FORÇA A LULA! ELE AINDA NOS DEVE MUITAS EXPLICAÇÕES

Não integro o grupo dos que crêem que a doença torna uma pessoa melhor. Trata-se de um pensamento cruel com quem porta a enfermidade. Quanto mais profundo o sofrimento, quanto mais lancinantes forem as dores, caso escape do certame, melhor sairá o sujeito, rezam alguns. É uma tolice! A tricomoníase enfrentada por Mao Tse Tung não o fez menos cruel e assassino. O câncer de Hugo Chávez não o imacula de seu autoritarismo. Mao foi um tirano porque quis, mas não adquiriu tricomoníase por escolha. Chávez é um déspota porque sente prazer nisso, mas não contraiu câncer por lhe parecer prazeroso.

Acho condenável qualquer tipo de tentativa de traçar paralelos entre a doença do indivíduo com sua trajetória pessoal ou profissional. O PT fez isso comedidamente quando Dilma Rousseff, então candidata à Presidência, foi diagnosticada com câncer no sistema linfático. Dilma optou por disputar uma eleição porque quis, mas sua doença no linfoma não foi adquirida por seu desejo. Doença não se escolhe! Eis o motivo por que mando às favas qualquer discurso cujas veredas me convida a fazer hagiografias de quem está enfermo: doenças não tornam ninguém melhor e nem pior!

Como já foi amplamente noticiado, o ex-presidente Lula está com câncer na laringe. Segundo os médicos, o tumor pode ser removido. Até o momento, não há metástase. Melhor assim! Desejo, sinceramente, plena recuperação a Lula. Combato suas idéias, não sua pessoa.

No entanto uma coisa pode despontar no horizonte: uma espécie de glorificação a Lula, como se o seu câncer assumisse a forma de razão moral superior para que, nesse momento de dor do ex-presidente, todos fôssemos compelidos a prestar-lhe solidariedade. Esse “prestar-lhe solidariedade”, leia-se, iria além dos desejos de vida longa ao demiurgo, assumiria um ato de exceção, como se sua trajetória enquanto presidente da República fosse tão alva quanto a neve, livre de qualquer mancha de desabono.

Não é bem assim! Sim, que Lula atravesse e supere com sucesso esse episódio difícil de sua vida. Trata-se de um desejo pessoal, e por três motivos: 1- porque, como humano, comovo-me com o que é humano, quase parafraseando Terêncio; 2- porque Lula ainda deve muitas explicações; 3- porque sua visão de mundo precisa ser derrotada, não por um câncer, mas pela luz da história e da verdade, em prol de um Brasil melhor!

Lula foi uma das piores coisas que o País já teve em sua recente história. Não, não foi o PT nem o lulismo que inventaram as mazelas do Brasil, mas foram eles que legitimaram essas práticas como método de poder. Isso é fato, e não é um câncer que vai apaga-lo. Apoderaram-se do Estado e dele fizeram seus domínios, como se as instituições fossem uma extensão do quintal de suas próprias residências. Mandaram às favas o Estado Democrático de Direito. Raymond Faoro certamente faria um excelente ensaio sobre nossos tempos.

Encabeçados por Lula, os atuais donos do poder recorreram à mentira para transfigurar a verdade. Pior: fizeram disso uma armadura de resistência. Aquele exclusivismo ético de outrora ruiu, mas, faceiros, levantaram a bandeira do tal “quem nunca fez?”. Emplacaram tal combatividade interesseira e a grande parte da sociedade, genuflexa, aquiesceu, mesmo isso significando o sacrifício da decência dos homens de bem.

Lula encabeçou o movimento contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, e ela era boa para o País. Lula liderou a turba que vociferou contra as privatizações recorrendo ao discurso de que o patrimônio do povo estava indo para o ralo em prol de poucos ricos. Vigarista, não reconheceu, 12 anos depois, que as privatizações foram benéficas ao Brasil. Lula e sua patota não queriam o País na rota dos investimentos internacionais, e eles se demonstraram bons à nossa economia. Lula demonizou o Proer, asseverando que não passava de um projeto para enriquecer banqueiros. E o projeto também era bom. Os programas sociais arquitetados no governo FHC, para Lula, eram “esmola”. Bastou o demiurgo assumir a presidência para ampliá-los e, mais tarde, chamar de seus. Isso são fatos que nenhuma doença apaga!!! Convidado em duas ocasiões para debater com Fernando Henrique a fim de ver quem de fato mudou o Brasil, declinou dos convites.

