Para políticos, 2010 deverá ser “ano árido” para doações

De O Estado de S.Paulo

O cerco às doações acima do limite legal pelas Procuradorias Regionais Eleitorais, em todo o Brasil, pode fazer com que 2010 seja um “ano árido” de arrecadação para campanhas, avaliam parlamentares. Para eles, a discussão aumenta a necessidade de um “modelo novo” para as eleições do ano que vem e reforça o debate sobre o financiamento público.
De acordo com reportagem do Estado, publicada no último domingo, já há 3.984 representações contra empresas e pessoas físicas que doaram mais que o permitido em 2006. De acordo com a Lei Eleitoral, empresas podem doar até 2% de seu faturamento no ano anterior. Pessoas físicas, até 10% da receita declarada ao Fisco. Quem ultrapassou o limite pode ser punido com multa e ficar proibido de celebrar contratos com a administração pública.
“Estamos em uma sinuca de bico. O financiamento privado está minguando e a outra proposta, que é o financiamento público, tem pouca receptividade”, disse o senador Delcídio Amaral (PT-MS). “Acho que 2010 vai ser um ano árido para as campanhas. Os que fazem doações com transparência acabam desestimulados.”
De acordo com o senador, conversas com empresários têm mostrado que será difícil garantir contribuições no ano que vem. “O problema é que virou uma geleia geral. Escândalos surgem com doações tanto legais como ilegais. E até a doação legal acaba se tornando um problema para as companhias”, afirmou.

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