PORQUE GOSTO DA DEMOCRACIA, DIGO NÃO ÀS MANIFESTAÇÕES

Um grupo de vândalos tentou invadir a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) na última sexta-feira. Desde ontem, acampam em frente ao Palácio dos Bandeirantes. Vocês sabem como andam nossos dias: basta que meia dúzia se reúna para reivindicar qualquer coisa e resolva travar a cidade, mandando às favas o direito constitucional de ir e vir de quem optou por não se manifestar por nada, que já ganham aplausos aquiescentes. Velhos babões, aos montes, esbanjam ânimo: “Jamais pensei que esses jovens iriam às ruas como vão hoje”, disse dias desses um graúdo empresário a mim. Voz das ruas, recado dos jovens, primavera brasileira, gigante acordou, enfim, essa coleção de clichês aboletada numa espécie de mal estar da nossa democracia impulsiona esses movimentos, conferindo-lhes especiais estima e legitimidade.

Não, meus caros. Não estou com essa gente. Sou desses que sempre desconfia de multidões. Qualquer pessoa que já mergulhou no livro Psicologia das Massas e Análise do Eu¸ do Freud, há de concordar comigo que coletividades são ameaçadoras, capazes de tudo. Tudo mesmo! O limite para seus intentos é o céu. Como vivemos numa democracia, a lei e a ordem definem até onde o povo é soberano. É simples de entender.

Logo no início dos protestos, um monte de amigos, alguns bem intencionados até, me indagaram o porquê de eu não aderir ao clamor das ruas. Como o PT está na mira das manifestações, uma porção de gente pensou que me deixaria embalar pelo coro dos descontentes. Não, não me deixei. Nem tudo que está contra o PT necessariamente me agrada. Não gosto do PT por seu autoritarismo, por seus métodos escusos de solapar a democracia e subjugar as instituições. Se, no entanto, as forças que emergirem se propõem a combater o PT por métodos que, no final, acabarão resultando em menos democracia e minando as instituições de sua legitimidade, coloco-as logo lado a lado de quem pretendem guerrear. Sim, queridos: se o que quer essa multidão (esses “jovens”, como uns babões estão adorando dizer) vier a ser implementado, assistiremos à democracia indo pra lama.

Eu não sou sociólogo nem cientista político. Sou um implacável seguidor da lógica. Só ela me orienta e ilumina minhas convicções. Eu sou eu e minhas ideias. Meu farol de Alexandria é minha consciência. E é com base nesses pressupostos que arrisco dar contornos aos fatos que estão ocorrendo no País. Preparem-se, este texto será longo.

É óbvio que entre as reivindicações das ruas muitas são honestas e procedentes. As expressões de descontentamento “contra tudo o que está aí” (toda vez que algum pseudoengajadinho me diz esse mantra, sinto uma preguiça aguda) podem ser levadas a quem de direito. A forma como o fazem, no entanto, pode contribuir para que o verniz supostamente democrático dessas vindicações se desfaça. O PT se tornou um dos principais alvos dos protestos. Dilma Rousseff, dos píncaros de seus 63% de aprovação do governo em março, despencou para 31%. Entretanto, não admito que manifestantes recorram a práticas que, se transformadas em norte político e moral, levariam o País ao brejo institucional e ao vácuo democrático – males maiores dos que se propuseram a combater.

Assistimos nas ruas, durante o mês de junho barulhento, a cartazes pedindo o fim dos partidos políticos. Esse anseio encontrou eco em muitas cabeças-de-vento. Não há como fazer política sem…política, da mesma forma que não há democracia sem representatividade – e esse papel cabe aos…partidos políticos. Isso justifica a razão de Marina Silva ter sido a grande beneficiada de toda essa barafunda. A sonhática (que coisa mais ridícula!) se diz, com a pompa da realeza, não pertencente a nenhum partido. Sua Rede estaria fora do campo gravitacional em torno do qual giram todas as demais agremiações políticas. E há quem caia de amores por esse discurso.

