SERRA E DILMA EMPATAM NA PESQUISA DATAFOLHA

Depois de divulgadas as pesquisas do Ibope e do Vox Populi – ambas trazendo Dilma Rousseff à frente de José Serra -, o Datafolha traz, na pesquisa divulgada hoje pela Folha, os candidatos Serra e Dilma empatados tecnicamente. Segundo o levantamento, o tucano tem agora 39% das intenções de voto, contra 38% da petista. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Marina Silva aparece em terceiro lugar, com 12%.

Leiam o texto de Fernando Rodrigues. Volto depois.

Depois das convenções que oficializaram suas candidaturas à Presidência e às vésperas do início oficial da campanha eleitoral, José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) estão tecnicamente empatados, segundo pesquisa Datafolha realizada ontem e anteontem em todo o país.

O tucano tem agora 39%, contra 38% de Dilma. Marina Silva (PV) aparece com 10%.

Entre os 2.658 entrevistados, 5% responderam que pretendem votar em branco ou nulo. Outros 9% disseram não saber. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

O quadro mostra pouca variação em relação a 20 e 21 de maio, quando Serra e Dilma tinham 37% e Marina, 12%.

Em junho, Serra concentrou aparições em programas de TV de 10 minutos do PSDB, do PTB e do PPS, partidos que o apoiam. Também teve alta exposição em propagandas curtas de rádio e TV dessas legendas.

Em maio, o levantamento foi produzido após Dilma Rousseff também estrelar propagandas do PT.

Em maio, 29% diziam ter visto algum comercial do tucano nos 30 dias anteriores. Agora, 50% responderam “sim” à mesma pergunta.

Já em relação a Dilma, em maio 37% diziam ter lembrança de comerciais da petista nos 30 dias anteriores à pesquisa. Agora, o percentual é próximo: 34%.

O PT usou vários horários regionais de sua propaganda partidária para manter Dilma em evidência em junho.

ESPONTÂNEA

Um resultado da maior exposição de Serra em junho fica evidente no levantamento espontâneo, quando os entrevistados dizem em quem pretendem votar sem ver uma lista de nomes.

Há um mês, o tucano tinha 14% na pesquisa espontânea. Subiu agora para 19%. Dilma estava com 19% e foi a 22%. Marina manteve 3%.

Nesse quesito, Dilma tem ainda potencialmente a seu favor os 5% que não sabem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não se reeleger e declaram voto nele.

Há também 4% inclinados a votar em quem Lula indicar e 1% no “candidato do PT”.

Serra manteve a maior rejeição, com 24% dizendo que não votariam nele de jeito nenhum, mas a taxa teve leve queda: era de 27% em maio. Dilma se manteve com 20% de rejeição. Marina tem 14%, mesmo índice anterior.

No cenário em que são incluídos os candidatos “nanicos”, o empate se mantém: Serra tem 39% e Dilma, 37%. Marina vai a 9%.

Apesar do empate, Dilma lidera quando o eleitor é questionado sobre a expectativa de vitória. Para 43%, Dilma será eleita, contra 33% dos que apostam em Serra.

Houve também estabilidade do cenário de eventual segundo turno. Serra aparece com 47% e Dilma com 45%. Em maio, o tucano registrou 45% contra 46% da petista.

Dilma continua tendo suas melhores taxas no Nordeste, onde subiu de 44% para 47%, e Norte/Centro-Oeste, onde foi de 40% para 42%.

Já Serra está melhor no Sul, onde sua intenção de voto subiu de 38% para 50%, e no Sudeste, onde tem 43%, contra 40% de maio.

VOLTEI

Eu não brigo com resultado de pesquisa. Posso questionar metodologias – igual fiz com o Vox Populi -, mas aí já é outra história. O fato é que Serra já esteve bem mais à frente em pesquisas anteriores, mas perdeu impulso quando o PT deu início às inserções publicitárias – algumas ilegais, diga-se de passagem, caracterizando propaganda eleitoral antecipada. Em junho, o tucano também protagonizou comerciais do PSDB, PPS, DEM e PTB, mas a recuperação de sua margem ainda permanece periclitante frente à ascensão de Dilma.

Deve-se à subida da anacoluta candidata, em sua maior parte, o potencial de transferências de voto de Lula. Mas, nota-se, esse artifício também começa a se esgotar. E uma prova disso veio nas últimas pesquisas do Ibope e do Vox Populi. Os dois institutos divulgaram números parecidos: Serra com 35% das intenções de voto e Dilma com 40%. A diferença de cenários se deu nos números do segundo turno. Enquanto no Ibope Dilma vencia com uma diferença de sete pontos (45% a 38%), no Vox, que fechou seus resultados após o Ibope, essa diferença caía para quatro pontos: Dilma com 44% e Serra com 40%.

Serra ainda pode voltar a liderar? Sim, claro. A chegada de Índio de Costa pode ajudar os tucanos a chamar a atenção da fatia mais jovem do eleitorado. Há ainda o fato de o deputado ter sido o relator do projeto Ficha Limpa, que mobilizou a sociedade. Mas Dilma também pode crescer. Não por luz própria, claro; nem dela e nem de seu vice, Michel Temer; mas, sim, por causa de Lula. Boa parte da população está mesmo disposta a crer que a soma dos ângulos internos de qualquer quadrilátero é 500 graus. Basta Lula mandar, que eles se ajoelham.

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