Crise tira empregos de brasileiros no exterior

De O Estado de S.Paulo

O noticiário dos últimos dias mostra que, para o Brasil, o pior da crise financeira já pode ter ficado para trás. A economia dá sinais de reação, dólares retornam ao País e muitos começam a pensar no pós-crise. Mas para 4 milhões de brasileiros, a luz no fim do túnel parece distante: são as pessoas que deixaram a família e cruzaram as fronteiras para trabalhar no exterior. Com a crise, o volume de dinheiro que esses trabalhadores enviam para suas famílias no Brasil teve, no primeiro trimestre, a maior queda da história. 
Segundo dados do Banco Central, o volume de remessas feitas por esses trabalhadores entre janeiro e março de 2009 caiu 31,5% na comparação com o último trimestre de 2008, o maior recuo entre trimestres da série iniciada em 1995. Ao todo, foram enviados US$ 592 milhões, no mais baixo valor para um primeiro trimestre desde 2006. Na comparação com igual período de 2008, a redução foi de 14,6%. 
A crise, que começou no mercado imobiliário dos EUA, prejudicou brasileiros em todas as partes. Do Japão, as remessas dos dekasseguis caíram para US$ 137,2 milhões entre janeiro e março, valor 37,7% menor na comparação com o fim de 2008 e o pior trimestre desde 2004. Dos EUA, as transferências despencaram 24,8%, para US$ 268,4 milhões, no mais fraco trimestre desde 2003. 
Os dados oficiais demoraram a mostrar o efeito da crise. Nos últimos meses do ano passado, quando a crise mostrava sua face mais dramática com o fechamento de milhares de postos de trabalho, os números do BC sobre as remessas acabaram sendo inflados com o retorno ao Brasil de muitas famílias que perderam o emprego. A volta forçada para casa incluiu as últimas transferências desses desempregados, que enviavam tudo o que haviam economizado no exterior. Agora, após mais de seis meses do agravamento da crise, as tendências começam a ficar mais claras. 
“Em outubro e novembro, o movimento foi caótico com o anúncio de muitas demissões. Em dezembro, houve uma certa estabilização. Mas desde janeiro, a coisa voltou a piorar e o volume de transferências já caiu cerca de 30%”, diz Laércio da Silva, diretor da Minas Transfer, pequena empresa de remessas em Londres. 

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