Sim, eu quero o PT fora do poder. Se vocês recorrerem aos arquivos deste blog, encontrarão uma fartura de posts que justificam essa minha posição. Só que, vejam como sou exótico, quero apear o PT do governo via urnas, via voto. Não quero – nem admito – quaisquer tentativas de golpes. Goste-se ou não, Dilma governa porque foi eleita, obedecendo todos os ritos democráticos previstos em lei. Se Dilma – ou Sérgio Cabral, ou Geraldo Alckmin, ou o prefeito de Arceburgo… – tiverem de cair fora, que sejam por esses valores.

O problema é que os manifestantes ignoram solenemente esses princípios. Eu tenho horror a minorias que querem impor sua vontade à maioria. Sempre vi com muita desconfiança ondas de coletivismos. Rogam para si uma legitimidade que ninguém lhes conferiu e, com isso, acham-se acima da ordem. Por que digo isso? Simples: desde junho, a Avenida Paulista foi travada por manifestantes inúmeras vezes. Dizem-se pacíficos. Mas não são. O que há de pacífico interromper abruptamente o direito de ir e vir da maioria? Como se julgam os portadores do bem, acham razoável que suas vontades sejam impostas aos demais. Eles acreditam Alckmin tem de ser deposto. Logo, tomam as ruas,  impedem motoristas de trafegar e, por que não?, pensam ser justo tomar a Assembleia Legislativa à base da força. Houve gente que só faltou ter orgasmos quando um bando de delinqüentes subiu ao teto do Congresso Nacional, como se aquilo fosse a coisa mais normal do mundo. Não, meus caros, não é. “Mas são pacíficos”, dizem uns. O escambau! “Invasão” e “pacificidade” são termos que não se conjuminam.  

Pacíficos uma ova – O Datafolha realizou uma pesquisa para apurar o grau de aprovação às manifestações. 66% dos paulistanos são favoráveis; 34%, contra. Ora, isso também aprovo, até porque não tenho vocação pra ditador. Quando os protestos passam a atrapalhar a vida de quem optou por não se manifestar por nada, aí sou contra. 78% acham justa a ocupação da Paulista. Eu não acho. Dou, nesse caso, de ombros à maioria. Não é porque a maioria gosta e aprova que signifique que obnubilar o direito de ir e vir das pessoas é legítimo. Pensem no pandemônio que viraria a cidade se todo mundo com uma reivindicação embaixo do braço resolvesse tomar a Paulista. A praça é do povo como o céu é do condor, bem sei. Então que se faça esses protestos no Vale do Anhangabaú, por exemplo. Por que não marcam manifestações na Jacu Pêssego? Simples: porque esses valentes querem, sim, impor sua vontade a todo mundo.

“Ah, mas a maioria é de bem e não quer confusão”, dizem uns cândidos. Pode até ser verdade. Só que temos de levar em consideração os sentimentos que se arregimentam quando fazemos determinadas vindicações. Mais: nunca vi tantas manifestações infiltradas por vândalos. Tanto que vandalismo, em certa altura do campeonato, virou novilíngua: passou a ser manifestações pacíficas infiltradas por vândalos. “Os quebra-quebras são exceções”, dizem muitos. Nunca vi tanta exceção se repetir como se regra fosse. Mais: pesquisa encomendada pela TV Globo feita com participantes de manifestação e exibida no Fantástico recentemente traz um dado alarmante: 5% dos que engrossam o caldo desses protestos acham que depredações são válidas; 28% as interpretam como justificadas em alguns casos. Vamos à frieza cáustica dos números: 33% dos “pacíficos”, portanto, têm pré-disposição para sair por aí arrebentando lojas bancárias, depredando patrimônio público, promovendo cenas de violência pelas cidades. É pouca gente? Não, não é. Significa que se uma passeata reunir 100 mil pessoas na Paulista, 33 mil delas acham justo recorrer a métodos pouco republicanos para expressar seu descontentamento.

