TSE É RIGOROSO COM A IMPRENSA. OK. QUE SEJA COM LULA TAMBÉM

A Lei Eleitoral é rigorosíssima com os veículos de comunicação. Um exemplo disso é como a rádio Jovem Pan AM deve proceder em toda santa eleição para fazer uma simples enquete com seus ouvintes. Quem quer participar, liga para a redação e diz ao vivo em quem pretende votar. A fala do eleitor deve se resumir tão-somente à sua identificação (nome, sobrenome e cidade de onde fala) e o nome de seu candidato. Nada mais. Caso um ouvinte mais saidinho se atreva a falar “voto no Serra por isso” ou “voto na Dilma por aquilo”, a emissora pode ter parte de sua programação suspensa temporariamente.

O jornal Estado de Minas foi multado em R$ 7 mil por fazer SUPOSTA propaganda eleitoral antecipada. Em 10 de abril, o jornal publicou uma matéria sobre a ida de tucanos mineiros a Brasília para o lançamento da pré-candidatura de Serra. Nas ilustrações da reportagem, apareciam fotos de cartazes com os dizeres “Somos Aécio. Todos por Serra e Anastasia”. “Aécio Neves aponta o caminho: Minas agora é Serra”. “Nas montanhas de Minas, o caminho agora é Serra”. Na interpretação do TSE, do jeito que foi exposto o material, um crime eleitoral foi cometido.
Ode à subjetividade.

As emissoras de TV penam ao organizar um debate. São obrigadas a garantir espaços iguais a todos os candidatos. O resultado desse absurdo é sempre o mesmo: três ou quatro candidatos que têm o que dizer e mais oito que nada têm a dizer. O que Rui Costa Pimenta acrescenta a um debate? Plínio de Arruda Sampaio crê piamente que sua proposta de acabar com as escolas particulares vingue? Anaí Caproni (ela é candidata?? Nem sei) ainda quer abolir o cartão de ponto? O PSTU (ainda existe esse partido?) ainda anseia ver sangue de burguês vertendo na Avenida Paulista? É um desserviço à liberdade de expressão que estes senhores insignificantes ganhem a mesma importância de quem é realmente significante para o debate. É por isso que somos obrigados a assistir àqueles controles chatíssimos: pergunta, 30 segundos; resposta, 1,5 minuto; réplica, 1,65 minuto; tréplica, 1,9652145 minuto.

Todavia, se qualquer órgão de imprensa descuidar-se e escorregar em qualquer tópico das exigências eleitorais, ver-se-á em maus lençóis: o implacável TSE, se provocado, sempre estará com o martelo em riste, pronto para declarar um veredicto.

Se o rigor da corte é uma nuvem sempre presente sobre os meios de comunicação, é, de fato, uma aberração constatar que o mesmo não ocorre com Lula. Se o medo é que A ou B seja beneficiado em detrimento de outrem, como explicar, por exemplo, o que vai abaixo.

Por Rafael Moraes Moura, n’O Estado de S.Paulo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou discurso ontem, durante cerimônia oficial de lançamento do edital do trem-bala que ligará São Paulo, Campinas e Rio de Janeiro, para promover a figura da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff. Lula atribuiu a Dilma a responsabilidade pelo projeto do Trem de Alta Velocidade (TAV).

“A verdade é a seguinte: eu não posso deixar de dizer, aqui, que nós devemos o sucesso disso tudo que a gente está comemorando aqui a uma mulher. Na verdade, nem poderia falar o nome dela porque tem um processo eleitoral, mas a história a gente também não pode esconder por causa de eleição”, disse o presidente, em solenidade no Centro Cultural Banco do Brasil, sede provisória do governo. “A verdade é que a companheira Dilma Rousseff assumiu a responsabilidade de fazer esse TAV, e foi ela quem cuidou, junto com a Miriam Belchior, junto com a Erenice…”, continuou, sob aplausos de uma plateia de funcionários comissionados, políticos da base aliada e militantes.

Fico cá a pensar: se um jornal local como o Estado de Minas foi punido por, na visão do TSE, publicar  uma foto que pode influenciar na escolha do eleitor, qual seria a punição razoável a Lula por usar a máquina pública para promover sua criatura? Qual seria o veredicto compatível para um presidente da República que, no âmbito de suas funções, abusa descaradamente do poder para satisfazer desejos partidários? Qual seria a pena adequada a um cidadão que, neste sentido, é reincidente? Como punir um senhor que, publicamente, cospe na cara das determinações de um tribunal?

Lula é uma máquina de cometer ilegalidades. É um criminoso eleitoral, e, pelo jeito, não se envergonha disso; pelo contrário, parece feliz feito pinto no lixo quando está prestes a cometer uma afronta à lei. Notem que  antes de dar o chute definitivo nos fundilhos do bom senso, Lula avisa que vai fazê-lo. Na verdade, nem poderia falar o nome dela porque tem um processo eleitoral, mas a história a gente também não pode esconder por causa de eleição”. Depois, na maior sem-cerimônia, vem a banana (aquela, quando se curva o braço esquerdo até o punho ficar na altura do queixo e, depois, coloca-se o punho direito na dobra do braço esquerdo)  às leis: “A verdade é que a companheira Dilma Rousseff assumiu a responsabilidade de fazer esse TAV, e foi ela quem cuidou, junto com a Miriam Belchior, junto com a Erenice…”.

Que o rigor do TSE também seja visto em uma possível ação contra esse senhor.

O mentiroso
Além de jogar a Legislação Eleitoral na lata do lixo, Lula também deu de ombros à honestidade. O tal TAV (Trem de Alta Velocidade) ainda nem saiu do papel. Resume-se a um mísero papel. Não há ainda nada concreto com relação à construção do tal trem. Mas em prol de Dilma, Lula já dá a obra como largada. É aquela história: inaugura até promessa!!!

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