SKAF E MST. SKAF E MULHERES CAMPESINAS. SKAF E A REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO. TUDO A VER!!!

Começa a ganhar côro a candidatura de Paulo Skaf, presidente da Fiesp, ao governo do estado de São Paulo pelo PSB – Partido Socialista Brasileiro. No entanto, algumas coisas ainda me causam estranheza. Como explicar o presidente de uma entidade industrial patronal sendo candidato a cargo político por um partido socialista?

Não, a coisa não é brincadeira. Ciro Gomes sinaliza cada vez mais sua pretensão de embaralhar o jogo político na esfera nacional, deixando a disputa pelo governo paulista nas mãos de Skaf. O neosocialista já chegou até mesmo a contatar Duda Mendonça para sua provável campanha.

Foi-se o tempo em que se procurava partidos políticos por identidade ideológica. Não consigo imaginar Skaf lendo Lenin, e imiscuindo em seu círculo de convivência – o mais alto empresariado paulista – a socialização dos meios de produção. Mais: a democratização das relações de trabalho. Que diabos é esse? Sei lá como seria um processo de “democratizar as relações de trabalho”! Mas é o que se lê no estatuto do PSB. Está lá, cravado, em ipsis litteris, no capítulo 1 e artigo 1:

III – socializar os meios de produção considerados estratégicos e fundamentais ao desenvolvimento, social, cultural e da democracia, e a preservação da soberania nacional;
IV –
democratizar as relações de trabalho;

Ah, mas é óbvio que não pára tudo por aí. Fico cá com meus botões a especular o discurso de Paulo Skaf para seus funcionários, em sua indústria têxtil. Como todo bom patrão, nosso neosocialista emancipar os trabalhadores. Mas emancipar do quê? Também não sei. Talvez seja da obrigação de… trabalhar!!! Os esquerdistas são assim mesmo. Vivem, por exemplo, a pregar a redução da jornada de trabalho – algo contra o qual a Fiesp vem se posicionando duramente. Mas e Skaf com isso? Tudo a ver. Está lá no estatuto do seu partido, no primeiro capítulo, artigo segundo:

e) apoiar os movimentos pela integração latino-americana, na perspectiva da emancipação dos trabalhadores, e todas as ações que contribuam para a paz, o respeito à autodeterminação dos povos e a eliminação de relações de subordinação ou espoliação entre países e nações e por parte de grupos econômicos transnacionais.

Mas, vejam que curioso!: neste fim de semana, Paulo Skaf escreveu um artigo para Folha no qual condenava veementemente a redução da jornada de trabaho, provando, inclusive com números, que tal medida quando adotada no passado não criou uma vaga de emprego sequer. Corolário: Skaf infringiu um dos preceitos do PSB na luta contra a tal emancipação dos trabalhadores. Precisa ser advertido ou expulso imediatamente. Leandro Vieira que diz isso? Não. Está no estatuto do partido, no seu capítulo três e artigo nono:

Art. 9º O filiado que infringir os princípios programáticos e estatutários, ferir a ética partidária ou descumprir as decisões tomadas democraticamente nos congressos do Partido, estará sujeito a uma das seguintes medidas disciplinares:

a) advertência escrita interna;
b) suspensão do direito de voto nas reuniões internas;
c) censura pública;
d) suspensão por até 12 (doze) meses;
e) destituição de função em cargo partidário;
f) cancelamento de filiação; e
g) expulsão.

Skaf teria alguma ideologia siamesa à do MST? Vamos capítulo oito do estatuto:

Art. 43 – São órgãos de representação do PSB:

a) a Juventude Socialista Brasileira (JSB);
b) a Coordenação do Movimento Sindical;
c) a Coordenação dos Movimentos Populares;
d) a Coordenação de Defesa de Interesse de Raça e Etnia;
e) a Secretaria das Mulheres;
f) a Coordenação de Defesa de Interesse das pessoas com deficiência.

Pois bem. Integram o CMP (Central de Movimentos Populares) os seguintes movimentos: UNE (União Nacional dos Estudantes), UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas), MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra), MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens), MPA (Movimento dos Pequenos Agricultores), PJB (Pastoral da Juventude do Brasil), MMC (Movimento de Mulheres Camponesas), MTD (Movimento dos Trabalhadores Desempregados), Movimento Consulta Popular, Coalizão Moradia – DF, Movimento dos Catadores de Lixo Reciclável, MNDH (Movimento Nacional de Direitos Humanos), Vida e Juventude, Rede de Educação Cidadã, Liga Brasileira das Lésbicas e o MNMMR (Movimento Nacional Meninos e Meninas de Rua).

Eu ainda estou tentando digerir o tanto de “verde” (by Dilma) que essa gente aí de cima come. E me refiro àquele verde que colore os pastos mesmo. Vejam que está dentre tantas siglas: MST e Mulheres Campesinas. Skaf seria simpatizante dessa turba? Não consigo vê-lo esmurrando a mesa da presidência da Fiesp para defender, por exemplo, a derrubadas de pés de laranja.

A íntegra do estatuto do PSB pode ser lida aqui.

Anúncios
SKAF E MST. SKAF E MULHERES CAMPESINAS. SKAF E A REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO. TUDO A VER!!!

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s