Coxinha!

Na Avenida Paulista há dois parques abertos ao público: Trianon e Mário Covas. Descendo a Brigadeiro Luis Antônio, a uma distância irrisória, está um dos melhores parques do mundo, o do Ibirapuera. A região é bem servida de equipamentos públicos de entretenimento, lazer e cultura, servindo à rica população que por ali mora e quem se propõe a se locomover até lá para desfrutar desses locais.

Além disso, o ciclofaixista Haddad ornamentou muito bem de vermelho toda a Paulista, de modo que, quem quer pedalar por lá não precisa esperar dias específicos destinados a ciclistas. O custo disso: mais de R$ 12 milhões. Uma bagatela de cerca de R$ 45 por decímetro.

Mesmo assim, o prefeito insiste em sua cega obstinação de fechar a Paulista aos domingos ao tráfego de carros. O argumento de transformar a avenida em um grande parque público, sustentado sobre quatro patas, não passa de um pretexto para tonificar ainda mais sua política de punir quem tem carro.

Enquanto isso, na periferia, falta verba para construir as 243 creches prometidas. A Prefeitura já admitiu que entregará apenas 147. As 55 mil unidades de moradias de interesse social prometidas na campanha dificilmente serão entregues, uma vez que, passada mais da metade da gestão Haddad, menos de 10% do total foi atingido. Desconhece-se programas municipais para promover cultura, lazer e entretenimento na periferia da cidade na mesma escala megalômana das ciclofaixas e ciclovias — amplamente tomadas pelas classes média, média alta e moradoras das regiões mais bem servidas de infraestrutura de transporte público.

Haddad presenteia as pessoas com boas condições de vida. E deixa ao relento os moradores de regiões mais carentes.

Esse é o prefeito mais coxinha da história de São Paulo.

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Coxinha!

Sexta-feira 13

Hoje, CUT, MST e UNE prometem mobilizar milhares de pessoas em 23 capitais do País em defesa da Petrobras.

Pela lógica, se estão a favor da Petrobras, estão antagonistas ao PT, o agente que destruiu a empresa.

Repito: CUT, MST e UNE estão contra o PT.

O partido morreu. Perdeu o monopólio da moral e dos bons costumes. Perdeu o domínio dos pobres. Perdeu a capilaridade social.

Já disse aqui e repito: ao lado do PT só permanecem os burros e os cúmplices.

Nota à margem 1: estar contra o PT não quer dizer necessariamente estar revestido das couraças da virtude. CUT, MST e UNE ainda são CUT, MST e UNE.

Nota à margem 2: este post é altamente irônico.

Sexta-feira 13

A palanqueira fala, e os brasileiros protestam

Depois de assistir ao pronunciamento de Dilma Rousseff feito ontem à noite em cadeia nacional de rádio e TV, fui invadido por uma vontade quase incontrolável de sair andando sobre quatro patas. É impressionante como o espírito palanqueiro do período eleitoral ainda não desencarnou de nossa digníssima. Em quinze minutos de palavrório, ela não fez nem sequer um mea-culpa pela situação atual por que o País atravessa. De novo, tudo foi culpa da crise internacional e da seca.

Disse Dilma, a incólume, que a crise pela qual estamos atravessando é a “mais severa” desde o crash de 1929. As escolhas desastradas feitas pelo seu governo para amainar os efeitos da “marolinha”, como disse Lula, foram, ao ver de Dilma, acertadas. Ela justificou: “Na tentativa correta de defender a população, o governo absorveu, até o ano passado, todos os efeitos negativos da crise. Ou seja: usou o seu orçamento para proteger integralmente o crescimento, o emprego e a renda das pessoas”.

Pois é, ao proteger o crescimento, induziu-se um nacional-desenvolvimentismo borocoxô, subsidiando os amigos do rei com empréstimos cujos juros eram custeados pelo Tesouro. Os números do emprego são obtidos mediante uma metodologia para lá de questionável. E a renda das pessoas, bem, está esfacelada pela inflação nos píncaros, muito além do teto da meta.