A Globo mostrou esse dado com a mesma naturalidade que se descortina a preferência do povo por chuchu ou abobrinha. Como o jornalismo anda em crise, não ocorreu ao repórter e ao editor fazer uma regra de três simples. Houve manifestações no Rio de Janeiro cujo público fora, segundo a Polícia Militar, de meio milhão de pessoas. Por que a Globo não disse que, perante os resultados de sua própria pesquisa, 165 mil pessoas, no mínimo, eram vândalos em potencial? Nadica!

A satanização das polícias – Para complicar, teve início o processo de demonização das Polícias Militares País afora. Ações legítimas de policiais passaram a ser encaradas como repressão, barbárie. Jovenzinhos idiotas e descolados quiseram logo brincar de um passado que desconhecem – ah, os livros, que falta fazem a muitos! – e nunca viveram a fim de evocar a sombra da ditadura. Disseram-se reprimidos. Tadinhos! Não se pode nem mais sair por aí travando uma cidade e quebrando tudo que se vê pela frente que a PM vem coibir, não é mesmo?

A fenda dessa retórica teve início em 13 de junho, em São Paulo. Os protestantes haviam firmado um acordo com a PM de não tomar a Paulista. Mas quê… Desobedeceram flagrantemente o compromisso assumido. Às 19h08, policiais pediram aos manifestantes que não subissem a Consolação rumo à Paulista. Os valentes deram de ombros e enfrentaram o cordão de isolamento da polícia. Ora, se é CORDÃO DE ISOLAMENTO, é pra não ser passado, certo? Teve aí o início da confusão, que foi maior desde o início dos protestos. Nota à margem: em nenhuma democracia do mundo a polícia fica quieta quando apanha. Por aqui, o povo acha lindo ver um agente da ordem levando paulada sem reagir. Adiante. Pipocaram cenas de policiais militares agredindo pessoas. Jornalistas feridos passaram a ser exibidos aos montes em milhares de sites.

Se houve abusos por parte da polícia, que sejam investigados e os culpados punidos. Ponto. Isso não significa que a PM, a partir de então, tivesse de ficar acossada pela patrulhae, consequentemente, constrangida de cumprir o papel que a lei lhe faculta. Os baderneiros passaram a contar com salvo-conduto da opinião pública e da imprensa para fazer o que bem lhes derem no juízo. As ruas foram seqüestradas. O direito de ir e vir foi cassado. Aos policiais restaram apenas acompanhar os manifestantes. Qualquer bomba de gás lacrimogêneo para reprimir ações de vandalismo passou a ser arrostada como abuso policial. A gritaria superabundou o imperativo da democracia. Pior: sob os aplausos de muitos.

Semanas depois, no Rio de Janeiro, assistiu-se a verdadeiras ações de terrorismo contra o patrimônio histórico, quando a sede da Alerj foi depredada. Um policial foi violentamente espancado. Seu sangue banhou as calçadas do centro. Seu drama não foi destaque, no dia seguinte, em nenhum telejornal. Não vi nas redes sociais indignação contra tamanha truculência. Já em favor dos baderneiros, bem, creio ser desnecessário mencionar os gracejos havidos.

“É por direitos” – O discurso catalisador que sequestrou psiquicamente as massas veio do Movimento Passe Livre. Mobilizaram-se contra os R$ 0,20 de aumento nas tarifas de ônibus e metrô e foram às ruas. Reuniram, no início, alguns gatos pingados. É possível que a iniciativa tenha sido o agente hegeliano do processo, pra remeter um tiquinho ao livro A filosofia da história, de Hegel. Nesta obra, o filósofo diz-se estar consciente de que as forças da sociedade se inserem nas ações de líderes, a fim de realizar seus propósitos inconscientes. Hegel afirma que Júlio César derrotou seus inimigos e destruiu a Constituição de Roma visando uma posição de supremacia, é verdade; no entanto, o que o torna uma figura importante para história é que ele fez o necessário para unificar o Império Romano, e o autoritarismo era o único caminho para isso. “Assim, não foi apenas seu interesse pessoal, e sim um impulso inconsciente, que ocasionou a realização daquilo cujo momento havia chegado”, escreveu o filósofo.

