DATAFOLHA: DILMA SE APROXIMA DE SERRA. E OS TUCANOS PERMANECEM INÉPCIOS!!!

O desastre tucano na forma de conduzir a não-pré-candidatura de José Serra à Presidência da República já começa a receber faturas cobrando um alto preço. Os números trazidos pela pesquisa do Datafolha indicam que o poste de Lula, Dilma, começa a ser mais reconhecido(a) como sua candidata: 59% dos entrevistados afirmam ter ciência de que a ministra está no páreo pelo Planalto. Antes, esse índice era de 52%. Isso indica o magnífico resultado da descarada campanha eleitoral antecipada, com Lula levando a ministra aos quatro cantos do País, até mesmo para inaugurar promessa.

Primeiro turno
José Serra, em janeiro: 32%; em dezembro: 37%. (-5 de variação)
Dilma Rousseff, em janeiro: 28%; em dezembro: 23%. (+5 de variação)
Ciro Gomes, em janeiro: 12%; em dezembro: 13%. (-1 de variação).
Marina Silva, em janeiro e em dezembro: 8%. (Permanece estável).

Segundo turno
José Serra, em janeiro: 45%; em dezembro: 49%. (-4)
Dilma Rousseff, em janeiro: 41%; em dezembro: 34%. (+7).

Matemáticas tucana e petista
Levando em consideração a margem de erro da pesquisa, dois pontos percentuais para mais ou para menos, vários cenários podem ser desenhados. Basta brincar com os números para, em um passo, deixar Serra disparado à frente de Dilma ou, se não, colocar ambos os candidatos numa margem de empate técnico. Nada é; tudo significa, como diria Joseph Roth.

Para dar vantagem ao tucano, basta acrescentar dois pontos a mais a seu atual índice, deixando-o com 34% das intenções de voto; e tirar outros 2% da petista, a deixando com 26%. A diferença seria de 8 pontos percentuais. Como é lindo o mundo das hipóteses, não?

Ou, se for para dar um desassossego a Serra, que lhe sejam debitados dois pontos, o que o deixaria com 30% das intenções de voto; e elevar a pontuação de Dilma à mesma proporção, o que a deixaria exatamente com o mesmo índice do tucano, 30%. Empate técnico.

Basta fazer essas mesmas contas aplicando-as ao segundo turno para ver como a inépcia tucana favorece o PT. Se a coisa continuar assim, Dilma não dará chapéu nenhum em Serra, como já profetizou Marta Suplicy (ver posts abaixo). Será gol-contra do próprio PSDB.

Disputa sem Ciro Gomes
José Serra, em janeiro: 38%; em dezembro: 40%. (-2)
Dilma Rousseff: em janeiro: 31%; em dezembro: 26%. (+5)
Marina Silva: em janeiro: 10%; em dezembro: 11%. (-1)

Aqui, o tucano começa a ser ameaçado justamente no cenário que lhe era mais favorável. Se comparar pesquisas distintas, feitas por institutos diferentes, fosse cientificamente válido, veríamos, por exemplo, que, pelos números do Ibope revelados em janeiro, Serra estava à frente de Dilma com uma vantagem formidável de 13 pontos percentuais. Hoje, no Datafolha, esse índice despencou para 7 pontos.

Satélite, poste, avatar, espelho, sombra; ou: como mais definir Dilma?
O avanço de Dilma nas pesquisas ainda é rodeado por algumas incógnitas sobre sua capacidade política. Dilma é um satélite de Lula. Não tem luz própria. Cabe questionar, inclusive, sua capacidade de gerenciamento. O PAC, programa sob sua responsabilidade, é um mote para questionamentos. Em três anos, menos da metade das obras previstas no programa estão concluídas – apenas 40%. Isso, em média anual, equivaleria a uma execução de 13,4%.

No fim de janeiro, o repórter Lúcio Vaz, do Correio Braziliense, revelou que os números PAC estão superestimados em, pelo menos, R$ 106 bilhões. Transcrevo abaixo, em azul, trecho da reportagem publicada pelo jornal.

Estão maquiados os valores dos investimentos citados na cartilha PAC nos estados, divulgada no site da Presidência da República. Somando os recursos a serem aplicados em cada estado de 2007 até este ano, o total do país chega a R$ 672 bilhões. Mas esses números estão inflados. Na realidade, o valor dos investimentos não passa de R$ 566 bilhões – uma diferença de R$ 106 bilhões. Essa distorção ocorre porque, nos chamados empreendimentos regionais, que envolvem mais de uma unidade da Federação, o custo de uma obra é computado várias vezes, sendo registrado integralmente em cada um dos estados beneficiados. (Leia mais aqui).

A volta por cima
É claro que, se quiser, José Serra pode ganhar as próximas eleições. Atributos para isso não lhe faltam: ainda não está fazendo campanha – ao contrário de sua adversária –, não desfruta de números enganosos para exibir à revelia, não é satélite de ninguém e conta com sua própria luz, não precisa de ninguém para lhe transferir votos – já os tem, pura e simplesmente devidos à sua gestão no estado de São Paulo –, e, finalmente, não coleciona uma carteira de desastres em estatais. Nesse campo, seu partido privatizou com vistas ao interesse público (ou alguém no Brasil ainda declara o telefone no imposto de renda?); no caso do PT, a privataria da Eletrobras, se me permite Elio Gaspari, torna mais ricos os companheiros do partido.

Os tucanos estão nus. Só está faltando uma criancinha chata e impertinente berrar isso para o partido.

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