Como remédio ao apanágio, Dilma pediu paciência a todos nós. Isso mesmo! Ela adota uma matriz econômica catastrófica e os trabalhadores é que pagam o pato.

Comparem o que ela disse na noite de ontem com seu discurso de campanha eleitoral (vídeos abaixo). A conclusão a que chegamos só pode ser uma: quem continua acreditando nessa mulher ou sofre de severo déficit cognitivo ou é um cúmplice. Para o primeiro caso, há saída possível; no segundo, a esperança esvanece-se.

Ah, sim: simultaneamente ao pronunciamento da governanta, uma onda de protestos despontou em partes do País. Foram pessoas cansadas de serem enganadas pelo discurso da mentira oficial que vaiaram Dilma e promoveram um panelaço.

Nas redes sociais, li, com um certo juízo de valor, que as manifestações havidas em São Paulo concentraram-se em bairros nobres, enquanto a periferia teria ficado calada. Tudo não teria passado de coisa dos “ricos” e da “elite”.  Vamos imaginar que essa constatação seja verdadeira. Engraçado! Então quer dizer que o silêncio do pobre é mais virtuoso do que a manifestação do rico? Então a indignação do abastado é ridícula porque do abastado; e a aquiescência do pobre é valorosa porque do pobre? Ah, tenha santa paciência. A democracia ainda não se macula por essas distinções mixurucas.

Dilma eleita

Dilma candidata

A palanqueira fala, e os brasileiros protestam

Torcer pelo cumprimento da lei é golpe? Segundo o PT, sim!

Dilma Rousseff merece sofrer impeachment. Eu adoraria me livrar da soberana, essa incompetente que levou o País ao atoleiro. Aqui e ali se ouvem analistas prevendo que 2015 e 2016 serão “anos de ajustes”. Por que ninguém fala as coisas com as palavras que merecem ser ditas? “Anos de ajustes” são “anos de crise”. O governo está quebrado. Comportando-se feito uma perdulária, Dilma arranhou a credibilidade fiscal do País. Sabem os déficits gêmeos? Pois é… Ninguém mais investe, compra, parcela, empresta dinheiro, dá emprego… Estamos em um colapso.

A Joaquim Levy, tido como o salvador da pátria, restou o papel de anunciar as medidas para atenuar a situação. Todo o receituário, é óbvio, tem como fio condutor o bolso do contribuinte, já penalizado por uma inflação em galopantes 7,9%. Governos não geram riquezas, como é sabido. Todo dinheiro de um País tem origem no trabalho de seu povo. Corolário: só resta a nós, trabalhadores, custear a farra de dona Dilma.

Mas divago.

Se Dilma for apeada do poder – por meios constitucionais, registre-se –, um pandemônio vai se instalar. O PT é um partido infantil. Não sabe conviver com as regras do jogo. Se alguém ameaça, ainda que legitimamente, tirar-lhe do poder, logo trata de armar sua turma de birrentos para por para funcionar a máquina de difamação e de boataria. O partido se comporta como o dono da bola: é minha, e se eu não brinco, ninguém brinca também. A democracia está para o PT como a bola está para o menino. Fosse agremiação insignificante, tudo bem; mas trata-se do maior partido do País, e sua capacidade de mobilização é gigantesca.

É verdade que muita gente já abandonou o partido, o que acaba por minar a aderência às besteiras da milícia petista. Os pobres, que sempre foram usados como desculpa pelo PT para a prática sucessiva do assalto ao Estado, já desembarcaram da turba que sempre lhe conferiu estratosféricos índices de aprovação. Uma coisa é aplaudir Dilma e Lula quando a imaginária nova classe média desfrutava do dinheiro fácil e as quinquilharias eram compradas a preços razoáveis; outra é olhar para a gôndola do supermercado e, semanalmente, levar um susto com o preço da banana, do arroz de segunda, da carne de segunda, do refrigerante vagabundo…

