FOLHA E LULA: MESMO NA FRENTE EM TODAS AS PESQUISAS, SITUAÇÃO DE SERRA É TERRÍVEL

Repararam que, desde o anúncio de Aécio Neves sobre sua desistência de disputar a Presidência da República, Lula  e parte da imprensa – mais especificamente, a Folha – não deixam José Serra em paz? Emblema disso foi a leitura errada feita pelo o jornal da pesquisa Datafolha publicada no último domingo, 20.

O instituto desenhou diferentes cenários. O que é o principal – sem Ciro Gomes – nos traz os seguintes dados:

Serra (PSDB) lidera a disputa com 40% das intenções de voto, seguido por Dilma Rousseff (PT), com 26% e Marina Silva (PV), com 11%. Brancos e nulos somam 11% e eleitores indecisos representam, também, 11%.

No segundo cenário, a candidatura de Ciro Gomes é considerada. Temos então: Serra (PSDB) com 37% das intenções de voto, Dilma (PT) com 23%, Ciro (PSB) com 13% e Marina (PV) com 8%. Brancos e nulos, 9%. Não sabem ou não opinaram 10%.

Analisando os números acima, podemos dizer que a situação é favorável a José Serra, certo? ERRADO! Sim, isso mesmo: apesar de liderar nos dois cenários, a interpretação da Folha é que Serra está em uma situação complicadíssima. Vamos pegar, por exemplo, a manchete de capa do jornal do domingo: “Cai a diferença entre Dilma e Serra”. Para fazer tal afirmação, o jornal se usa da pesquisa feita em agosto. À época, tínhamos o seguinte quadro:

Serra (PSDB) na liderança, com 36% dos votos, Dilma (PT) logo abaixo, com 17%; seguida por Ciro (PSB), com 14. Heloísa Helena (PSOL) aparece com 12% das intenções de votos, seguida por Marina (PV), com apenas 3%.

Qual é o ardil? Simples: de fato, Dilma ganhou mais seis pontos percentuais na atual pesquisa; porém, é errado querer fazer paralelos entre o levantamento divulgado domingo com o de agosto por um motivo lógico: no cenário anterior, Heloísa Helena era considerada candidata; no atual, não. Sendo assim, é normal que haja uma transferência de votos de Helena para outras legendas. Tendo em visrta a ideologia de esquerda comum entre PT e PSOL, entende-se perfeitamente o porquê de Dilma ser a maior beneficiada na história.

A gafe da Folha é tão exagerada que a própria matéria entra em contradição com a chamada da capa. Se a manchete principal diz que Cai a diferença entre Dilma e Serra com bases em paralelos entre as pesquisas de agosto e a atual, o texto do jornal, assinado por Fernando Rodrigues, diz que “É errado comparar o levantamento deste mês com o de agosto. Os cenários apresentados ao eleitor são diferentes“. (Leia a matéria completa aqui)

O que quero dizer, em síntese, é que se o jornal afirma ‘cai a diferença’, é preciso saber em relação a quê. Só nos resta crer que tudo parte de comparação com a pesquisa de agosto, metodologia tido como errada pela própria Folha.

E as provocações de Lula com isso? Leia post abaixo.

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