As cotas já estão virando piada

Aproveitando a esteira do cotismo, leia abaixo matéria veiculada ontem no Jornal Nacional.

O ingresso de uma estudante numa universidade gaúcha pelo sistema de cotas se transformou numa disputa judicial. A aluna é descendente de negros, mas teve de abandonar as aulas porque a escola só aceita candidatos que tenham sido vítima de preconceito.
Tatiana Oliveira é filha de mãe branca, pai pardo e neta de negros. Em janeiro, prestou vestibular para a Universidade Federal de Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Foi aprovada dentro do sistema de cotas, que reserva 11% das vagas para negros e pardos. Nove dias depois do início das aulas, foi chamada para uma conversa na universidade.
“Perguntaram de que cor eu me considerava. Eu disse que me considerava de cor parda. Perguntaram também se eu tinha sofrido algum preconceito na minha vida toda e também em sala de aula, eu disse que não”.
Com base na entrevista, a matrícula de Tatiana foi cancelada menos de um mês após o início das aulas. Segundo o pró-reitor, Jorge Cunha, só a origem familiar não seria suficiente para qualificar a estudante no sistema de cota.
”É preciso o auto-reconhecimento, eu devo me sentir negro e devo sentir os efeitos dessa condição numa sociedade, numa cultura. Ela não se sente mais ou menos negra ou parda do que qualquer outro parente seu e de que nunca usou a categoria de parda ou negro em outra situação que não a inscrição para o vestibular”.
A mãe Adriana Oliveira contesta a decisão da universidade. “Se a cota é para pardo, ela está incluída na cota pardo. No edital não diz que tem que sofrer preconceito”.
Nesta segunda, a família entrou na Justiça com um pedido de liminar para que Tatiana volte a frequentar o curso de pedagogia. A universidade enviou ao Ministério Público um pedido de investigação para definir se a estudante agiu ou não de má-fé ao se inscrever no sistema de cotas.
O procurador encarregado, Rafael Brum Miron, adiantou que pretende encaminhar o caso à Justiça. “A gente não identificou má-fé dela. Mas sim um entendimento diverso que ela tem no que tange à decisão administrativa da Universidade Federal de Santa Maria”.

Assista à reportagem clicando aqui.

Entenderam?

Não basta ser negro “de cor” para ser negro “de fato”. É preciso ter passado por situações constrangedoras por causa da raça. Aí sim; você será um legítimo negro.

É como se o negro vítima de discriminação tivesse mais valor, digamos, social que os demais negros.

Anúncios
As cotas já estão virando piada

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s