FÉRIAS!

Este blog entra em férias hoje e retoma suas atividades no dia 13 de abril.

Calma!

O tempo passa rápido.

Qualquer acontecimento bombástico que ocorra nesse período, well, darei um jeito de correr para cá.

Até mais!

FÉRIAS!

HIPÓTESES DE DE SANCTIS.

A patrulha vigilante começou a trabalhar cedo.

Postei às 08h30 de hoje uma mensagem de ausência e, em menos de uma hora, algumas pessoas já estão a dizer – com o dedos em riste, acredito –: e da operação da PF na Camargo Correa? (escreveram assim mesmo, sem o circunflexo) Nadinha? Só por que tem gente do PSDB envolvida? Hein? Resolve tirar folga justo hoje? Estranho hein?

Well, hoje, dedicar-me-ia exclusivamente às pautas da faculdade (que postarei aqui depois de prontas). Mas, pelo que noto, isso não me será possível.

Adiante.

A operação “Castelo de Areia” tem como juiz responsável ninguém menos que… Fausto De Sanctis. Ele mesmo. Isso já é uma premissa para se colocar todo o estardalhaço de ontem sub suspeita.

A parte do relatório que trata do possível envolvimento de Paulo Skaf com a construtora beira o ridículo. Leiam:

Os supostos intermediários da Camargo Corrêa seriam pessoas eventualmente vinculadas à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, que estariam encarregadas de distribuir o dinheiro para funcionários públicos que ocupam cargos relevantes em Brasília”.

Por que se o uso exagerado verbos na forma condicional?

E toda essa parcimônia utilizada ao tentar acusar Skaf de alguma coisa? – parcimônia, aliás, que não se viu em canto nenhum na operação Satiagraha que, também foi, digamos, comandada por De Sanctis.

Com relação às doações da Camargo Corrêa a políticos do PSDB, PMDB, DEM, PP, PDT, PSB e PPS; pergunto: qual é a anormalidade? Os senadores Agripino Maia (DEM-RN) e Flexa Ribeiro (PSDB-PA) afirmam ter declarado o que receberam à Justiça Eleitoral – ou seja, cumpriram a lei. Se o dinheiro utilizado para doações era proveniente de superfaturamento, ora, o ônus da culpa deve ser creditado à empresa.

Se, de fato, Skaf e os partidos políticos estivessem envolvidos com algum esquema de falcatrua, creio que a operação não ficaria restrita somente à Camargo Corrêa, mas se estenderia à Fiesp e a residências dos políticos mencionados.

Que fique bem claro: se todas as denúncias forem verdadeiras, simples: que os culpados sejam punidos.

Apenas não sou a favor de fazer espetáculos com base em incriminações infundadas e trabalhadas no campo da hipótese. Isso são práticas de estados totalitários.

HIPÓTESES DE DE SANCTIS.

AUSÊNCIA

Como diria José Simão: Hoje, só amanhã.

Passarei o dia inteiro ocupado.

Até…

AUSÊNCIA

DECISÃO DO STF SOBRE RAPOSA SERRA DO SOL VAI DE ENCONTRO COM INTERESSES NACIONAIS

A análise aí da manchete não é minha, mas sim de um dos mais importantes empresários do setor agrícola brasileiro — João Guilherme Sabino Ometto.

Por e-mail, colhi alguns de seus pareceres sobre o resultado do julgamento do STF.

A matéria segue abaixo.

“A aprovação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) da demarcação contínua da reserva indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, não atende às premissas da proteção ambiental e da exploração ecologicamente correta da Floresta Amazônica. A consequente remoção dos não-índios, há muito arraigados na área e com atividade aparentemente sustentável, poderá, por exemplo, dar lugar e/ou estimular práticas clandestinas, de difícil controle e fiscalização”. A opinião é de João Guilherme Sabino Ometto, – um dos principais nomes do setor agrícola brasileiro –, presidente do Conselho de Administração do Grupo São Martinho e vice-presidente da Fiesp.

Para Ometto, o legítimo direito dos indígenas à propriedade das reservas é inquestionável, mas o processo de demarcação precisa ser feito de maneira criteriosa, de modo a garantir a presença do poder público no território nacional não apenas para proteger a própria população indígena, como no sentido de garantir a preservação e soberania do País, impedir atividades ilegais e a internacionalização da Amazônia. “A região carece, na verdade, de uma ação estratégica ampla, articulada e planejada com discernimento. A demarcação de áreas de maneira afoita, sem visão do todo, não é a melhor política”, afirma.