Colocar Hegel e MPL num mesmo parágrafo soa mal, eu sei. Mas recorrer à teoria é um caminho para explicar momentos e momentos. Em nenhum momento, até o arborescer dos grandes protestos, os líderes do movimento expuseram descontentamento contra as condições adversas do País em questões como educação, saúde e segurança. Sua pauta era, sim, única: contra os R$ 0,20. Se não baixassem as tarifas, São Paulo iria parar, de acordo com eles. “Os 20 centavos eram a gota d’água que faltavam para a explosão da indignação geral”, muitos constaram. Estava, então dada a senha para a materialização de uma máxima do interior: cada enxadada, uma minhoca. “Não é por R$ 0,20; é por direitos”, muitos emplacaram.

É claro o Brasil é violento. Os 50 mil homicídios ocorridos anualmente são a prova disso. Os hospitais públicos padecem de médicos e equipamentos. Nossas escolas, adeptas de Paulo Freire — cujos métodos de ensino abomino – e do besteirol do Construtivismo, não conseguem ensinar os alunos a destrincharem os objetos diretos do Hino Nacional. A claque política continua vivendo num paraíso paralelo, desconectada da realidade dos brasileiros e ensimesmada com seus próprios interesses. São, sim, reais e legítimos o combustível das reivindicações.  Há razões às dezenas para protestar, mas o clima criado para a realização das manifestações advém de tensões artificiais. Querem a prova? Comparem a quantidade de presentes aos protestos antes do dia 13 de junho e depois. A ação mais firme da PM de São Paulo somada à capacidade que as mentiras têm de ganhar corpo nas redes sociais confluiu para a criação uma espécie de mal estar geral. A partir daí, corolários equivocados foram alçados à condição de verdades imperativas.

Os manifestantes são pacíficos. Os casos de vandalismo são exceções.
Depredar é feio, mas fazer da cidade um território livre à ocupação é bonito.
Aqueles que impedem o acesso aos 16 hospitais da região da Paulista são democratas.
Os jovens estão mudando o Brasil. Eventuais vandalismos são efeitos colaterais. Só.
O importante é ir pra rua gritar. Contra o que? Qualquer coisa! O importante é berrar.
Não importa se os métodos são errados. Pelo menos alguém está fazendo algo.
Qualquer ação da polícia é repressão.

Dilma ouviu a voz das ruas. E no que deu? – A presidente Dilma resolveu dar aquela afagada na cabeça das ruas. Quebrou a cara, e várias vezes. A primeira proposta do Planalto foi uma constituinte exclusiva para a reforma política, algo escandalosamente autoritário e inconstitucional. Hugo Chavez recorreu a esse expediente na Venezuela para atrair para si todos os poderes. Até mesmo o vice-presidente da República, Michel Temer, veio a público dizer que o projeto era inviável. O PT é mesmo muito engraçado: essa gente está há 10 anos no poder; e só agora tiveram esse surto de boa vontade para fazer a reforma política. Foi uma tentativa natimorta. Dilma viu-se obrigada a voltar atrás.

Um investimento de R$ 50 bilhões em mobilidade urbana também foi prometido, bem como a destinação total dos royalties do pré-sal – que nem sequer existem ainda – à educação. Como executar essas cifras é o grande mistério. Números oficiais do governo mostram o abismo que há entre orçamento autorizado e recursos efetivamente aplicados. Dos R$ 50,6 bilhões prometidos para a saúde, apenas 39,6% foram executados; em saneamento, 48,6% dos R$ 16,7 bilhões; na educação, 61,3% dos R$ 53,3 bilhões; em transportes, 60,5% dos R$ 118,5 bilhões. Se o governo mal dá conta de investir o que tem, de que adianta anunciar mais recursos para isso ou aquilo? Mais: quem disse que o problema da educação é de financiamento? É, sim, de falta de gestão adequada de recursos. O resto é conversa pra boi dormir.

