PSDB aceita ouvir Gabrielli, mas descarta abortar CPI

De O Estado de S.Paulo

O PSDB não se opõe a ouvir a Petrobrás, mas os seus líderes disseram ontem que o depoimento do presidente da empresa, Sérgio Gabrielli, não será “moeda de troca” para impedir a instalação da CPI destinada a investigar supostas irregularidades na estatal de petróleo.
“Não tapo meus ouvidos para ninguém, mas uma coisa não invalida a outra”, afirmou o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio Neto (AM), ao lembrar que a existência da CPI não está em jogo, porque a decisão de instalar a comissão já foi tomada. “Ouvi-lo antes ou depois não faz diferença, desde que a CPI seja instalada e caminhe”, concorda o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE). O depoimento ainda não tem data para acontecer.
Nem o Palácio do Planalto contesta mais o fato consumado da CPI, a partir da leitura do requerimento, feito na sexta-feira passada, pedindo a abertura da investigação. O requerimento tem agora 30 assinaturas de senadores – três a mais do que as 27 que o regimento pede.
O ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, admite até que os tucanos “estão no direito deles”, mas pondera: “Se não vai adiantar nada, não tem sentido ele (Gabrielli) ir ao Congresso. Só faz sentido ir se isto puder resolver o problema de instalar a CPI”. Múcio insiste que o presidente da estatal está disposto a esclarecer “o que for preciso”, justamente para evitar a CPI.
A oposição aproveitou o confronto entre a Petrobrás e a Receita Federal por conta de compensações fiscais que renderam R$ 4 bilhões à estatal para aprovar a comissão.
SIMPLES FALA
Na opinião dos tucanos, porém, as dúvidas, denúncias e suspeitas que pesam hoje sobre a Petrobrás não podem ser liquidadas com um simples depoimento. O primeiro vice-presidente do Senado, Marconi Perillo (PSDB-GO), que presidiu a sessão plenária em que foi criada a CPI, avalia que “existem indícios claríssimos de corrupção e desvios que não podem ser esclarecidos com palavras”. Na mesma linha, o líder Arthur Virgílio pondera que “seria esperar demais de uma simples fala”, com tantas dúvidas levantadas pelo Ministério Público, pela Polícia Federal e pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

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