Com a divulgação do informe “A situação das florestas no mundo” – publicado recentemente pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) –, a análise de Ometto torna-se pontual, principalmente nos pontos concernentes à necessidade de se manter produção sustentável, controlada e fiscalizada pelo poder público. Segundo o estudo da FAO, na América do Sul, o aumento dos preços dos produtos alimentícios estimulará o desmatamento, abrindo-se novas áreas à agricultura e pecuária. É a lógica coerente com a lei da oferta e procura, mas que contraria o desafio da idéia de sustentabilidade.

Medidas para que o prognóstico da FAO seja evitado devem ser adotadas o quanto antes pelos governos locais, entre eles o brasileiro, lembra Ometto. “É um absurdo, principalmente no Brasil, o governo ainda não se ter colocado, com a legítima autoridade de um estado democrático, como intransponível obstáculo legal à devastação das florestas, em especial a Amazônica. A história mostra que a ausência do Estado é sempre preenchida por outros poderes, invariavelmente à margem da lei e na contramão dos interesses do País e da sociedade”, afirma.

Para Ometto, são responsabilidades do poder público viabilizar atividades sustentáveis nas matas, prover sua preservação, impedir o corte e o comércio ilegal de madeira, como continua ocorrendo de modo grave na Amazônia, e garantir a integridade dos povos da floresta e do território nacional; porém “a demarcação contínua das reservas indígenas dificulta muito esse processo e aprofunda a incapacidade até hoje demonstrada pelo Brasil de impedir a devastação da maior cobertura vegetal do mundo”, finaliza.

DECISÃO DO STF SOBRE RAPOSA SERRA DO SOL VAI DE ENCONTRO COM INTERESSES NACIONAIS

Gilmar Mendes diz que “não é o líder da oposição”

Da Folha de S.Paulo

A discussão sobre a Operação Satiagraha, que investigou Dantas, esquentou a sabatina de Mendes, que foi acompanhada por cerca de 300 pessoas. O ministro foi entrevistado por Renata Lo Prete, editora do Painel, que mediou o encontro, e pelos colunistas Fernando Rodrigues, Mônica Bergamo e Eliane Cantanhêde.
A plateia muitas vezes se dividiu entre manifestações favoráveis e contrárias ao ministro. Ao todo, o público se manifestou 16 vezes. Houve também momentos de maior tensão entre o ministro e os jornalistas. Ao longo de duas horas, Mendes bebeu seis copos de água. O ministro afirmou que o juiz De Sanctis, com sua atitude, quis “desmoralizar o STF, apostando que a opinião pública respaldaria aquela decisão”. Para o ministro, se isso prevalecesse, De Sanctis seria hoje “o supremo juiz do Brasil”.
Os jornalistas perguntaram sobre o suposto grampo de uma conversa telefônica entre Mendes e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). A transcrição do diálogo foi publicada pela revista “Veja”, que atribuiu a interceptação à Abin (Agência Brasileira de Inteligência), chefiada então por Paulo Lacerda.
Lo Prete e Cantanhêde questionaram o fato de o áudio nunca ter aparecido. Rodrigues levantou a hipótese de tal interceptação ter sido forjada. Bergamo perguntou da onde vinha a certeza da participação da Abin ou de Lacerda. Mendes disse que, após o primeiro habeas corpus a Dantas, foi informado da nova prisão do banqueiro. Procurou, então, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região e falou com a vice-presidente, Suzana Camargo. Segundo o ministro, ela lhe afirmou: “o juiz [De Sanctis] me disse que todos os seus passos estão sendo monitorados”. Depois, Mendes disse que pediu uma varredura no STF. “O monitoramento indicou algum tipo de escuta. Pode ter sido um alarme falso, mas havia esses dados.”
Na sequência, diz que foi procurado por um repórter da “Veja”, que lhe mostrou a transcrição do suposto grampo. “Eu disse que a conversa existiu. Ele falou que havia recebido o papel de um agente da Abin. Agora, sou a vítima e cabe a mim apresentar o áudio?”
Sobre a autoria do grampo, Mendes disse pela primeira vez “não ter muita certeza” de que foi a Abin, mas mencionou a apreensão nos arquivos do delegado Protógenes Queiroz, que chefiou a Satiagraha. “Não sei realmente quem fez o grampo. Sei que a busca e apreensão sugere isso, uma pessoa do quinto escalão guarda informações em casa. É preocupante”. Sobre a hipótese de o grampo não ter existido, Mendes é enfático: “Se a gente tiver um pouco de inteligência, não dá nem para conceber o benefício da dúvida. Com ou sem grampo, os fatos que estavam a ocorrer indicavam que aquilo era extremamente plausível. Se a história não era verdadeira, era extremamente verossímil”.
O ministro afirmou ter levado sua preocupação ao presidente Lula, de quem ouviu que a saída seria Lacerda processar a revista “Veja”. “Não se trata disso, presidente, eu falei. É muito mais grave”, disse. “O próprio presidente se queixou da falta de controle da PF. Teve o episódio da Xeque-Mate [investigação, de 2007, sobre comércio ilegal de máquina de jogos que citou o envolvimento de um dos irmãos de Lula]. Ele cansou de me dizer que aquilo era um absurdo, que violentaram a família dele, que não tinha ninguém que controlava a PF”, disse.