Quando, na campanha, falava-se de aumento inflacionário, aumento de desemprego, queda de confiança para investimentos e contração de crédito, déficit orçamentário etc, a maioria das pessoas acreditavam que isso era mi-mi-mi daquela gente do contra, não é mesmo? Aquela gente chata, do quanto pior, melhor; da elite incomodada com a ascensão dos pobres… Pois é, meus caros, a paranoia não era delírio, e a conta está aí. Soma-se a esse conjunto de infortúnios a iminência de um apagão. Se o PIB estivesse crescendo a 3% ou 4% ao ano, já estaríamos em trevas. Como nossa economia está no padrão PT, a escuridão, pelo menos, está postergada. No entanto, se as chuvas não forem generosas no curto prazo, preparem as velas.

Ah, claro: quem apontava a lama em que estava chafurdada a Petrobras era um antinacionalista, que só queria saber de privatizar a empresa. Ficou provado que quem ama aquela tranqueira são mesmo os petistas, né? Olha que maravilha a situação em que deixaram a companhia. O quilo do músculo (R$ 23,00) está mais valorizado que uma ação da petrolífera (R$ 9,57). Em 2010, os papéis chegaram a margear os R$ 30,00. Quem te viu quem te vê…

Mas e o impeachment com isso? Ora, simples. Segundo a Lei n. 1.079, que trata do assunto, Dilma pode, sim, sofrer perder o diploma de presidente da República. Repito: é a LEI que nos faculta chegar a essa conclusão, não uma farsa golpista, como o PT tem esparramado por aí. Diz a Lei:

Art. 9º São crimes de responsabilidade contra a probidade na administração:
5 – infringir no provimento dos cargos públicos, as normas legais;

Quem era mesma o presidente do Conselho de Administração da Petrobras à época das patuscadas que deram origem ao Petrolão?

Mais: o passa-moleque que o Executivo deu no orçamento, transformando déficit em superávit, também é matéria de impeachment. Diz, ainda, a Lei n. 1.079:

Art. 4º São crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que atentarem contra a Constituição Federal, e, especialmente, contra:
V – A probidade na administração;

Se a Lei ainda vale alguma coisa, nós vamos, sim, nos livrar dessa senhora. Não é ser golpista. Golpe quem dá o PT, ao solapar todo dia o regime democrático e minar as estruturas institucionais do Estado. Ou é mentira que, nos bastidores, o governo trabalha a todo vapor para acabar com a Lava-Jato? Torcer pelo impedimento de Dilma tampouco é compor a plateia do “quanto pior, melhor”. É simplesmente se entusiasmar com o cumprimento de leis democraticamente compactuadas.

15 de março: dia de lembrar que as leis existem.

Torcer pelo cumprimento da lei é golpe? Segundo o PT, sim!

Eles querem sangue

Olho por olho e a humanidade acabará cega. A frase de Mahatma Gandhi deveria ecoar pela cabeça baldia do ex-presidente em exercício, Lula, e de seus asseclas. Na semana que se passou, petistas promoveram na ABI (Associação Brasileira de Imprensa), no Rio de Janeiro, um ato em favor da Petrobras. Pessoas que, assim como a maioria dos brasileiros, estão enfadadas pela sequência inesgotável de patuscadas ocorridas no País, resolveram protestar nas proximidades, levando à memória dos presentes a incômoda realidade do País e pedindo um “Fora, Dilma”. Resultado: militantes do PT as espancaram, botando-as para correr.

Miliciano petista põe manifestante pra correr na base do pontapé
Miliciano petista esmurra manifestante

Vocês entenderam? Eles, petistas, podem fazer ato em defesa da Petrobras – que triste fim o da empresa: manifestam-se em seu favor justamente aqueles que a destruíram e continuam a esmorecê-la –; quem ousa lhes apontar o dedo, lembrando que foram justamente os petistas os responsáveis por tudo, aí não pode, aí é crime. Porrada e pontapé devem ser a resposta.

