CHAVEZ DEU ARMAS PRAS FARC. E POR QUE NINGUÉM ISOLA A VENEZUELA?

A turminha que cobra democracia em Honduras nem deu muita bola pra notícia da revista Semana, da Colômbia, não é mesmo? Segundo a publicação, Hugo Chávez teria fornecido armamento sueco às Farc.  E o pessoalzinho que hostiliza Micheletti com isso? Ora, tudo a ver!

Vamos desenhar um pouquinho.

As Farc não passam de uma guerrilha armada que quer implantar – à força, diga-se de passagem – o socialismo na Colômbia. Sim, eles são terroristas. Pelo menos é assim que que os Estados Unidos, Canadá e a União Européia classificam essa gentalha. O Brasil, bem, vale lembrar, até hoje recusa-se a dar tal classificação à guerrilha. É o relativismo de nossa diplomacia. Ora flerta com a esquerda e com o terror. E outra ora também.

Chávez, o maior meão das Américas nos dias de hoje, congelou relações com a Colômbia desde que o governo colombiano pediu explicações à Venezuela sobre as armas encontradas em poder das Farc. É a política da covardia. Se não podem se explicar, recorre-se às armas da política para refutar o outro país. E o pior: conta com uma importantíssima retaguarda: a omissão do resto mundo.

O Brasil, EUA e vários outros países anunciaram sanções à Honduras. O motivo alegado: falta de democracia. Ótimo!!! E Chávez, que financia grupos terroristas nada democráticos, como fica? Até hoje, ninguém isolou a Venezuela. Lula, inclusive, sempre se demonstrou simpático a Chávez. O PT sempre recepciona representantes das Farc no Foro São Paulo.

São as diplomacias da podridão. E a podridão das diplomacias.

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CHAVEZ DEU ARMAS PRAS FARC. E POR QUE NINGUÉM ISOLA A VENEZUELA?

Ações contra Sarney fazem PMDB declarar guerra ao PSDB

Da Folha de S.Paulo

A decisão do PSDB de entrar com três representações no Conselho de Ética contra o presidente do Senado, José Sarney (AP), levou o PMDB a declarar guerra aos tucanos.
Líder peemedebista no Senado, Renan Calheiros (AL) informou ao presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), que o PMDB decidiu responder na “mesma moeda” e também irá entrar com representações contra senadores tucanos.
Renan e Guerra trocaram telefonemas nos últimos dias. O líder do PMDB considerou que a questão virou partidária e que o caminho é adotar a mesma estratégia. Renan disse ao tucano que vai ao Conselho de Ética contra o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), considerado pelos peemedebistas como “réu confesso” por admitir ter recebido empréstimo do ex-diretor-geral da Casa Agaciel Maia e contratado um funcionário-fantasma.
“O PSDB acaba de arranjar um jeito de se livrar do Arthur porque ele vai ser processado no conselho. As acusações são mais graves do que as que existem contra Sarney. O PMDB não é partido de frouxo”, disse Wellington Salgado (PMDB-MG), senador da tropa de choque de Renan Calheiros.
O comentário no PMDB era que estava “oficializada a guerra política com os tucanos”. Segundo peemedebistas, a cúpula do PSDB foi avisada de que, numa guerra, não há “corpos apenas de um lado, mas dos dois”, uma referência indireta de que, se Sarney perder o mandato, senadores tucanos também terão o mesmo destino.
Renan e Guerra concordaram que a situação é “muito grave”. O tucano disse a Renan que não vê condições de Sarney continuar à frente da presidência, pois já não tem condições de controlar a crise e as acusações contra ele e a família.
Esse foi também o tom que senadores usaram em telefonemas para o próprio Sarney, que consideraram “muito cansado”. Na cúpula do PMDB, contudo, a ordem é resistir. Sarney afirmou aos peemedebistas que não planeja renunciar.
O PMDB cogita entrar com representação contra outros tucanos, como Tasso Jereissati (CE), que usou verba de passagens aéreas para fazer manutenção de avião particular.
Apesar da ameaça peemedebista, o PSDB -sigla que foi fundada por dissidentes do PMDB nos anos 80- entrou ontem com três representações no Conselho de Ética contra Sarney por quebra de decoro que podem resultar na cassação do mandato dele.
A primeira trata do uso irregular de recursos da Petrobras na Fundação Sarney, e a segunda, dos atos secretos. A terceira é sobre o fato de um neto de Sarney ter atuado no mercado de crédito consignado da Casa.
As representações foram apresentadas quase um mês após denúncias feitas formalmente por Arthur Virgílio.