Sim, Lula e o PT frustraram muita gente. Hoje, sob suas asas, estão o que é de mais condenável na política brasileira, mais atrasado, mais reacionário e mais vigarista. Sarney já foi o que de pior o Maranhão teve, segundo Lula. Não demorou muito para que Sarney se tornasse o suprassumo do Senado, também segundo Lula. PT e Lula inauguraram a metamorfose contínua da corrupção do caráter. Por mais cruel que seja um câncer, ele não altera os delineios morais do corrutor.

O Congresso, casa de todos os cidadãos de bem deste País, onde homens e mulheres democraticamente eleitos fazem valer o que o povo trabalhador e honesto quer, foi esfacelado pela suserania dos valentes. Com o mensalão, tentaram comprar o Senado e a Câmara. Preocupados com o impacto que isso poderia ter nas eleições seguintes, tentaram limar os adversários políticos com falsos dossiês. Tudo isso dentro do Palácio do Planalto, sob as narinas do comandante-em-chefe. Ah, mas ele de nada sabia.

Pouco apreciadores das virtudes da democracia, infantilizaram a população brasileira. Ele virou nosso “pai”, que nos passou aos cuidados da “mãe”. E houve quem achou isso lindo de morrer! Não, não se trata de um discurso carinhoso. Há aí embutida a vocação para o mando.

Lula comandou atos de desagravo a José Dirceu, chefe de quadrilha e que, recentemente, assumiu desavergonhadamente ter roubado hóstias da igreja. Prometeu não mais meter o bedelho no governo depois de aposentado, mas não titubeou em arquitetar a permanência de Orlando Silva no Ministério do Esporte. Autoritário, impôs goela abaixo do PT paulista, sem prévias, Haddad como candidato a prefeito de São Paulo. Ainda mais autoritário, em Santa Catarina, afirmou que o DEM deveria ser extirpado da política nacional. O “outro” não pode existir, claro. A chave da história só pode estar nas mãos de alguém ou de um partido.

Lula tolerou a tentativa de compra do Congresso, deu curso às incursões para eliminar a oposição, tentou intimidar a imprensa e, como pai, sorriu às investidas do PT contra os valores das instituições. Irônico, menosprezou a condição de intelectual de FHC e de forma descarada fez – e ainda faz — apologia à ignorância.

Os matizes desse enredo fazem do Brasil um país pior.

É por isso que Lula precisa se recuperar. Primeiro porque é o meu desejo como ser humano. E segundo porque sua ideologia precisa ser desmascarada.

Força pra você, Lula!

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FORÇA A LULA! ELE AINDA NOS DEVE MUITAS EXPLICAÇÕES

AINDA O NOVO CÓDIGO FLORESTAL. DESMISTIFICANDO MAIS UMA INFORMAÇÃO

Abaixo vocês podem ler post meu de segunda-feira dando conta das grandes mentiras que se tem dito sobre o novo Código Florestal. Chega a ser um acinte o volume de barbaridades ditas por gente que sequer passou os olhos pela proposta de Aldo Rebelo e, num lampejo de dar dó, empunham a bandeira do ambientalismo de cabresto. Pior: essa gente – artistas, “intelequituais”, modelos, etc – se utiliza do prestígio conseguido em suas vidas profissionais para destruir a verdade em outro campo. A saber:

– é mentira que o novo código proponha anistia a desmatadores;
– é mentira que as áreas de mata diminuirão; pelo contrário: elas aumentarão;
– é mentira que a Ciência sequer foi ouvida. Aldo convocou a SBPC para um debate na Câmara, por exemplo. O que os valentes fizeram? Deram de ombros e ignoraram o convite. Depois emitiram uma nota ridícula afirmando que foram deixados de fora do debate. Cambada!
– é mentira que os grandes produtores são os maiores beneficiários da proposta. Em geral, são os pequenos agricultores que terão oportunidade de se regularizarem;

Basta ler o código, santo Deus!

Quem assiste a esse show de horrores em que se transformou o debate pode até ficar com uma pulga atrás da orelha. “Ora, mas se tanta gente assim está dando conta de que as florestas desaparecerão, algo de estranho tem aí”, podem pensar inocentemente. Pois é. Quem ouve Marina Silva e os ongueiros apocalípticos falarem fica com margem para interpretar que os agricultores, esses malvados inimigos das saúvas e das capororocas, dominam nosso território em detrimento das matas. O IBGE tem dados interessantíssimos a respeito disso. Vejam a tabela abaixo.