Como se isso não bastasse, em seu discurso inflamado, Lula conclamou a militância a não baixar a cabeça. “Quero paz e democracia, mas também sabemos brigar. Sobretudo quando o [João Pedro] Stedile colocar o exército dele nas ruas”, disse. Não ornam, em uma mesma frase, as palavras “paz” e “democracia” com “exército de Stedile”, um salafrário que capitaneia Brasil afora invasões a propriedades privadas via métodos notadamente violentos. Ao se aliar ao chefe do MST, Lula assume objetivamente que está disposto ao confronto às últimas consequências. Ora, não foi Stedile que prometeu uma “guerra” se Aécio ganhasse as eleições?

Miliciano petista agredindo manifestante. Seu crime: não pensar como Lula e achar que a Petrobras está um mar de rosas
Manifestante sendo agredido. Seu crime: falar a verdade sobre o PT. 

Também tomado pelo espírito combativo de Lula, o presidente do PT-RJ e prefeito de Maricá, Washington Quaquá, postou em seu Facebook: “Contra o fascismo a porrada! Não podemos engolir esses fascistas burguesinhos de merda! Tá na hora da militância e dos petistas responderam (sic) esses fdps que dão propina ao guarda, roubam e fazem caixa dois em suas empresas, sonegam impostos dão uma de falsos moralistas e querem achincalhar um partido e uma militância que melhorou (sic) a vida de milhões de Brasileiros. Vamos pagar com a mesma moeda: agrediu, devolvemos dando porrada!”

Dá-me nojo todas as vezes que ouço pessoas defendendo o PT ancorando-se no argumento de que o partido mudou a vida dos brasileiros mais pobres, como se isso fosse um salvo-conduto para a prática de crimes, assaltar a República, praticar estelionato eleitoral, assenhorear-se da máquina do Estado, corromper o Poder, fazer proselitismo chulo, incitar violência contra oposicionistas… Os pobres deveriam se sentir aviltados cada vez que essa gente os usa como massa de manobra para justificar seus malfeitos.

Questionado se não ultrapassou os limites da civilidade, Quaquá conseguiu piorar tudo. “Sou sociólogo e professor. Nasci na favela. Falo a linguagem do povo. Não estamos defendendo que o PT saia dando socos e porradas sem motivo, mas, se derem o primeiro soco, devemos responder com dois.” As pessoas decentes que moram em favelas têm o dever moral de condenar a fala desse senhor. Quer dizer que o fato de ter sido favelado o credencia a fomentar um banho de sangue? Então quem nasce em favela é, consequentemente, adepto do olho por olho, literalmente? Faça-me um favor!

Essa gente já fez muito mal ao País. Se eles nos abordam com socos e pontapés, nossa resposta continuará pautada pela lei e pela ordem. Se querem guerra com derramamento de sangue (porque é isso que o exército do MST, convocado por Lula, faz de melhor), nossa luta continuará se dando no campo das ideias e da reivindicação de um Estado livre dessa gentalha.

Dia 15 de março, a resposta será dada à altura!

Eles querem sangue

Petrolão: a culpa é de FHC — só que não

Dilma Rousseff, que passou semanas a fio dedicada ao silêncio, resolveu, hoje, dar com a língua nos dentes. “Se em 1996 e 1997 tivessem investigado e tivessem naquele momento punido, nós não teríamos o caso desse funcionário que ficou quase 20 anos praticando atos de corrupção. A impunidade leva a água para o moinho da corrupção”, disse a presidente. A afirmação é de uma estultícia ultrajante.

Se essa alegação faz sentido – e se Dilma a proferiu é porque em seu perturbado juízo ela faz –, caberiam outras duas perguntas. 1) Se a gênese do escândalo está em 1997 e o governo de FHC é responsável por não ter mandado investigar nada em 5 anos, por que Lula, em 8 anos, também se omitiu?; 2) Por que a própria Dilma, em 4 anos (ou seja, 12 anos de PT no total), não botou a turma de salafrários para correr da Petrobras?

Já disse aqui no blog e repito: essa senhora acha que brasileiro é idiota, e ela está coberta de razão.

