PT VAI EXPLORAR MORTES DE ENCHENTES. QUEM DIZ ISSO É MARTA SUPLICY, E COM SORRISO NOS LÁBIOS

Assistam ao vídeo que segue abaixo. É Marta Suplicy discursando durante uma  solenidade em comemoração aos 30 anos do PT. Prestem muita, mas muita atenção quando ela se refere a comparar governos.

“Esses trinta anos são trinta anos de luta. (…) Reconheço, aqui, vários rostos, várias pessoas que sofreram antes de ontem. Pois foi sofrido por (sic) alguns companheiros nossos na porta da prefeitura de São Paulo. Foram ESPANCADOS”.
Marta se referia à manifestação de alguns moradores de zonas alagadas no extremo leste de São Paulo. Alguns moradores de bairros afetados pelas enchentes empunhavam cartazes escrito “Serra e Kassab assassinos” e, a certa altura, resolveram atirar pedra contra os PMs que faziam a barra de contenção. Resultado: a polícia revidou. E estava certa! Não conheço, em nenhum país democrático no mundo inteiro, no qual a polícia apanha e fica calada. E adivinha quem orquestrou todo o burburinho na porta da prefeitura? Carlos Zaratini, deputado do PT! Isso Marta não fala.

“Eu concordo com essa estratégia de comparar governos. E, graças a Deus, o Fernando Henrique comeu a isca, ontem, que foi uma beleza. (…) Eu até entendo o sofrimento dele, de ver que ninguém quer ficar perto para defender o governo dele. Eu entendo o sofrimento dele, afinal, sou psicóloga”.
Entende o quê, cara pálida? Sua psicologia parece não ter assimilado que foi o governo FHC o responsável pela queda da inflação de 2500% ao ano para 5%. Mais: derrubou o custo de vida de 20% para 0,5%, recolocou o Brasil na rota dos investimentos, reestruturou os bancos, desinchou a máquina pública, viabilizou a expansão das linhas telefônicas, deu início ao Bolsa Família… “Ah, mas Lula fez muito mais!” Claro! Fez porque encontrou uma administração eficaz, um governo em plena fase de recuperação econômica e ingresso no mercado mundial. Se Lula está na casa dos 80% de aprovação, deve-se isso ao fato de ter seguido as regras do jogo de Fernando Henrique.

“Se quiser comparar biografia, eu vou adorar comparar a biografia do Serra com a biografia da Dilma. É uma comparação boa pra nós”,
Pois é. Enquanto Serra se refugiava no Chile, Dilma lutava contra a ditadura aqui no Brasil. Ela pertencia ao VAR-Palmares – uma guerrilha urbana que recorria às armas para consolidar seus ideais: a implementação da ditadura do comunismo no Brasil. Foi essa gente, inclusive, que assaltou o cofre de Adhemar de Barros.

“A Dilma está lá há 7 anos com uma responsabilidade gigantesca [ser chefe da Casa Civil], sabendo o que tem que fazer. [Ela] não é nenhuma louca radical”.
A responsabilidade gigantesca de Dilma ignorou completamente os riscos à propriedade privada, à liberdade cultural-religiosa e ao bom senso jurídico quando permitiu que o Plano Nacional de Direitos Humanos versão 3.0 ir à sanção do presidente com todos esses absurdos. Mas tudo bem… O louco radical sou eu.

“A capitalização dos bancos nacionais foi o que permitiu o ‘Minha Casa, Minha Vida’”.
A capitalização dos bancos nacionais é inegável; mas, o “Minha Casa, Minha Vida” é uma farsa. Nem 40% do prometido sequer já está em fase de conclusão. Esse programa é mais uma mentira do PT, bem como o PAC, que investe menos de 30% do previsto para andamento das obras. E a desculpa? Simples: é culpa do TCU – como Lula vive a dizer – que é rigoroso demais no gasto do dinheiro público e, quando vê algum sinal de irregularidade, vejam que absurdo!, determina a paralisação da obra.

“As empresas privadas não têm do que reclamar, pois se internacionalizaram com a política econômica do Lula”
Quem te viu, quem te vê, hein? Um dos partidos que mais fazia apologia ao calote da dívida externa, hoje, se gaba do fato de as empresas brasileiras conquistarem mercados externos.
Só há uma mentira aí: a política econômica responsável por esse cenário não é do Lula, mas, sim, de FHC. Lula apenas a manteve.

“Ela [Dilma] tem conteúdo e vai dar um chapéu no Serra”.
De fato. Os conteúdos repletos de anacolutos de Dilma dão chapéu em qualquer um.

“E aqui, no governo do Estado [de São Paulo] (…), eu estava vendo o panorama (…) e eu senti a mesma brecha há 10 anos atrás (sic), quando eu fui candidata. Eu olhei e falei: ‘meu Deus, dá pra ganhar’ (…). É uma oportunidade histórica que nós temos aqui. (…) Porque a gente sempre fala e na última campanha a gente falou muito: ‘eles estão desgastados’. Mas na última campanha [ao governo estadual], em que Aluísio foi candidato, a situação era muito mais difícil, minha gente. Era muito mais complicada. A GENTE ESTAVA COM O MENSALÃO NAS COSTAS, o Lula não estava numa situação como está agora, de 80% [de aprovação]. Era uma situação muito mais difícil”.
Bem, aqui vemos a ex-prefeita afirmando que houve, sim, o mensalão – episódio que até hoje Lula se nega a reconhecer existência. Como vemos, Marta Suplicy justifica a derrota para o PSDB por problemas éticos internos do PT. Veja bem: o que o PSDB explorou, à época, foi a bandalheira em que se transformou o PT e os escarcéus protagonizados pelo partido. Enfim: apenas implicações partidárias. Mas vejam o que diz Marta, a seguir, sobre qual será o alvo político do qual o PT se aproveitará.

“Eles (PSDB) não estavam com desgaste que têm hoje. Não tinha enchente na capital, NÃO TINHA MORTE NO ESTADO INTEIRO (…). Chegou a hora. Nós vamos ganhar no Estado e nós vamos ganhar a presidência da República com a Dilma Rousseff”.
Até o próprio Lula chegou a dizer que as mortes ocorridas em razão das enchentes não têm cor partidária. Mas para o PT isso não importa. Se os pobres que o partido tanto defendem perderem suas casas registrarem mortes de parente, melhor ainda. Vão poder usá-los para propaganda política. Esse é o PT: surfa na desgraça alheia para se perfazer politicamente. Notem que, em 2006, o PSDB se usou de escândalo político. Agora, o PT quer usar mortes. Reparem no vídeo o momento em que ela fala “não tinha morte no Estado inteiro”. Até um sorriso desponta em seus lábios.
Se se recorrer a esse recurso, espero que as mortes ocorridas em cidades cuja administração é do PT também sejam exploradas. O PT é assim mesmo: pobre bom é pobre mais pobre ainda.
É o partido dos dois discursos. Como explicar que a mesma Marta Suplicy aí do vídeo apelou a cogitações sobre a vida conjugal do prefeito Kassab para conquistar votos. A mesma Marta que é conhecida como uma das grandes defensoras do movimento GLS tentou colar a pecha de homossexual em Kassab, como se isso foi um fator contra um governante e à sua reputação.

Jogo sujo!

Pra essa gente, só não vale atacar do calcanhar pra baixo.

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