As informações foram concebidas a partir do Censo Agropecuário feito em 2006. Basta analisar detalhadamente a tabela para se chegar a conclusões de deixar Marina Silva e ONGs da causa com o nariz marrom. Como se nota, a agropecuária que produz a comida mais barata do mundo ocupa apenas 329.941.393 milhões de hectares – ou 38,8% – de um total de 851.000.000 do território nacional.  Detalhe: dentro desses 329.941.393 hectares, 98.479.628 (29,84%) correspondem a matas e florestas, as quais integram as Áreas de Preservação Permanente e de Reserva Legal. Ou seja: para a atividade agroindustrial sobram 231.461.765 – 27,2%.

Segundo o Ipea, o passivo ambiental brasileiro é de 159,3 milhões de hectares. Como não sou nenhum matematicamente distraído, às contas: considerado este número, é preciso entregar às florestas 69% da atual área destinada à agricultura. Sendo assim, a agricultura mais competitiva do mundo teria apenas 8% do território para produzir, ou 72.161.766. Loucura, não? Pois não é isso que pensam os salafrários de plantão.

Trata-se de pura mistificação debitar da conta dos produtores de comida o ônus pelo desmatamento de nossas florestas. Sob o nariz do Ibama, madeireiros devastam hectares e mais hectares de mata. Desmatar para deixar terra batida é barato. Desmatar, preparar a terra para cultivo e produzir comida é caro e dá trabalho pra chuchu. No entanto, se levar a cabo o que dizem entidades como a SBPC ao afirmar que bastam umas cerquinhas aqui e uns manejadinhos ali para que a área agricultável do País ganhe mais 60 milhões de hectares, somos obrigados a concluir que nossos agricultores estão aproveitando mal mais de 25% de suas terras, justamente num contexto global de demanda por comida e dificuldade para encontrar terras para plantar.  É de rolar de rir.

E, claro, na esteira do circo da desinformação, o novo código acaba levando chibatada por conseqüência.

Vão plantar batatas!

AINDA O NOVO CÓDIGO FLORESTAL. DESMISTIFICANDO MAIS UMA INFORMAÇÃO

FERNANDO MEIRELLES, WAGNER MOURA, GISELE BÜNDCHEN E MARCOS PALMEIRA, CALEM A BOCA!

Poucas coisas no País foram vítimas de tanta desfaçatez e vigarice quanto as análises que têm sido emitidas sobre o novo Código Florestal. Não, não tenho uma vírgula de afinidade ideológica com o autor do relatório, deputado comunista Aldo Rebelo, mas nem por isso deixo de reconhecer a razoabilidade de seu trabalho. E quando divirjo, bem, costumo coser meus contrapontos à sombra da verdade.

Na revista Isto É desta semana o cineasta Fernando Meirelles fala sobre o movimento Floresta Faz a Diferença, capitaneado por ele juntamente com atores, modelos e famosidades em geral. O objetivo: pressionar os senadores para que votem contra o novo Código Florestal. Disse ele: “Tivemos a ideia de pedir para alguns amigos gravarem um depoimento de casa, em vez de deslocar uma equipe. Deu certo! A adesão foi praticamente na hora. Fizemos uma campanha grande e com nomes como Rodrigo Santoro e Gisele Bündchen de uma forma sustentável. Enquanto a CNA (Confederação Nacional da Agricultura) gastou R$ 15 milhões para a campanha “Eu sou agro”, gastamos apenas R$ 400 em um café da manhã de lançamento”.

É MENTIRA QUE A CNA GASTOU R$ 15 MILHÕES COM A CAMPANHA “EU SOU AGRO”. As entidades e empresas que integram o movimento são a Andef, Aprosoja, Bracelpa, Bunge, Cargill, Vale, Abrapa, OCB e Única. A CNA NÃO FAZ PARTE DO ‘EU SOU AGRO”. Meirelles deveria se informar antes de dizer bobagens.  Sim, Meirelles é livre para confabular contra o código com quem ele quiser, assim como entidades e empresas podem se associar para apoiar a causa que lhes dêem na telha. O que não pode é Meirelles mentir para fazer valer sua opinião.

Segue abaixo o vídeo que ele gravou para a campanha. Em seguida, transcrevo alguns trechos.

