O PT ODEIA SÃO PAULO

O Estado de São Paulo não quer saber do PT nem no governo estadual e nem na Presidência da República. Não sei se é por essa razão, mas o partido, descaradamente, vem assumindo uma verdadeira ojeriza contra os paulistas. Aversão mesmo.

De janeiro a fevereiro, choveu na capital do Estado como nunca chovera antes. Pessoas morreram, perderam suas casas… E o que fez o PT? Colocou as vítimas desse episódio no centro de um palanque político a fim de usá-las para nutrir as falanges do ódio contra o Estado. Menosprezou a situação dessas famílias reduzindo-as unicamente aos interesses político-eleitorais do partido. Não vi petista indo a São Bernardo do Campo, a Osasco, a Suzano, a Guarulhos, a Carapicuíba e nem a Francisco Morato para coletar moradores e levá-los em frente à prefeitura de suas cidades, semelhante ao que fez em São Paulo, por exemplo. Por quê? Simples: todas essas cidades são administradas pelo PT. O povo desses municípios não pôde contar com a voz do PT para representá-lo. Esses pobres têm um grave defeito: não são governador nem pelo DEM e nem pelo PSDB.

Os petistas gostam mesmo é dos seus asseclas. O povo que se dane. Para essa gente, as pessoas têm valor só se forem pobres, morarem em casas que ficam submersas pelas enchentes e, claro, desde que tudo isso ocorra em algum lugar cujo governo não seja de ninguém do PT.

Marta Suplicy, com sorriso nos lábios, já disse abertamente que nessas eleições Dilma vai passar “um chapéu no Serra”, porque, agora, morreu gente por causa das chuvas em São Paulo. Traçando um paralelo com o ano de 2006, Marta disse: “Eles (PSDB) não estavam com desgaste que têm hoje. Não tinha enchente na capital, NÃO TINHA MORTE NO ESTADO INTEIRO (…). Chegou a hora. Nós vamos ganhar no Estado e nós vamos ganhar a presidência da República com a Dilma Rousseff”. Vocês podem assistir ao vídeo da fala aqui.

Agora, eis que surge Dilma Rousseff no mesmo palanque que Maria Izabel Noronha, a Bebel, presidente da Apeoesp, sindicato dos professores do Estado de São Paulo. Bebel já comandou duas manifestações criminosas na cidade. Em uma delas, agitou sua turma para ir até o Palácio dos Bandeirantes para “quebrar a espinha dorsal” do governo Serra. Apesar de saber que as imediações do palácio são consideradas área de segurança – logo, manifestações ali são proibidas –, a valente levou sua cambada para lá. Corolário: a PM montou um cordão de isolamento. E os nefandos bateram nos policiais. Uma policial militar levou uma paulada no rosto! Vários outros PMs foram feridos. “Tá, mas e Dilma com isso?”. Simples: dias atrás, a candidata do PT chamou Bebel de “querida” e “irmã nossa”, durante uma solenidade em São Bernardo do Campo. Eis aí o apreço de Dilma por São Paulo: manifesta apoio explícito a uma mulher que incentiva agressão a policiais, trava por dois dias o trânsito na região da Paulista, quer acabar o plano do governo estadual que prevê aumento salarial para o professor de acordo com sua ascensão profissional, quer liberar geral faltas para professores, protagoniza um episódio cujo saldo são crianças sem aula há quase um mês. Em suma: Dilma chama de sua irmã uma mulher que está afundando com a Educação em São Paulo.

Já Mercadante, também do PT, não contente em dar seu apoio a Bebel, resolveu estender sua mão também a quem pretende paralisar a Polícia Civil do Estado. Mais: em seu twitter, o senador também deu corda ao grevismo nos presídios e na Saúde. Conclusão: Mercadante quer que as crianças de São Paulo fiquem sem aula, que os doentes de São Paulo morram e que a população fique â mercê de rebeliões nas cadeias. É muito amor para com os paulistas, não?

Hoje, leio na Folha o que segue:

Na superfície parece estar tudo resolvido, mas nos bastidores há muita disputa e divergência sobre o que fazer com Dilma Rousseff nos próximos três meses de pré-campanha (…) Para efeito externo, divulgou-se que Dilma e Lula estarão no Rio num evento público a ser divulgado. A decisão não foi simples. Alguns dos presentes achavam que a petista deveria estar em São Paulo.
Entre as opções foi pensado um grande encontro com prefeitos, uma visita a área degradada pelas enchentes de janeiro na capital paulista ou até uma passagem pelo chamado “buraco do metrô”, onde ocorreu um desabamento em 2007 numa das estações em obras.
Seria uma provocação clara de Dilma para questionar a capacidade administrativa tucana.

Eis aí a consideração que o PT mantém por São Paulo: quer usar a morte de gente vítimas de um dos piores períodos de chuva da história da cidade e a cratera do metrô, que também deixou mortos. Serra determinou que seja tudo minuciosamente investigado para que os responsáveis pela tragédia das obras sejam punidos. Com relação a isso, não houve meias-palavras por parte do governo. Já com relação ao apagão do Lula, hummm… À época, a culpa foi da chuva, segundo discurso oficial. Relatório divulgado recentemente pela Agência Nacional de Energia Elétrica prova que as causas de 18 estados ficarem às escuras são os equipamentos obsoletos de Furnas, falta de manutenção e de investimentos (cadê o PAC?) e falha operacional.

O PT odeia São Paulo. Mas, ainda bem, a recíproca parece ser verdadeira.

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