China avança na América Latina

De O Estado de S.Paulo

Praticamente invisível na América Latina uma década atrás, a China hoje está fabricando carros no Uruguai, doando um estádio de futebol para a Costa Rica e emprestando US$ 10 bilhões à maior empresa brasileira de petróleo. O país superou os Estados Unidos e se tornou o maior parceiro comercial do Brasil, a economia mais volumosa da América do Sul. A China avançou com agressividade para preencher um vácuo deixado pelos EUA nos últimos anos conforme americanos se concentravam nas guerras do Afeganistão e Iraque, ao que se somou a crise econômica.
"A China está em ascensão na América Latina, enquanto os EUA estão em declínio", disse Riordan Roett, professor de relações internacionais da Universidade Johns Hopkins, em entrevista por telefone durante sua estadia em São Paulo. "A China se faz sentir em toda a região. Estão seguindo uma política governamental de expansão da sua presença pacífica."
A China está incrementando suas embaixadas em toda a América Latina, abrindo centros de confucionismo para expandir sua cultura, enviando delegações comerciais altamente graduadas para toda a região e abrindo as portas para que os chineses comuns visitem Machu Picchu, o Rio, e outros destinos turísticos.
Aiping Yuan veio de Pequim para o Rio em 1997 em busca de diversão, mas se apaixonou pela cidade e decidiu ficar. Estudou português e, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez sua primeira visita à China em 2004, abriu uma pequena escola para ensinar mandarim. Ela começou com 6 alunos e hoje tem mais de 300, entre eles, executivos da Petrobrás e da Vale. Ambas as empresas mantêm relações comerciais cada vez mais intensas com a China. "O chinês é o idioma do futuro para o Brasil."
A China estabeleceu uma aliança estratégica com o Brasil que permitiu aos dois países firmar uma parceria com Índia e Rússia no chamado Brics, que exige um maior peso nas questões políticas e econômicas globais. De fato, China tem avançado nas suas relações com países em desenvolvimento de todo o mundo. O principal interesse de Pequim na América Latina foi garantir seu acesso às matérias-primas – especialmente o petróleo, minério de ferro, soja e cobre – para abastecer o seu acelerado crescimento contínuo. Para muitos países, há um aspecto negativo no comércio com a China, por meio do qual as importações baratas substituem produtos locais.

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