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Ações contra Sarney fazem PMDB declarar guerra ao PSDB

Ministério Público reprova as contas da Fundação Sarney e decide intervir

De O Estado de S.Paulo

O Ministério Público Estadual do Maranhão reprovou as contas apresentadas pela Fundação José Sarney entre 2004 e 2007 e decidiu intervir na entidade, que tem como presidente vitalício o senador José Sarney (PMDB-AP). Auditoria nas prestações de contas descobriu até que parte da verba repassada à fundação pela Petrobrás acabou virando investimento: foi parar em aplicações bancárias. Por causa das irregularidades, o Ministério Público vai indicar representantes para o conselho curador e para a diretoria executiva da fundação.

Ao Estado, a promotora Sandra Mendes Alves Elouf, titular da Promotoria Especializada em Fundações e Entidades de Interesse Social de São Luís, afirmou que a decisão tem por base as irregularidades detectadas pela auditoria. Encarregado de fiscalizar as fundações com sede em São Luís, o órgão iniciou a auditoria ano passado.

Por quase um mês, auditores do Ministério Público se debruçaram sobre as prestações da contas da fundação. Na segunda-feira, o Diário Oficial do Maranhão publicou o resultado, com a reprovação das contas. O relatório dos auditores aponta desvio de finalidade na aplicação dos recursos que a fundação recebeu de órgãos públicos e empresas privadas.

Dentre os valores auditados está o contrato de patrocínio de R$ 1,3 milhão repassado à Fundação Sarney pela Petrobrás. Conforme revelou o Estado, R$ 500 mil foram parar em contas de firmas fantasmas, em nome de aliados políticos da família Sarney, e em empresas do clã. A auditoria incluiu, ainda, recursos que a fundação recebeu da Secretaria de Cultura do Maranhão e, indiretamente, da Companhia Vale do Rio Doce.

O relatório fala em triangulação de recursos entre a Fundação José Sarney e outra entidade comandada por aliados da família, a Associação do Bom Menino das Mercês (Abom). É o caso, por exemplo, do patrocínio que a Abom recebeu da Vale para custear um festival de quadrilhas no Convento das Mercês, prédio histórico de São Luís que serve de sede à fundação – o dinheiro entrou na conta da associação e, em seguida, foi repassado para a fundação.
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Ministério Público reprova as contas da Fundação Sarney e decide intervir

Sarney dá sinais de que poderá deixar o cargo

De O Estado de S.Paulo

O governo recebeu informações de que o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), já avalia que sua sobrevivência política pode depender do afastamento do cargo. Alvejado por denúncias que vão da contratação de aliados e parentes por atos secretos a desvio de dinheiro destinado pela Petrobrás à Fundação Sarney para um cipoal de empresas fantasmas, o senador disse, em conversas reservadas, que não pretende suportar calado o ataque à sua honra.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff – pré-candidata do PT ao Planalto, em 2010 -, estão preocupados com a reação de Sarney. Temem que ele não resista ao bombardeio e decida renunciar, para não correr risco de cassação, antes de um acordo entre o PMDB e o PT. O pior cenário para o governo é ver o Senado em guerra e sob comando da oposição, mesmo que por poucos dias, em plena CPI da Petrobrás.