Acho muita bonita a preocupação altruísta de alguns setores do agronegócio ou de alguns congressistas quando eles defendem a mudança no Código Florestal com o argumento de que o Brasil precisa de mais áreas de agricultura para combater a fome no mundo.
Novamente Meirelles mente e deturpa a verdade para consagrar tão-somente seu ponto de vista. As mudanças propostas por Aldo Rebelo nada têm a ver com aumento da produção de comida. O negócio é corrigir a anomalia do código vigente, um esqueleto jurídico de 76 anos que nunca de fato foi cumprido. A primeira versão desse código foi concebida em 1934 e sua validade se estendeu até 1965. Depois, foi prorrogada novamente até 1996, quando uma MP (sempre elas, hehe) deu-lhe mais algum tempo de fôlego. Qual o busílis, então? Simples: a produção agropecuária evoluiu nos últimos anos, mas o Código Florestal não acompanhou essa evolução. Levando à risca o tempo em que produtores e ambientalistas polarizam a questão sem chegar a um senso comum, tem-se mais de um século de adiamento do problema. Se a atual legislação for levada a cabo, parte importante do que se produz hoje no Brasil iria para a bacia das almas. Voltarei a esse ponto da produção de comida mais adiante para desmascarar outro mentiroso. O novo código, portanto, não quer aumentar a produção agrícola, mas dar uma solução definitiva a um adágio de muitos anos. Adiante.

Eu acho que essa questão do Código Florestal é uma questão científica e quem deveria dar a última palavra é a Ciência, e não os setores interessados.
A Ciência deveria dar a última palavra uma ova, meu senhor. Olha como o rapaz é democrático: num amplo debate sobre uma legislação que impactará a vida de muitos (principalmente a de pequenos agricultores, e não dos latifundiários, ao contrário do que se tem falado por aí) ele acha razoável que sejam excluídos da conversa os interessados na trama. Não, Meirelles, você vive num Estado Democrático de Direito em que todos têm direito à voz. Se isso é bom ou ruim, é outra coisa; mas não se pode mudar as regras do jogo só porque o senhor assim quer. Aldo Rebelo fez um verdadeiro périplo pelo País discutindo ponto a ponto do novo código, debatendo, inclusive, com cientistas da Academia Brasileira de Ciências e da Sociedade Brasileira pelo Progresso da Ciência.  NA DEMOCRACIA, A CIÊNCIA TAMBÉM É OUVIDA; NÃO DÁ A ÚLTIMA SENTENÇA.

O ator gugu-dadá Wagner Moura também resolveu dar seus pitacos sobre o código. Segue vídeo.

Senadores, dentre as diversas barbaridades contidas na revisão do Código Florestal, uma me chamou muito a atenção. A palavra anistia, que, em sua origem, é uma palavra muito bonita, no Brasil ela adquiriu um significado nesfasto. Eu não entendo anistia para quem torturou e matou durante o Regime Militar assim como não entendo anistiar grandes proprietários de terra que passaram anos desobedecendo a lei, avançando sobre reservas florestais protegidas pelo governo.
É assim que a banda toca: o camarada faz sucesso no cinema, amealha fãs em todo o Brasil e, com esse ativo profissional, resolve usar o prestígio conseguido numa área de atuação para eclipsar a verdade em assunto sobre o qual não tem nenhum domínio. Wagner Moura não leu o Novo Código Florestal. Deveria fazê-lo. É MENTIRA QUE O NOVO CONJUNTO DE REGRAS ANISTIE QUEM DESMATOU. Está claro nos artigos 33, 34 e 35 do código que a regularização só se dará mediante adequações. Mais: só não serão multados se fizerem as compensações ambientais exigidas. SE O PROPRIETÁRIO DE TERRA, PARA SE MANTER LEGALIZADO, PRECISA COMPENSAR AMBIENTALMENTE SEU ENTORNO, NÃO HÁ ANISTIA! Anistia é perdão, é não-punição, e isso não está previsto no relatório de Aldo Rebelo. Custa ler o código? Custa folhear míseras 36 páginas antes de emitir juízo? Chega a ser constrangedor ver figurões como Moura praticando genuflexão irrefletida frente à torrente de sandices em cadência! Tudo isso pra quê? O que ele ganha com tantas iludições? Ah, claro, todos nós queremos que as palmeiras, o macaco-prego e os minhocuçus sejam preservados, mas recorrer à fraude para legitimar essa convicção já é demais.

