AINDA O AQUECIMENTO GLOBAL E OS ESCATOLOGISTAS DO ASSUNTO.

Muita gente indignada com o que escrevi nessa madrugada. sobre o terrorismo que se faz quando o assunto é aquecimento global. E sustento cada linha, porque, afinal, ora, faz-se sim terrorismo com o assunto. Repito: não sou especialista em calotas polares. Não sou especialista em saber o quanto um pum prejudica o meio ambiente. Não sou especialista em molhar a ponta do dedo indicador com saliva e levantá-lo a fim de saber o quanto o planeta aqueceu de ontem para hoje. Apenas tenho a ousadia de ter bom senso e duvidar de cenários catastróficos desenhados a lápis (ops, lápis, não. Lápis é de madeira e exige derrubada de mata. Corolário: mais umas fraçõezinhas para a temperatura média da Terra!!!) por uma turminha escatológica. E faço isso porque já virou hábito desse pessoal pendurar o ônus de muitas desgraças nas costas do aquecimento global. Recentemente, uma reportagem publicada pelo jornal O Globo trazia uma entrevista com um coordenador do Grupo de Eletricidade Atmosférica, Osmar Pinto Júnior. Segundo Osmar, o acidente com o Air France 447 poderia estar relacionado com o, digamos, neoclima. “Estamos com a pesquisa em andamento, avaliando se haveria alguma relação com essas tempestades [ocorridas no trajeto do vôo] e o aquecimento global”, afirmou. (Leia reportagem aqui). É melhor rirmos, senão choramos. Até porque, segundo outros especialistas, essas tempestades sempre foram freqüentes naquela região.

Ao contrário do que muitos pensam, não sou antiecológico. Apenas não aceito que, em nome de um monte pesquisas que divergem entre si, ousem me apontar o dedo na cara para dizer que não devo mais usar sacolinha plástica no supermercado e trazer a compra mensal no colo. Na semana passada, participei, na Fiesp, do Fórum Responsabilidade Produtiva na Cadeia Alimentar, promovido pela Associação Brasileira da Indústria Alimentícia. Todos os painéis foram unânimes em concordar que, até a metade deste século, o Brasil precisará dobrar sua produção de alimentos. Edmundo Klotz, presidente da Abia, sustentou que “é premente encontrar soluções para alimentar, vestir, garantir habitação, saúde e educação para as novas gerações, conciliando o atendimento à demanda da alimentação, inclusão social, educação e saúde com a preservação ambiental e o uso racional dos recursos naturais”. Pois bem. Tudo altamente recomendativo, mas e propositivo? NADA!!! Se se faz necessário ampliar nossa produção de alimentos, é praticamente impossível não pensar criar áreas agricultáveis. Mas as babás do meio ambiente resistem em aceitar isso; acham, por exemplo, um absurdo desapropriar três minhocuçus em prol da produção de alimentos.

Não! Não estou defendendo a derrubada desenfreada da Amazônia para colocar capim pra boi comer. O Brasil, de acordo com a FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) é o país com a maior disponibilidade de terras agricultáveis SUSTENTÁVEIS do mundo. E é aí que defendo a produção de alimentos. Mas o pessoalzinho do terror ecológico, provavelmente, nem isso queira. Isso porque é comum dessa gente atacar à agroindústria, maldizer quem planta comida. Alguns me dirão: “Ah, mas eles maldizem quem desmata ilegalmente pra plantar comida”. Mentira!!! Eles amaldiçoam a todos, chamando-os de vigaristas. E mais: se há produtores rurais ocupando terras ilegais hoje em dia é porque a legislação ambiental brasileira é dotada de uma certa, digamos, demência. Mas nossos procuradores gerais do verde, ao invés de lutarem para corrigir a lei, preferem satanizar quem lhes dá na telha, não separando os vigaristas de fato dos produtores legalizados. Mas isso é assunto para um post futuro. Voltemos ao terrorismo.

Para concluir, volto a fevereiro de 2007, quando um relatório sobre aquecimento global da ONU foi divulgado. Lembro-me que o mundo entrou em pânico logo após os dados dos documentos se tornarem públicos. Entre as previsões, havia uma de que o nível dos oceanos subiria entre 17 cm e 1,5 metro. Repararam na capacidade de precisão dessa turma? A diferença entre 17 cm e 1,5 metro é de, pasmem, 880%. Sim, essa turma “cheia de credibilidade” faz pesquisas para depois vomitar resultados cujas margens de erro são de 880%. Repito o que eu disse nos post dessa madrugada: se perguntarmos a essa turma se amanhã chove, hão de recorrer a toda tecnologia do INPE para responder a essa questão e, mesmo assim, como é costumeiro em se tratando de previsão do tempo, correm risco de errar. Sendo assim, como posso crer nas profecias que essa gente faz para daqui a 100 anos?

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