Sarney poderá optar pelo caminho seguido por Renan Calheiros (PMDB-AL), que em 2007 renunciou à presidência do Senado para fugir da cassação, se concluir que a permanência no cargo contribuirá para piorar a situação de seu filho, o empresário Fernando Sarney. Investigado pela Polícia Federal na Operação Boi Barrica, Fernando foi indiciado em quatro crimes: tráfico de influência, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e falsidade ideológica.

O presidente do Senado queixou-se com Lula dos vazamentos de diálogos gravados pela Polícia Federal. “Eu acho que o senador tem razão de reclamar porque ocorreu aí uma divulgação dolosa, fora da Polícia Federal, quando foi aberto o segredo de Justiça”, amenizou o ministro da Justiça, Tarso Genro.

PANOS QUENTES

Para completar o quadro de fragilidade, Sarney está perdendo o apoio do PT, que trava queda de braço com o governo. Preocupados em soldar a base aliada, os ministros Paulo Bernardo (Planejamento) e José Múcio Monteiro (Relações Institucionais) telefonaram ontem para o líder do PT no Senado, Aloízio Mercadante (PT-SP).

Na tentativa de conter o mal-estar provocado pela notícia de que o Planalto havia desautorizado Mercadante – que na sexta-feira divulgou nota reiterando que o pedido de licença é o melhor caminho para Sarney -, Bernardo e Múcio atuaram como bombeiros da crise.

“Eu liguei para Mercadante e disse a ele que o governo não pensa em enquadrar a bancada do PT. Houve um mal-entendido”, contou Bernardo. “Temos a obrigação de nos juntar para debelar a crise, e não alimentá-la”, emendou Múcio.
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Sarney dá sinais de que poderá deixar o cargo

PT prepara maratona de Dilma no Estado de Serra

Da Folha de S.Paulo

O PT paulista e o Palácio do Planalto abrem na próxima semana um série de eventos para fortalecer a pré-candidatura Dilma Rousseff no Estado governado por José Serra (PSDB), principal nome da oposição na sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2010.
A maratona irá combinar vistorias a obras do PAC (Plano de Aceleração do Crescimento), festa com militantes, encontros com movimentos sociais e programas do horário eleitoral gratuito de rádio e televisão.
Conforme cálculos feitos pelo partido, a meta é não deixar Serra, caso ele seja candidato ao Planalto, abrir mais de 4 milhões de votos sobre Dilma em São Paulo, onde o próprio Lula foi derrotado por Geraldo Alckmin (PSDB) nos dois turnos na eleição de 2006.
A pré-candidata do PT a presidente construiu sua história política no Rio Grande do Sul e, mesmo dentro partido, somente agora está mais próxima do núcleo paulista.
“É impossível pensar o resultado eleitoral sem considerar São Paulo. A Dilma deve cumprir mais agendas no Estado, vistoriar obras do PAC, por exemplo”, disse Edinho Silva, presidente do PT paulista, no lançamento do novo site do diretório estadual do partido.
No próximo dia 8, a ministra será a estrela de uma festa do partido na capital. A ideia é aproximá-la da militância e anunciar oficialmente sua pré-candidatura em São Paulo.
Quatro dias depois, o programa eleitoral gratuito e obrigatório de televisão do PT-SP também fará um balanço das realizações do PAC, principal vitrine de Dilma, no Estado -quase R$ 100 bilhões estão previstos até o final de 2008.
Entre os alvos está o trecho sul do Rodoanel, que contará com R$ 1 bilhão da União e consta da lista de principais obras de José Serra.
A ministra também irá se reunir com movimentos sociais e sindicatos na capital.

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PT prepara maratona de Dilma no Estado de Serra

Lula cobra mea-culpa de economistas

De O Estado de S.Paulo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem em Campina Grande, na Paraíba, que “o Brasil está saindo da crise e ano que vem vai ter um crescimento surpreendente”. Lula cobrou de economistas que, segundo ele, escreveram artigos criticando o posicionamento brasileiro diante da crise, um “mea-culpa”.

