Temer: É provável que PMDB caminha para própria candidatura

Da Folha de S.Paulo

FOLHA – Qual será o impacto na decisão do PMDB na sucessão de 2010 das eleições do sr. para presidir a Câmara e de Sarney para comandar o Senado?
MICHEL TEMER
– Diz-se que o PMDB ficou muito forte porque ganhou as duas Casas. Mas, na verdade, o partido é forte porque elegeu muitos prefeitos, vereadores, deputados estaduais, deputados federais, senadores e governadores. Tem presença nacional. Na Câmara, fui eleito por uma conjunção de partidos. Era o candidato de 14 partidos. Não creio que essa eleição tenha influência direta em 2010.

FOLHA – As alas do PMDB da Câmara e do Senado têm divergências desde 1995. Com as eleições do sr. e de Sarney, a tendência é continuar a guerra?
TEMER
– A divergência mais acentuada foi superada com a minha eleição para a presidência do partido um ano atrás. Vez ou outra, há rusgas. Mas a minha eleição e a de Sarney mostram que é preciso manter a unidade para chegarmos fortes em 2010.

FOLHA – Se a eleição presidencial estivesse próxima e o PMDB tivesse de fazer convenção, que candidato escolheria? Serra, Dilma ou Aécio?
TEMER
– Sairia dividido. Por isso temos de tratar desse assunto no final de 2009, começo de 2010, com unidade absoluta do partido. O PMDB terá presença política no país se estiver realmente reunificado.

FOLHA – Não há hoje uma tendência pró-Dilma?
TEMER
– Temos hoje uma relação forte com o governo Lula. É provável que o PMDB possa caminhar para o candidato ou candidata do presidente Lula.

FOLHA – Nos bastidores, falam no seu nome e no do ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, para vice de Dilma.
TEMER
– Geddel está mais habilitado para isso do que eu. Essas especulações confirmam a tese de que temos de construir um pensamento unitário em torno da candidatura à Presidência.

FOLHA – Lula já disse ao sr. que deseja que o PMDB indique o vice?
TEMER
– É um desejo antigo. Ele já manifestou. Ele enfatiza a necessidade de aliança do PT com o PMDB.

FOLHA – Lula hoje tem alta popularidade. O gerenciamento da crise pelo governo terá influência na decisão do PMDB em 2010?
TEMER
– Acho que sim, mas registro que Lula é fenômeno de popularidade. No plano pessoal, tem 84% de aprovação [pesquisa CNT/Sensus]. E está tomando medidas adequadas.

FOLHA – Se a crise enfraquecer Lula, há chance de entendimento com a oposição na sucessão de 2010?
TEMER
– Não sei dizer. O PMDB vai decidir coletivamente no momento próprio.

FOLHA – O sr. é amigo do Serra. Descarta aliança com ele?
TEMER
– Não descarto nenhuma hipótese. Tudo vai depender das relações políticas no PMDB com as eventuais candidaturas. Sem descartar, quero deixar claro, a hipótese de candidatura própria do PMDB. Os eventos recentes mostram a força que o PMDB adquiriu, o que o credencia para apresentar candidato próprio.

FOLHA – Não falta ao PMDB um nome para disputar a Presidência?
TEMER
– Há vários. Governadores, lideranças na Câmara e no Senado. Prefiro não nominar.

FOLHA – O sr. considera viável a eventual filiação do tucano Aécio ao PMDB para concorrer ao Planalto?
TEMER
– Acho difícil. Ele faz belíssima administração em Minas e tem alta aprovação no Estado. Ele está muito ligado ao PSDB. Isso dificulta a antiga possibilidade de ele sair do PSDB. Acho que não sairá.

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