Grupo peemedebista contrário a Dilma alia-se ao DEM e exige rapidez na escolha do candidato do PSDB à Presidência

Do Correio Braziliense

O grupo oposicionista do PMDB juntou-se ao DEM para pressionar o PSDB a antecipar a escolha do candidato que disputará a Presidência da República no ano que vem. O grupo, que tem como expoente o ex-governador de São Paulo Orestes Quércia, entende que os tucanos estão perdendo terreno para a ministra Dilma Rousseff, a candidata do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. E deixar a definição para o ano que vem só dará mais fôlego aos governistas.

Com dois pré-candidatos ao Palácio do Planalto, os governadores José Serra (São Paulo) e Aécio Neves (Minas Gerais), falta um nome para centralizar as negociações e firmar-se como contraponto a Lula e Dilma. Essa lógica dos peemedebistas de oposição é a mesma que o DEM usou para esquentar a chapa dos tucanos.

“Acho que deveria antecipar para já ter um contraponto”, afirmou Quércia. O ex-governador de São Paulo é contra o acordo com o PT e favorável à escolha de José Serra como o candidato tucano. “Ele reúne as melhores condições de vitória.” Quércia firmou aliança com os tucanos de olho numa candidatura ao Senado e tornou-se um dos principais porta-vozes da insatisfação do noivado com a ministra Dilma, que prevê que o PMDB terá a vice na chapa petista. Hoje, o nome mais lembrado é o do presidente da Câmara, Michel Temer (SP), antigo aliado de seu correligionário.

Presidente do PMDB estadual, Quércia usou palavras duras para desqualificar a iniciativa dos governistas. Classificou o noivado de artificial, desidratado, inválido, autoritário e sem apoio. E disse que seus adversários não terão apoio necessário na convenção nacional para chancelar o acordo. “Duvido que passe essa proposta.”

Para a convenção nacional rejeitar o pré-acordo, é necessário que estados pró-Dilma troquem de lado até março do ano que vem. Quércia aposta que as primeiras baixas ocorrerão em Minas Gerais, se o PT não abrir mão da candidatura própria e apoiar o ministro das Comunicações, Hélio Costa, ao governo, e na Bahia, onde o governador Jaques Wagner (PT) e o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB), vivem às turras.

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