QUEREM COMPARAR GOVERNOS? ENTÃO VAMOS LÁ

Por que uma discussão que se propõe a comparar governos não pode ser pautada exclusivamente pela economia? Porque nem só de economia sobrevive um País. Um Estado é muito mais do que isso. É também, direta ou indiretamente, a ideologia de quem o governa.

O PT almejava chegar ao poder para impor sua agenda gramsciniana de forma transversal à sociedade. Depois da eleição de Lula, o partido tentou imiscuir seus anseios no governo, mas muitas vezes foi podado – sabiamente, diga-se de passagem – pelo próprio Lula. O Plano Nacional dos Direitos Humanos III é o mais descarado exemplo disso (voltarei a alguns pontos desse programa mais adiante). E sempre é bom lembrar: essa estrovenga foi redigida por Paulo Vanucchi com a anuência de Dilma Rousseff  — ambos do PT e ex-integrantes de grupos terroristas cujos delírios se resumiam tão-somente à implementação de uma ditadura comunista no Brasil.

Querem comparar governos? Então ok. Mas vamos estender isso a todas as franjas do PT. Querem eleger Dilma Rousseff? Então tratemos de colocar alguns pingos nos is.

Há dois anos, quando Hugo Chavez fechou a RCTV, apenas dois partidos brasileiros emitiram nota de apoio ao bochechudo: o PSOL e o… PT! Isso mesmo. À época, isso não teve grande repercussão no Brasil – o que lamento. O PSOL soltar nota oficial, no atual contexto, é irrelevante; mas o PT se prestar a fazê-lo, aí a conversa tem peso um pouco diferente. Hoje, o PT é o maior partido do País e é o eixo de sustentação da coligação partidária do governo. Daí, pergunto: num hipotético governo de Dilma Rousseff, como o PT se permearia no que tange à liberdade de expressão? Eis uma incógnita.  Com Lula, o PT deixou de apitar muito. O presidente tem identidade própria, história própria, luz própria — o que faz dele um ser independente da ideologia de seu partido. O mesmo não se pode dizer de Dilma. Quem é ela no PT? É uma estranha! E é justamente aqui que vai o pulo-do-gato: num governo Dilma Rousseff, o PT encontrará todas as brechas que não teve com Lula para impor seus delírios. Hoje, não existe petismo, existe lulismo. Se o protagonismo do presidente ofusca as intenções do partido, o sem-brilhantismo de Dilma servirá para trazê-las ao tabuleiro, uma vez que a ex-ministra pode se tornar refém das vontades político-partidárias do PT para conquistar a famigerada governabilidade. (Perdão pelo o excesso de “ismos”, hehe)

Se o PT aderiu à economia de mercado, regrediu político-ideologicamente seus estatutos no que se refere à consolidação da democracia. Basta observar as convenções do partido para notar que seus asseclas voltam a trazer ao jogo as idéias mortas de partido dirigente e democracia burguesa, ambos conceitos cruciais em um ambiente anti-democrático. Sim, o PT flerta com totalitarismos; e um indício disso pode ser encontrado em sua própria história.

Em 1992, a revista oficial do PT – não sei se ainda existe – publicou um editorial no qual chamava o regime castrista de Cuba de ditadura, e tal era inaceitável. Hoje, um texto com esse apelo circular dentro do PT é praticamente impossível. Antes, o partido tinha em seus quadros pessoas com identidade política social-democrata, ambiental, religiosa, conservadora, libertária, dentre outras. Esse misto, atualmente, já não pode ser mais encontrado nas franjas do partido. Se há, o atual aparato partidário não lhes dá voz. Atualmente, apenas duas correntes dão o tom dentro do PT: a sindical e a castrista – até os petistas defensores da teologia da libertação, na qual se encaixa o MST, perderam espaço e viram sua influência diminuir substancialmente. Quem manda no PT, hoje, é a infra-estrutura partidária que anda de braços dados com ideologias equivalentes ao comunismo. E isso é proporcionado, em especial, pelo movimento de emergência do chavismo na América Latina e suas alianças.

E onde essas evidências podem ser encontradas? Aponto: a idéia de controle social das mídias é do PT e está impressa no Plano Nacional de Direitos Humanos III. E aí há um agravante: a partir do momento em que os anseios totalitários do partido saem de suas convenções e vão aos ministérios, a coisa já passa a ser plano de governo. Em outras palavras: sim, eles querem calar a imprensa oficialmente. Mais: usando a estrutura política do País para viabilizá-lo. E isso pode se concretizar. Repito o motivo: o próximo governo não será de Lula, pode ser de alguém que dependa exclusivamente do PT para sobreviver politicamente – acho que vocês sabem de quem estou falando. Dilma não tem a autonomia que Lula tem em relação ao seu partido.

Esse mesmo PNDH, confeccionado nos porões do Partido dos Trabalhadores – nunca é demais enfatizar – também queria suprimir os direitos do produtor rural. Vejam que coisa: estava previsto lá que o invasor de terras passaria a decidir junto com o juiz se ele deixa a terra ou não! Ou seja, o juiz perde a oportunidade de conceder reintegração e posse. A política rural que faz com que o Brasil tenha um dos alimentos mais baratos do mundo corre sério risco se as intenções do PT virarem realidade. Há ainda outras aberrações contidas nessa joça. Basta lê-la.

Só porque Lula garante uma estabilidade econômica, todas esses aspectos anti-democráticos são deixados de fora quando se faz as tais comparações de governo. Eu não os deixo.

Quem quer calar a imprensa é o PT de Dilma e de Lula, não o PSDB de Serra.

Quem quer acabar com a produção no campo é o PT de Dilma e de Lula, não o PSDB de Serra.

Quem quer reduzir o poder de julgamento dos juízes é o PT de Lula e de Dilma, não o PSDB de Serra.

Quem apóia fechamento de canais de rádio e TV é o PT de Dilma e de Lula, não o PSDB de Serra.

Quem cala frente a morte de prisioneiros de Cuba em razão da greve de fome que fazem é o PT de Dilma e Lula, não o PSDB de Serra.

E aí? Querem comparar governos?

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