MARINA, UMA FARSA

A apuração dos votos ainda não atingiu 60% em todo o País. Mas, apesar disso, já podemos verificar alguns cenários interessantes nos resultados obtidos até aqui. A candidata verde Marina Silva, por ora, aparece com 20,27% dos votos válidos. O resultado surpreende pelo o fato de Marina ter conseguido fazer-se entender! Aquele seu jeito meio angelical repleto de ternura que se usa de uma doce (e irritante) voz para vender conceitos grossos na forma e ocos no conteúdo parece ter seduzido muita gente. Vocês sabem: há quem não concorde com Dilma e Serra. Querendo demonstrar uma certa hubris sobre os demais, alguns acham que conseguirão isso metendo 43 na urna.

Se descartarmos aquela arenga contumaz do desenvolvimento sustentável de Marina e procurarmos outra bandeira, o que encontraremos? Ora, a dita “terceira via”, a “política do século XXI” (alguém já a avisou que estamos há 10 anos no século XXI?), a coalizão que pretende “governar com os melhores do PT e do PSDB”, etc. Pergunto: o que de concreto essas idéias trazem? Mais: como viabiliza-las? Ninguém se dá ao luxo de lembrar que o PV é um partido quase solitário e que Marina, essencialmente, ainda é petista. Suas variantes abstratas ideológicas podem partir de qualquer ponto etéreo, mas a chegada pode se dar em um, vejam que coisa, extremismo! Ainda falarei mais de Marina em outros posts. Pra mim, a verde foi uma das maiores fraudes destas eleições. Adiante.

Marina a que mais ataca os adversários. Como caiu nas graças de uma grande parte do eleitorado, começou a achar-se no direito de desferir pontapés contra tudo e contra todos. No último debate, da Globo, quis colocar Serra e Dilma lado a lado, como se fossem gêmeos de um mesmo projeto para o Brasil. Em suma, resumiu o  tucano e a petistas a “gerentes”. Há mais semelhança entre Plínio e Marina que entre Dilma e Serra. Pra falar de qualquer coisa – até mesmo de Mozart –, Plínio faz apologia ao “calote na dívida externa”; Marina, se auto-intitula como qualquer-coisa-do-século-vinte-e-um. Marina ataca os projetos de Serra e Dilma – dando-lhes a pecha de “promossômetro”, frutos de uma “idéia fragmentada do Brasil” – mas não diz quais projetos seriam alternativos. Aplicando um pouco de exegese, podemos chegar a conclusão que os planos de Marina não existem como projetos, mas, sim, como uma transfiguração: a da própria candidata! Enquanto os demais apresentam os projetos que têm, Marina SERIA o projeto, personificado.

MARINA, UMA FARSA

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