DILMA NO JN E NA GLOBONEWS

O desempenho de Dilma Rousseff nas entrevistas ao Jornal Nacional (TV Globo) e ao Jornal das Dez (Globonews) na noite de ontem foi ótimo. Não, não estou sendo irônico. Sim, de fato, Dilma saiu-se muito bem. Fez a lição de casa aplicadamente depois do fiasco no debate da TV Bandeirantes. No entanto, como era de se esperar, a candidata falou algumas asneiras. As entrevistas podem ser vistas na íntegra clicando aqui (Jornal Nacional) e aqui (Jornal das Dez).

Dilma abriu a entrevista ao JN afirmando que um dos requisitos que a torna mais bem preparada para governar este País é o fato de conhecer o Brasil de ponta a ponta. No entanto, nas considerações finais, acabou enfiando a Baixada Santista no Rio de Janeiro. Dada a tensão do momento, perdoa-se o relapso. O que não dá pra deixar passar é sua desculpa deslavada para justificar o baixo crescimento da economia brasileira se comparada aos nossos vizinhos da América do Sul e aos demais países dos Bric. Uma das razões, segundo a candidata, seriam os juros descontrolados quando o PT assumiu o governo. O que ela não disse foi que os juros estavam fora de controle por culpa de… Lula! Tanto foi assim que, à época, foi necessário confeccionar a famosa Carta ao Povo Brasileiro.

Quando provocada a falar sobre as opções do PT em fechar alianças com antigos arquiinimigos políticos – como a família Sarney, no Maranhão –, atribuiu tudo a uma falta de vivência política do partido. Em miúdos: disse que antes, como não era governo, distribuía mesmo pontapés nos fundilhos de quem bem entendia; agora, como situação, é preciso selar alianças com quem tem comprometimento com os mesmos anseios sociais. O curioso é notar que esses anseios não se concretizam como deveriam justamente no estado do Maranhão!

Na Globonews, Dilma asseverou que o preenchimento de cargos públicos tem de ser feito obedecendo a critérios técnicos “absolutamente estritos”. Defendeu, inclusive, que pontos políticos sejam levados em consideração para nomear funcionários; e acrescentou que também são necessárias transparência e exigência nos processos de seleção. Concluiu dizendo que o governo Lula segue essa regra. É realmente uma pena que nenhum dos jornalistas presentes tenha pedido à candidata que explicasse, então, o que deu errado nos Correios. A administração da empresa estava nas mãos de gente do PMDB, aliado do governo. Mais: insatisfeitos com a demissão sumária do antigo presidente, agora os peemedebistas trabalham nos bastidores para recuperar a sinecura.

Instada a falar sobre como será seu governo no âmbito das relações diplomáticas, Dilma afirmou que não compactuará nunca com qualquer violação aos direitos humanos. Também sustentou que não deve ser levado a sério um país que interprete opinião como crime. Apesar de afirmar isso timidamente, foi, até agora, o momento no qual a candidata deixou mais claro seu posicionamento sobre temas polêmicos do atual momento do Brasil e seu relacionamento com países como Irã, Venezuela e Cuba. Mas escorregou no tomate quando emendou: “acho que o presidente Lula, por toda sua trajetória de vida, vocês podem ter certeza, que também não concorda”. Ora, nunca é demais lembrar:

– Lula deu de ombros aos presos políticos de Cuba;
– Através do PT, em nota oficial, apoiou Hugo Chavez quando fechou o canal de TV RCTV;
– Lula ainda se mantém neutro com relação às Farc;

No geral, o desempenho de Dilma foi bem melhor do que vimos até agora. Mas, há de se considerar, ainda não foi submetida a questões polêmicas, como dossiês e Farc. Ainda não sei qual texto ela decorou para tal altercação.

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