UM ANTI-AMERICANISMO BOCÓ

Ai, que preguiça!

Enquanto escrevo este post, a temperatura em Copenhague, Dinamarca, está na casa de um grau negativo. E é lá, em meio esse frio, que as cabeças climáticas pensantes do mundo inteiro estão reunidas afim de encontrar uma solução pro aquecimento da Terra.

A liturgia dos encontros cuja finalidade, depois de culpar a raça humana pelo calor crescente, é tentar chegar a um acordo para redução de emissão de gás carbônico na atmosfera, costuma ter um lugar-comum interessante: a demonização dos países ricos. Mais: eles, os países desenvolvidos, têm, obrigatoriamente, de abrir mão de emitir gases em prol dos países pobres. É o discurso recorrente dos anti-americanistas.

Uns ignorantes mais ousados podem até recorrer ao “capitalismo selvagem” para usá-lo como bengala teórica e atacar os americanos. Claro: não fosse a motivação pelo lucro, talvez a Ford não teria sido inaugurada; e corolário: provavelmente, não haveria tantos automóveis poluindo o meio ambiente por aí.

Ontem, o chefe da delegação chinesa no COP 15, Su Wei, sustentou que os países industrializados são os verdadeiros causadores das mudanças climáticas  e que se faz necessário que seus presidentes deixem de desculpas e apresentem propostas mais eficazes. Imagino o urro de felicidade que os ambientalistas fanáticos deram na Dinamarca depois dessa declaração. Vocês sabem como é essa gente: odeiam agricultores, mas comem arroz e feijão todos os dias; odeiam as indústrias, mas vão à Dinamarca de avião e, vejam que absurdo, provavelmente, têm carros nas garagens de suas casas…

A declaração de Su Wei é simbólica. Mostra perfeitamente no que se transformou aquela balbúrdia: uma disputa de braço-de-ferro entre ricos e pobres.

Tenho sempre a tendência de duvidar de qualquer previsão apocalíptica. O que vemos, hoje, são os ambientalistas  vociferando aos quatro cantos da Terra os efeitos catastróficos que o aumento da temperatura terrestre pode causar. Humm! Engraçado que, no meio desse reboliço todo, omite-se descaradamente uma informação no mínimo interessante: nos últimos dez anos, a temperatura média da Terra CAIU. Isso mesmo! O planeta se resfriou na última década. E mais um dado interessante: nesse período de resfriamento, a concentração de dióxido de carbono na atmosfera se elevou em 4%. Como assim? O gás que causa aquecimento global foi emitido 4% a mais e o planeta se resfriou? Ta aí. Por que ninguém põe esse assunto em discussão em Copenhague?

Recorro, agora, a um ajuda-memória. Cientistas que contestam a escatologia do aquecimento usam como argumento a época medieval em que houve um aumento de temperatura, entre os séculos IX e XIV. Passado esse período, a Terra se resfriou novamente. Novamente pergunto: por que isso não é debatido na convenção? Os valentes que lutam pelo clima preferem dar ao COP 15 uma característica de ringue, com os rícu de um lado e os póbri de outro.

Mais: os terroristas que nos vomitam previsões climáticas pra daqui a cem anos mal conseguem saber quantos graus enfrentaremos daqui a quatro dias. Como posso crer em suas previsões para daqui um século?

Em fevereiro de 2007, quando um relatório (mais um!!!) sobre o aquecimento planetário foi divulgado pela ONU. o mundo entrou em pânico. Entre as previsões, havia uma de que o nível dos oceanos subiria entre 17 cm e 1,5 metro. Repararam na capacidade de precisão dessa turma? A diferença entre 17 cm e 1,5 metro é de, pasmem, 880%. Sim, essa turma “cheia de credibilidade” faz pesquisas para depois vomitar resultados cujas margens de erro são de 880%

Antes de tecer qualquer crítica aos americanos, Su Wei devia se preocupar em tirar satisfações dessa gente não entram em acordo nem entre eles mesmos.

Mas deixemos isso tudo pra lá. Ruins, mesmo, são os países desenvolvidos, aquela raça de imprestáveis. Peguemos como exemplo os Estados Unidos. Eles nos deram apenas: luz elétrica, os nortes para exploração de petróleo, automóvel com preços populares, biocombustíveis, televisão, geladeira, internet, telefone, democracia liberal, combate ao terrorismo em escala global, financiamento a países pobres…. Oh, que gente ruim esses americanos, não é mesmo?

Bons, mesmo, são os chineses. Não sei porque cargas d’água o mundo reverencia as posições daquele país e crê tão piamente em tudo o que dizem. Desde quando a China costuma cumprir acordos?

Mas, enfim, repito: quem não presta são os americanos.

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