Para ele, parte da crise foi apenas “pânico”. “A indústria automobilística não precisaria ter desativado a produção como desativou em janeiro e fevereiro”, disse “Neste semestre está batendo todos os recordes.” Em seguida, Lula enumerou exemplos de sua política de desoneração e exaltou números de vendas da linha branca e a queda nos juros para venda de caminhões. “Nós desoneramos carro, nós desoneramos geladeira, fogão, máquina de lavar roupa, material de construção civil, lançamos o programa ?Minha Casa, Minha Vida?, resolvemos o problema das prefeituras quando teve a queda do Fundo de Participação dos Municípios. Ou seja, nós não deixamos de tomar nenhuma medida.”

Após dizer que gostaria de ter feito faculdade de economia “porque é uma coisa fantástica” e negar ser um “ufanista”, o presidente destacou o que considera o “milagre da dona de casa que vive com Bolsa-Família”. “Qual é o milagre? Fazer definição das prioridades”, disse Lula. “Economia é a ciência mais brilhante. Quando a gente está na oposição, sabe tudo. Quando vira situação é que fica difícil.”

O presidente Lula lembrou ainda o episódio de 2003, quando cunhou o termo “espetáculo do crescimento”. “Por conta disso, fui achincalhado por jornalistas, pelas charges. Isso em julho de 2003. E sabem quanto a economia cresceu em 2004? Foram 5,8%, ou seja muito acima de qualquer período anterior e ninguém pediu desculpas pra mim, porque avacalharam comigo”, reclamou.

Para o presidente, culpa também tem a oposição, que “torce para que o Brasil não dê certo”. “Minha oposição, coitada, ficava pedindo a Deus que a crise acabasse com o Brasil, e eu dizia que o Brasil entrou por último e vai sair primeiro da crise”, afirmou, para em seguida citar elogios de líderes de Estado de todo o mundo. “Nenhum deles deixa de elogiar a situação de estabilidade e os acertos da nossa política econômica.”

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Lula cobra mea-culpa de economistas

Superávit primário encolhe 70% no primeiro semestre

De O Estado de S.Paulo

As contas do Governo Central, que reúne Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência, terminaram o primeiro semestre com um superávit primário de R$ 18,56 bilhões, o valor mais baixo desde 2001 para esse período. Em relação ao primeiro semestre do ano passado, a redução do chamado esforço fiscal do governo caiu 69,7%, para R$ 42,8 bilhões.

A queda foi resultado de uma combinação de queda de receitas e aumento de gastos – principalmente de pessoal -, que nos últimos meses tem prejudicado o desempenho fiscal do setor púbico. Em junho, pela quinta vez desde o agravamento da crise financeira, em setembro do ano passado, as contas do governo Lula fecharam o mês no vermelho e registraram déficit de R$ 643,8 milhões. Foi o terceiro resultado negativo em seis meses, e o pior para o mês desde 1998.

O resultado alimentou a desconfiança do mercado financeiro quanto à sustentabilidade da política fiscal e o cumprimento das metas de superávit primário – a economia que o governo faz para pagar os juros da dívida pública. Pouco depois do anúncio do resultado pelo Tesouro, no início da tarde de ontem, a taxa dos juros no mercado futuro reagiram com alta, com os investidores cobrando mais caro pelo suposto aumento do risco fiscal.

Na avaliação do mercado, os números confirmam uma trajetória de deterioração dos gastos públicos, com ampliação de despesas permanentes, principalmente de pessoal, que cresceram 21% no semestre, e terão impacto nos próximos anos. Mantido o ritmo dos últimos dois meses, há risco, até mesmo, de que a meta de superávit de R$ 28 bilhões para o segundo quadrimestre (maio-agosto) possa não ser cumprida.

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Superávit primário encolhe 70% no primeiro semestre