, um possível acordo entre tucanos e Rede Globo. R-I-D-Í-C-U-L-O! É impressionante como qualquer conseqüência eleitoral é jogada no colo da Globo, dando conotação de que a emissora a teria manipulado.

Ah, sim, a reportagem da revista não apresentava nenhuma prova, apenas cogitações. Cogitações, essas, que ele mesmo repudia na suposta prática jornalística da Veja.

Pelo menos, a Veja não costuma fracassar com tanta freqüência.

Adiante…

Certa vez, Mino foi ministrar uma palestra na Afeigraf (Associação dos Agentes de Fornecedores de Equipamentos e Insumos para a Indústria Gráfica). Ocupou-se em falar mal da VEJA, Folha e, claro, da GLOBO.

Alguém deve dizer a Mino que invídia mata.
Evidente: BOA, MESMO, é a revistinha dele, que só sobrevive graças ao patrocínio estatal; apesar de todo o seu, digamos, brilhantismo. O desespero para vender assinaturas é tão grande que até um convênio com o PT foi fechado: filiados ao partido têm desconto na assinatura.

E vejam que coisa formidável: o “gigante” se afastou do jornalismo por uma série de desventuras que viu na história política brasileira.

Jornalista não é o camarada que tem a função social de informar a uma parte da sociedade o que a outra está fazendo (by Heródoto Barbeiro)? Pois bem… O sujeito rejeita essa função social somente por ter achado, digamos, a cereja do bolo a concessão de refúgio a Batistti? Huum…grande jornalista esse que não arrosta os fatos como são e, ao invés de usar sua, repito, função social, prefere aposentar sua Olivetti e olhar a banda passar.

Se todos os jornalistas que cobrem política e economia fossem abandonar seus postos à medida que surgem escarcéus políticos, não haveria mais jornalismo.

Mino Carta é mesmo um “gigante”, um norte.

 

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