SABEM QUAIS FORAM AS GRANDES CONQUISTAS DAS RUAS ATÉ AGORA? NENHUMA!

Não há um miserável ganho para o País provido das manifestações de rua. Temos pessoas feridas – civis e militares –, comerciantes que perderam praticamente tudo em razão das depredações, jornalistas agredidos, carros de emissoras de tv incendiados, patrimônio público dilapidado e prejuízos importantes advindos do travamento de ruas e avenidas. Soma-se a essa lista a proeminência que ganharam grupos que flertam abertamente com o terror como arma para chamar a atenção para si. Os tais Black Bocs, em nenhum outro momento da história recente, sentiram-se tão à vontade para legitimar suas práticas abomináveis. Frente tudo isso, ainda há quem comemore o fato de os buliçosos sequestrarem as ruas. “Alguém tinha de fazer alguma coisa, pois tudo-isso-que-está-aí é inadmissível”, justificam os pueris. Grande coisa! De nada adianta fazer algo se o que se faz é errado e equivocado.

A PEC 37, que limitava o poder de investigação do Ministério Público, foi sepultada pelo Congresso Nacional. Sim, é verdade que a pauta também inflamou as massas, que passaram a chamar a o projeto de PEC da Impunidade. Não, não reconheço a derrubada do projeto como mérito das manifestações. Qualquer um que conheça minimamente o Congresso sabe muito bem que a PEC não seria aprovada, independentemente de a turba estar ou não em alvoroço. Se passasse, o Supremo Tribunal Federal fatalmente a declararia inconstitucional. Não há mérito dos barulhentos nessa causa.

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou o fim do voto secreto nas sessões das duas Casas, medida populista que vai DE (não AO) encontro aos interesses da população. Movidos por um impulso populista, os nobre senadores esqueceram-se de que o mecanismo serve para proteger deputados e senadores da perseguição do governo. Imaginem um congressista, que votou contra um projeto do Executivo indo com seu chapeuzinho pedir uma verbinha para seu município ou estado. Pensem no tipo de patrulha oficial que um senador pode sofrer se rejeitar a indicação de um ministro para tribunais superiores. Os idiotas louvaram a medida. Eu a repudio. Voto secreto bom é só em caso de cassação de mandatos. Só! Nada mais.

Corrupção virou crime hediondo. Mais uma resposta destrambelhada à rouquidão das ruas. Então quer dizer que um crime contra a administração pública agora está na mesma categoria de latrocínio, estupro, tortura, tráfico, homicídio, crime de genocídio? Ah, façam-me um favor. Não me peçam para aplaudir um troço desses. Atenção: corrupção já é crime e já há leis que punem essas práticas. No Brasil, no entanto, temos essa jabuticaba: se uma lei não é cumprida, que se crie uma lei ainda mais rigorosa contra o mesmo crime. É uma piada. O problema do Brasil não é falta de leis: é pôr as que já existem em prática.

Geraldo Alckmin e Fernando Haddad, bem como vários prefeitos, reviram o aumento das passagens, com o sacrifício dos investimentos. Da boca de muitos tolinhos ouvimos aqueles argumentos risíveis: como pode aumentar a tarifa se os serviços são uma porcaria? Sim, é verdade, o transporte público está longe de ser perfeito. Mas desde quando se tem MAIS qualidade com MENOS dinheiro? Isso ninguém explica. Se o preço da passagem ficar congelado em R$3,00 pelos próximos quatro anos, o custo do subsídio somará R$ 8,6 bilhões. Só neste ano, subirá de R$ 1,25 bi a R$ 1,425 bi.

Chamem a claque, chamem. Não contem comigo.

SABEM QUAIS FORAM AS GRANDES CONQUISTAS DAS RUAS ATÉ AGORA? NENHUMA!

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