O Mais Médicos, programa que impingia a todos os estudantes de medicina o exercício do ofício em hospitais públicos para poderem ter diploma sob o argumento de que o sistema público de saúde carece de médicos, também foi por água abaixo. De um autoritarismo tremendo, o precedente que se abriria seria um perigo. Se amanhã os engenheiros em obras do PAC se tornarem escassos, o governo vai obrigar estudantes de engenharia a serem “engenheiros públicos”? Se faltarem professores, os estudantes de magistério terão de dar aulas compulsoriamente nas escolas do Estado? Se dentistas se tornarem raro no Amazonas, os formandos em Odontologia serão enviados às comunidades ribeirinhas, do contrário, não têm diploma?

Perceberam? No afã de dar resposta aos anseios das ruas, o governo pôs em xeque a Constituição, a liberdade individual, o apreço pelas instituições e, por conseguinte, a própria essência da democracia. É claro que não se pode culpar o povo pelas respostas desastradas que Dilma deu. As pessoas levam à praça suas reivindicações. Ponto. O PT, ruim de governo, é que tem de ser questionado pela desgraça de suas réplicas.

Concluindo – Fosse o Brasil um País com partidos políticos sólidos, que não servissem apenas como moeda de troca para tempo de propaganda partidária e alimento ao deplorável sistema de presidencialismo de coalizão, talvez tantas insatisfações represadas teriam sido captadas antes de eclodir todas essas manifestações. Boa parte de quem está nas ruas tem como referência de governo apenas os 10 anos do PT e tudo o que de ruim fizeram ao Brasil. O avanço social cantado em prosa e verso pela dupla Lula-Dilma perdeu o fôlego. As pessoas não querem mais apenas a TV de 42 polegadas, o notebook comprado a longas prestações e o iogurte na geladeira, igualmente financiada. Esses novos menos pobres querem qualidade fora de casa também: escolas boas, hospitais decentes e sentirem-se seguras. 

Demorou pro povo ir pras ruas porque durante muito tempo o PT teve o monopólio da praça. O partido deu dinheiro a ONGs, à UNE, ao MST, às centrais sindicais – ou seja, a todas as franjas capazes de mobilizar multidões. Num passado não muito distante, as pessoas foram às ruas para protestar contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, as privatizações, o Fundef e o Plano Real. Por trás das manifestações estava o PT, que arrebanhava multidões. Pergunto: a LRF não era boa? Não era igualmente benéficos o Fundef, o Plano Real e as privatizações? Sim, eram todos bons e deram inestimáveis contribuições ao Brasil. Mas e  daí? A turma engoliu as abobrinhas do PT e, bovinamente, foi protestar.

O momento do País serve para atestar a inapetência das oposições, que foram incapazes de detectar tantas reclamações reprimidas. Mas fazer o quê, não é mesmo? No Brasil, partidos de oposição sentem-se constrangidos de criticar, botar o dedo na ferida e representar o eleitor de…oposição.  Tanto que Marina Silva, virtual candidata à Presidência da República, foi a que mais ganhou com isso. Se Marina Silva foi a grande beneficiada, em boa coisa não vai acabar.

Assim, meus caros, como gosto da democracia, digo não às manifestações tal qual estão ocorrendo. O direito de tomar a praça e de se expressar é livre. Pena que essa liberdade tem sido usada para depredar patrimônio público e privado, censurar jornalistas, atacar agentes da ordem, impedir o sagrado de direito de ir e vir, invadir prédios públicos, promover bagunça, fazer apologia ao fim da representação política, desvirtuar a democracia, criar falsas tensões…

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