LULA NÃO SE LICENCIARÁ PARA FAZER PROPAGANDA DE DILMA. MANDARÁ AS LEIS PARA O DIABO NO CARGO DE PRESIDENTE MESMO

Diretamente da África, continente onde visitou ditadores com a mesma sem-cerimônia que se visitaria Gengis Khan num chá da tarde – claro, se ainda fosse vivo –, Lula avisou muito contundentemente que não tirará licença da Presidência da República para fazer campanha a Dilma Rousseff. Declarou ele: “Se eu um dia tivesse pensado em me afastar da Presidência para fazer campanha, eu me afastaria da Presidência para ser candidato a alguma coisa. O cargo de presidente é o cargo mais importante do país. Seria leviandade a gente achar que pode abdicar de um dia de um mandato de presidente para fazer alguma coisa que seja inferior a ser presidente da República. Ou seja, eu não abdicaria disso em hipótese alguma. Eu sou presidente da República até a meia-noite (de 31 de dezembro). Na verdade, só vou passar a faixa às 10h do dia 1º (de janeiro, data da posse do novo presidente). E até lá eu sou presidente da República. Não há nada mais importante na minha vida do que governar o Brasil até o dia 31 de dezembro”.

Há quem caia nas artimanhas retóricas de Lula. Eu não caio. Para isso, não é preciso fazer-se passar por Nástienka, personagem de Dostoievsky em Noites Brancas que nunca entende o que seu pretendente fala, obrigando-o sempre a repetir seu discurso de uma forma mais didática. Não que Lula fale difícil. Nada disso. O pulo-do-gato não está no fato de compreender tão-somente suas palavras. Transcende isso: quando se fala de Lula e do PT, é necessário destrinchar o pensamento dessa gente. Já chego lá e vocês vão entender o porquê digo isso.

O Lula que nega categoricamente a possibilidade de tirar licença do cargo é o mesmo que carrega nas costas seis multas impostas pelo Tribunal Superior Eleitoral por fazer propaganda eleitoral antecipada em favor de sua criatura, Dilma. Não bastou mudar o penteado, a aparência de mal humorada, diminuir os tecnicalismos de suas falas e fazê-la um ser mais tolerante aos próximos (nunca mais ouvimos aqueles tradicionais “minha filha, você não entendeu, benzinho”), foi – e pelo andar da carruagem, ainda é – necessário pender descaradamente para o campo da ilegalidade.

Como não se bastassem as punições impostas pelo TSE – e de fato não foram o bastante –, Lula, de uma forma que não poderia ser mais chançosa, mandou a lei eleitoral para o quinto dos infernos. Em discurso proferido a sindicalistas em São Paulo em março, o garoto propaganda de Dilma disse aos presentes: "Não adianta vocês gritarem nome [de Dilma] porque eu já fui multado pela Justiça Eleitoral em R$ 5.000 porque me disseram que eu falei um nome de uma pessoa. Então, para mim, não tem um nome. (…) Se eu for multado [novamente], vou trazer a multa para vocês. Levanta a mão aí quem vai pagar a multa…”

Pois é. Não foi a primeira vez que Lula se colocou acima das leis a fim de satisfazer seus anseios partidário-político-eleitorais. Os pareceres do Tribunal de Contas da União que recomendaram paralisações em obras do PAC por suspeita de irregularidades, por exemplo, também foram alvo do desdém de Lula. Sem poder ser mais vigarista, falou que limites precisavam ser impostos à atuação dos ministros da corte. Isso mesmo: Lula, por entender que as determinações do TCU iam de encontro ao andamento do PAC – e, por conseguinte, atrapalhando sua intenção de mostrar Dilma como a gerentona de tudo – resolveu estampar um bota nos fundilhos do tribunal, conferindo-lhe uma pecha com inflexão a uma espécie de anti-nacionalismo.

Lula não vai se licenciar? Grande coisa! Isso é indiferente. Só mesmo os bocós crêem que ele não voltará a transgredir as leis em prol da promoção eleitoral de sua criatura. Até o momento, Lula é hexa campeão em multas aplicadas pelo TSE. Todas pelo mesmo motivo. As cifras das penalidades já somam R$ 43 mil. É muito? Não é nada! Promover a figura de Dilma saiu mais barato que os R$ 157 milhões declarou que pretende gastar durante toda campanha. Tudo à custa da máquina pública.

Lula não se licenciará? Claro que não! Pra descumprir as leis e mandá-las para o diabo não é necessário deixar o cargo.

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