Escrutinando mais a fundo a lógica do pensamento oco de nossa soberana, podemos dizer que FHC, do PSDB, é o culpado pelo o fato de o PT ter recebido de US$ 150 a US$ 200 milhões de dólares em propina no exterior – dinheiro oriundo dos 90 maiores contratos da Petrobras, dentre eles, o da refinaria de Abreu e Lima, segundo denunciou Pedro Barusco à Polícia Federal em novembro passado.

Entenderam? O PSDB foi artífice do roubo do… PT!!!

Eu defendo que todos os contratos fraudulentos da Petrobras, independentemente da gestão à época, sejam investigados e seus culpados, punidos. O que não dá pra engolir é que Dilma tente jogar os malfeitos do PT, havidos sob as barbatanas de Lula e dela própria, inteiramente nas costas de que bem lhe aprouver.

Ah, sim, em tempo. Eu também acho que FHC cometeu um gravíssimo erro em relação à Petrobras: não a privatizou quando podia.

Petrolão: a culpa é de FHC — só que não

50 Tons de Cinza: uma porcaria que dá sono

Por que fazemos certas coisas com nós mesmos, hein?

Inventei de ir assistir a Cinquenta Tons de Cinza. É de uma sucessão de clichês para lá de bregas e manjados. A história trata do relacionamento entre uma menina humilde que, para ajudar uma amiga em um trabalho de faculdade, vai parar na sala de um empresário bilionário, sedutor, jovem, de aparência notável. O nome dele é Christian Grey; o dela, Ana Anastasia.

Ok, há uns minutos dedicados a como eles se conhecem melhor. Pulo essa parte.

Ele a leva para seu apartamento, uma cobertura duplex com vista panorâmica para a cidade (ai, que preguiça). O percurso até sua casa é feito de helicóptero (mano, isso é serio?). Lá, por razões que não vou falar por não ser spoiler, Grey admite que nunca dormira (literalmente, de roncar ao lado )com nenhuma mulher antes: ela fora a primeira (e o sono bate fortemente). Geralmente, ele só faz sexo e cai fora. Depois que transam e tiram uma sonequinha, ele desce à sala, e toca um piano de cauda (brega).

O moço compra para ela um carro zero-quilômetro, em substituição a um Fusca (mas que merda de sequência de previsibilidades!). Ah, claro, na garagem do rapaz, há uma coleção de Audis.

Esse coquetel de dissabores me deixou com saudades de Café com Aroma de Mulher, novela mexicana exibida no SBT durante minha infância. Aquilo sim era uma boa produção!

Adiante.

Mas o bilionário tem um gosto atípico: gosta de ser dominador e ter uma submissa para lhe servir. Grey sente coisas ao açoitar sua parceira. Esse gosto somado à personalidade peculiar dele  — não gosta de ser tocado sem seu consentimento, não sorri, não é romântico, não gosta de vivenciar coisas convencionais de um relacionamento, como ir a um cinema… — magoa a pobrezinha, machuca seu coraçãozinho e a deixa confusa.

Por incrível que pareça, essa sequência de breguices desperta o frenesi de parte da plateia. Quando Grey pergunta a Anastasia por onde ela andou e ela responde “esperando [por você]”, ouvem-se dispersos “owns” pela sala de cinema. Quando ele diz que “não faz amor”, mas “fode”, batatas fritam (onomatopeia daquele som abominável que alguém faz quando entreabre os lábios, encosta a língua no céu da boca e suga o ar).

Ah, e quando Grey faz uma trança na moça? “Ai, genteeeee, até trança ele faz!”, comentaram à minha frente.

Por sinal, o público do filme merece um parágrafo a parte. Era composto majoritariamente por mulheres de meia idade e de aliança no dedo, mas que foram à sessão com as amigas, não com o namorado ou marido; e por adolescentes com cara de sapeca. Aposto que, na cabeça dessas infantes, fervilham ideias muito mais audaciosas do que as exibidas no filme. A juventude de hoje em dia é fogo na roupa.

E sim, o filme se encerra com uma deixa para uma possível parte II.

Sobre o filme: vi e não gostei. Sobre o livro: não li e não gostei.

50 Tons de Cinza: uma porcaria que dá sono