Gisele Bündchen também mentiu. Claro que ela, semelhante aos demais, ignorou o texto de Aldo Rebelo e só falou o que lhe mandaram. Dá pra perceber os titubeios típicos de fala decorada em sua voz. Às barbaridades.

O projeto diminui em até 50% o tamanho das matas ciliares além de ignorar completamente todas as áreas que foram desmatadas de forma criminosa.
Quem vê a moça falando até pensa que ela se informou bem sobre o assunto. Mas que… Vá estudar o texto, guria! Ela diz isso porque em virtude de o código prever a redução de 30 metros para 15 metros as áreas de manutenção de matas ciliares no entorno dos rios com até cinco metros de largura. “Diminuiu metade, logo perdemos 50% de preservação”, deve ter concluído a moça. O gênio e jornalista norte-americano H.L. Mencken não perdoaria Bündchen e a chamaria de boa idealista. Escreveu ele certa vez: o idealista percebe que uma rosa é mais cheirosa que um repolho e logo conclui que também é mais nutritiva. Na mosca! Se o texto prevê que áreas hoje desmatadas sejam recuperadas, a lógica de que a diminuição de áreas de preservação das matas ciliares implica, por conseguinte, mais desmatação é falsa. Exemplo: se Gisele tem em seu freezer 100 Chicabons mas sonha em ter 300, entretanto, só cabem mais 30, ela não perde 170 Chicabons, mas ganha 30. Ficou claro? Ao contrário do que diz Gisele, o novo código AUMENTA  as áreas de floresta, e não diminui. Basta ler o texto, santo Deus!

Agora vem a cerejinha do bolo: Marcos Palmeira. Segue.

Gente, eu não entendo! Se já existe um Código Florestal, por que é que a gente tem que votar um novo código florestal?
Claro, Marcos Palmeira, claro. Vamos pensar bem: se o Brasil já tinha uma lei do inquilinato, por que se votou outra? Se já tínhamos a lei do estágio, por que fizemos outra? Se já havia a lei do divórcio, por que colocamos outra em vigor? Se outrora já existia lei de prisões, por que cargas d’água votamos uma nova? Não sei se sinto pena de sua ignorância ou raiva de sua pernosticidade. O rapaz não entende o que são leis.

Não basta colocar em prática o código que já existe?  Quando você tem dez ex-ministros do Meio Ambiente defendendo o antigo Código Florestal é porque alguma coisa tem de importante nisso.
O engraçado é que nenhum desses dez ex-ministros conseguiu fazer o antigo código vigorar como deveria, nem Marina Silva, o ícone dos ambientalistas que, não contentes em criar minhoca na terra, também criam na cabeça. E ainda bem que não conseguiram. Se o fizessem, hoje o Brasil não teria a comida mais barata do mundo. Mas tratarei disso mais detalhadamente em um outro post.

Mas como dez ex-ministros não são ouvidos, né, em prol de uma “pseudo-agricultura”, “pseudo-alimentação brasileira”, tem alguma coisa de estranha nisso tudo.
Palmeira chama de “pseudo-alimentação” brasileira o que? A comida mais barata do mundo?  Ah, esses ruralistas, não é mesmo? Graças a eles muitos pobres têm um prato de arroz e feijão na mesa diariamente. E essa tal de “pseudo-agricultura”? Estaria ele se referindo ao superávit da balança comercial brasileira gerado por esses malditos agricultores?  Será que Palmeira, antes de dizer tamanha barbaridade, dedicou um naco de seu tempo a analisar que o agronegócio responde praticamente sozinho pelas reservas cambiais do Brasil, as quais vêm do acúmulo de dólares nas relações de troca com outros países? Saberia ele que essa “pseudo-agricultura” é agente importantíssimo quando se fala da estabilidade da nossa economia? Se nossa alimentação e agricultura, para ele, são pseudos, quais seriam, então, as efetivas?

Claro: Meirelles, Moura, Bündchen e Palmeira são livres para manifestar suas opiniões, mas não livres para mentir, usar de seus prestígios na área artística para solapar a verdade em outro campo. Isso é canalhice, e das mais porcas. Nesse caso, é bom que calem a boca.

FERNANDO MEIRELLES, WAGNER MOURA, GISELE BÜNDCHEN E MARCOS PALMEIRA, CALEM A BOCA!