AINDA O NOVO CÓDIGO FLORESTAL. DESMISTIFICANDO MAIS UMA INFORMAÇÃO

Abaixo vocês podem ler post meu de segunda-feira dando conta das grandes mentiras que se tem dito sobre o novo Código Florestal. Chega a ser um acinte o volume de barbaridades ditas por gente que sequer passou os olhos pela proposta de Aldo Rebelo e, num lampejo de dar dó, empunham a bandeira do ambientalismo de cabresto. Pior: essa gente – artistas, “intelequituais”, modelos, etc – se utiliza do prestígio conseguido em suas vidas profissionais para destruir a verdade em outro campo. A saber:

– é mentira que o novo código proponha anistia a desmatadores;
– é mentira que as áreas de mata diminuirão; pelo contrário: elas aumentarão;
– é mentira que a Ciência sequer foi ouvida. Aldo convocou a SBPC para um debate na Câmara, por exemplo. O que os valentes fizeram? Deram de ombros e ignoraram o convite. Depois emitiram uma nota ridícula afirmando que foram deixados de fora do debate. Cambada!
– é mentira que os grandes produtores são os maiores beneficiários da proposta. Em geral, são os pequenos agricultores que terão oportunidade de se regularizarem;

Basta ler o código, santo Deus!

Quem assiste a esse show de horrores em que se transformou o debate pode até ficar com uma pulga atrás da orelha. “Ora, mas se tanta gente assim está dando conta de que as florestas desaparecerão, algo de estranho tem aí”, podem pensar inocentemente. Pois é. Quem ouve Marina Silva e os ongueiros apocalípticos falarem fica com margem para interpretar que os agricultores, esses malvados inimigos das saúvas e das capororocas, dominam nosso território em detrimento das matas. O IBGE tem dados interessantíssimos a respeito disso. Vejam a tabela abaixo.

As informações foram concebidas a partir do Censo Agropecuário feito em 2006. Basta analisar detalhadamente a tabela para se chegar a conclusões de deixar Marina Silva e ONGs da causa com o nariz marrom. Como se nota, a agropecuária que produz a comida mais barata do mundo ocupa apenas 329.941.393 milhões de hectares – ou 38,8% – de um total de 851.000.000 do território nacional.  Detalhe: dentro desses 329.941.393 hectares, 98.479.628 (29,84%) correspondem a matas e florestas, as quais integram as Áreas de Preservação Permanente e de Reserva Legal. Ou seja: para a atividade agroindustrial sobram 231.461.765 – 27,2%.

Segundo o Ipea, o passivo ambiental brasileiro é de 159,3 milhões de hectares. Como não sou nenhum matematicamente distraído, às contas: considerado este número, é preciso entregar às florestas 69% da atual área destinada à agricultura. Sendo assim, a agricultura mais competitiva do mundo teria apenas 8% do território para produzir, ou 72.161.766. Loucura, não? Pois não é isso que pensam os salafrários de plantão.

Trata-se de pura mistificação debitar da conta dos produtores de comida o ônus pelo desmatamento de nossas florestas. Sob o nariz do Ibama, madeireiros devastam hectares e mais hectares de mata. Desmatar para deixar terra batida é barato. Desmatar, preparar a terra para cultivo e produzir comida é caro e dá trabalho pra chuchu. No entanto, se levar a cabo o que dizem entidades como a SBPC ao afirmar que bastam umas cerquinhas aqui e uns manejadinhos ali para que a área agricultável do País ganhe mais 60 milhões de hectares, somos obrigados a concluir que nossos agricultores estão aproveitando mal mais de 25% de suas terras, justamente num contexto global de demanda por comida e dificuldade para encontrar terras para plantar.  É de rolar de rir.

E, claro, na esteira do circo da desinformação, o novo código acaba levando chibatada por conseqüência.

Vão plantar batatas!

AINDA O NOVO CÓDIGO FLORESTAL. DESMISTIFICANDO MAIS UMA INFORMAÇÃO

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