PARA OBAMA, É TUDO CULPA DO JORJIBÚXI

Obama levou um pé nos fundilhos por parte do Congresso norte-americano – depois de os parlamentares vetarem a concessão de U$ 80 mi para o fechamento da prisão de Guantanamo. Até os democratas resolveram dar-lhe um banho de água fria. Agora vejam que coisa: Obama, para se desculpar, resolveu creditar o ônus da baixa a… (ganhará um Romane Conti quem acertar)… ele mesmo: Jorjibúxi. Mesmo com Bush distante do poder a quase seis meses, Obama resolveu tirá-lo da cartola e lançá-lo no centro da polêmica.

Leia, abaixo, em azul, trechos da reportagem da BBC Brasil. Farei algumas intervenções. Que fique claro, minhas contestações não serão à matéria, mas, sim, à mistificação de Obama.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta quinta-feira que o centro de detenção de Guantánamo enfraqueceu a segurança nacional americana e se tornou ”um símbolo que ajudou a Al Qaeda a recrutar terroristas para a sua causa”.

Muito engraçado! O ataque terrorista às torres gêmeas ocorreu apenas nove meses depois de Bush ter assumido a presidência. Isso, por si só, já evidencia que a política de segurança externa fracassada não era a de Bush, mas, sim, de Clinton. Bin Laden começou a planejar os ataque na gestão democrata – que, nota-se, foi incapaz de prever tamanha desgraça.

O verdadeiro recrutamento de terroristas ocorreu durante gestão democrata, não republicana. Apesar de ter sérias restrições aos métodos empregados por Bush, vale lembrar que durante seu governo não houve nenhum atentado terrorista. O 11 de setembro foi semente de Clinton, não de Bush. A segurança americana foi reforçada e os serviços de inteligência aprimorados. Ou seja, tudo que Clinton não fez e, provavelmente, se fosse Obama, também não teria feito.

Estou curiosíssimo pra saber algo: qual parâmetro Obama usou para afirmar que a criação de Guantanamo fortaleceu os laços de Bin Laden? Qual é a lógica existente?

O líder americano havia pedido o fechamento do presídio até janeiro de 2010, mas agora dificilmente este prazo deverá ser alcançado.

Pois é. Obama também prometeu tirar as tropas do Iraque em dez meses. Agora, o discurso já mudou: as tropas sairão em 2011. O Congresso americano, ao recusar a o crédito de U$ 80 mi, manda um recado claro a Obama: “não contava com minha astúcia?”.

O líder americano também fez críticas à gestão de seu antecessor, George W. Bush, como ao dizer que ”com muita frequência, o nosso governo tomou decisões motivadas mais pelo medo do que por perspicácia e, por muitas vezes, eliminou fatos e provas para se ajustar a predisposições ideológicas”.

Mistificação! Está claro que Obama faz referência à invasão ao Iraque. À época, Bush alegou existência de armas de destruição em massa para justificar o envio de tropas. De fato, hoje, sabe-se que essas armas não existem. Mas tudo levava a crer que existiam. Hussein não aceitou inspeção da ONU no Iraque e sua retórica era nitidamente bélica, sempre remetendo à existência de um fortíssimo arsenal nuclear. O que Bush fez garantir a segurança americana, e não copiar o modelo de Clinton e ficar entregue à inércia.

O principal argumento para rejeitar a verba solicitada para fechar o centro de detenção, o de que não há uma estratégia clara sobre o que fazer com os 240 detidos em Guantánamo é um problema que, segundo Obama, surgiu na gestão de seu antecessor.

Estratégia clara NUNCA houve por parte de Obama. Desde o início da campanha eleitoral – no ano passado – até os dias de hoje, Obama sempre se esquivou de deixar claro como concretizará todas suas políticas. Um exemplo alegórico foi o anúncio do sistema de teste de stress dos bancos norte-americanos. Com propostas dúbias e vazias, o resultado disso foi queda geral das bolsas em todo o mundo no dia seguinte. Fica em evidência, agora, que o messianismo de Obama não é auto-suficiente (nunca foi, mas, sabe-se lá por que motivo, o mundo embarcou nessa onda). Palore, palore, palore…

”A Suprema Corte que invalidou o sistema de processos em Guantánamo, em 2006, foi em boa parte indicada por presidentes republicanos. Em outras palavras, o problema do que fazer com os detidos em Guantánamo não foi causado pela minha decisão de fechar o local, mas sim pela decisão de abri-lo.”

Pois então que não viesse a público prometer fechá-la [a prisão] se nem sequer havia contemplado adversidades óbvias.

Eis que o discurso genérico feito por Obama durante todo o processo eleitoral começa a ir de encontro com situações peculiares, que exigem ações específicas. Ações, estas, que sempre ficaram de fora do debate democrata.

A criação de Guantanamo foi idéia de Bush, sim. Mas Guantanamo só foi criada porque o republicano fez algo que o partido de Obama não fez: caçar terrorista.

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