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Gilmar Mendes diz que “não é o líder da oposição”

Servidores do Senado querem…AUMENTO !!!!!

Do Correio Braziliense

Em meio a uma crise administrativa e outra econômica mundial, os servidores do Senado esperam receber uma boa notícia em breve. O sindicato dos funcionários apresentará nesta semana ao primeiro-secretário, Heráclito Fortes (DEM-PI), uma proposta de reajuste salarial para compensar a recente perda das chefias. “Queremos que haja uma acomodação dessa lógica numa outra estrutura”, disse ontem ao Correio o presidente do Sindicato dos Servidores Legislativos (Sindilegis), Magno Mello.

O presidente do Sindilegis diz que essa seria uma forma de “reestruturar” a carreira dos funcionários. Segundo ele, a Casa pode parar caso os servidores não sejam compensados pelas perdas das gratificações. “Se a gente aderir ao discurso de que a crise econômica impede a solução, o sofrimento dos colegas perdurará. Se queremos um Senado produtivo, isso é necessário”, ressalta. “A Mesa Diretora tem que enfrentar um dilema: ou se desgasta com a sociedade discutindo esse problema conosco ou se desgasta ainda mais deixando o Senado à deriva.”

O sindicalista argumenta que o último aumento linear dado aos servidores foi em 2004. A média salarial dos 3,3 mil funcionários efetivos do Senado é de R$ 12 mil, cerca de 25 salários mínimos. Com o bônus dado a quem ocupa uma função diretiva, o valor beira os R$ 15 mil. Para Magno Mello, os servidores do Senado não ganham à altura da responsabilidade que assumem. “O Senado trabalha com um mercado muito específico, dos servidores que desempenham atividades essenciais ao Estado. O Senado não pode se comparar a uma padaria, mercearia e supermercado”, explica.

A Casa gasta, por ano, R$ 2,1 bilhões com sua folha de pagamento, incluindo os efetivos, os 2,2 mil aposentados e os 2,8 mil de confiança. O argumento do sindicato para o reajuste é o de que o crescimento desenfreado de diretorias nos últimos anos ocorreu para dar gratificações nos salários e suprir a ausência de aumentos oficiais. Isso criou um efeito cascata para os demais cargos.

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Servidores do Senado querem…AUMENTO !!!!!

Senado afirma que, agora, só tem 38 diretores

Da Folha de S.Paulo

Pela terceira vez em uma semana, e fazendo um malabarismo semântico, o Senado reviu o número de diretores que mantém na Casa -disse agora que são apenas 38, e não 181, e que vai reduzir esse número para 20. Ao todo, prometeu acabar com 68 cargos de comando que dão direito a adicionais ao salário que variam de R$ 2.064,01 a R$ 2.229,13. O presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), havia prometido que cortaria a metade das diretorias.
O diretor-geral do Senado, Alexandre Gazineo, disse que a Casa errou ao informar inicialmente que possuía 181 diretores. Segundo ele, havia cargos que tinham a denominação de “diretor”, mas na verdade se caracterizam como postos de “assessoramento superior”.
Na sexta-feira passada, o Senado divulgou uma lista com 50 nomes, desses 181, que perderiam o adicional. O primeiro-secretário, senador Heráclito Fortes (DEM-PI) afirmou ontem que poderá até rever alguns nomes. “Não vamos baixar esse número de 50. Mas pode haver substituições”, disse.
Agora, apenas 20 servidores da Casa receberão adicional ao salário bruto que pode chegar a até R$ 2.229,13 como diretores. A direção do Senado ainda não deixou claro o total de servidores que irá perder o adicional de diretorias de segunda escalão. “Vão restar poucos servidores”, disse Gazineo.

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Senado afirma que, agora, só tem 38 diretores